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Braço-direito de Nuzman no COB tinha salário de mais de R$ 1 milhão por ano

Luciano Belford/AGIF
Imagem: Luciano Belford/AGIF

Do UOL, em São Paulo

18/10/2017 14h47

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) na noite da última terça-feira (17) mostrou o salário recebido por Leonardo Gryner, braço-direito de Carlos Arthur Nuzman no COB (Comitê Olímpico do Brasil). O documento pede a abertura de uma ação penal contra a dupla, o ex-governador do Rio Sergio Cabral, entre outros.

No documento divulgado pelo MPF, Gryner aparece como remunerado do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016. O dirigente teve em 2013, 2014 e 2015 uma remuneração média de R$ 100 mil por mês.

“Nesta grande jogada, o planejamento e execução da vinda dos Jogos Olímpicos para o Rio de Janeiro – a todo custo – foi uma das melhores estratégias de capitalização financeira e política para a organização criminosa chefiada por Sérgio Cabral”, apontou o MPF na denúncia.

O documento também mostra os salários recebidos por Gryner em 2009 e 2010 pelo COB. No primeiro ano, o dirigente recebeu um total de R$ 691.432,00 em “rendimento do trabalho assalariado”.

Em 2010, Gryner recebeu salários do COB e do Comitê Organizador Rio 2016. Somados, os dois pagaram R$ 937.267,02 ao braço-direito de Carlos Arthur Nuzman.

Leonardo Gryner foi preso no dia 5 de setembro durante a operação Unfair Play, um dos braços da Operação Lava Jato. O dirigente foi solto nove dias depois por uma decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.