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Carros autônomos: como tecnologia deve deixar o trânsito mais seguro

Getty Images
Imagem: Getty Images
Fernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colunista do UOL

19/08/2020 11h21

Carros autônomos ainda não têm data certa para se tornarem corriqueiros no chamado mundo desenvolvido. Alguns cálculos já foram feitos para quando essa tecnologia estiver madura e de uso mais amplo: hoje a média é de um acidente fatal para cada 100.000 km rodados pela frota mundial. Quando chegar o nível quatro, chamado de autonomia avançada (um estágio antes da autonomia total), a previsão é de um óbito para cada 10 milhões de quilômetros rodados.

Embora os EUA já tenham avançado no planejamento da primeira estrada para carros autônomos, a cidade de Ulm, na Alemanha, tornou-se centro de teste para sensores utilizados na iluminação pública e tecnologias de conectividade.

Com até seis metros de altura, os postes se posicionam acima do tráfego urbano e proporcionam visão precisa dos cruzamentos. Fornecem informações imprescindíveis que beneficiarão carros autônomos no futuro.

Apesar de equipamentos atuais (câmeras, radares e sensores lidar) oferecerem visão 360 graus, a perspectiva do solo nem sempre detecta um pedestre oculto por um caminhão, um automóvel surgindo de repente ou um ciclista se aproximando por trás.

O sistema processa imagens e sinais recebidos dos sensores instalados nos postes, combina-os com mapas digitais de alta resolução e os transmite ao veículo. Lá, os dados são mesclados com informações a bordo para criar uma imagem precisa da situação, incluindo todos os usuários e objetos na rua.

A principal tarefa das comunicações móveis otimizadas não é apenas a transmissão sem fio e instantânea de dados virtuais, mas também o processamento destes dados o mais próximo possível da fonte. A tarefa é realizada por computadores integrados diretamente à rede celular.

Eles combinam dados dos sensores que estão nos postes com informações ao redor do veículo autônomo e de mapas digitais altamente precisos. A partir disso, gera-se um modelo da situação do tráfego em tempo real e se o disponibiliza por meio do ar.

No futuro, instalações - como centros de controle do tráfego das cidades - poderão ser equipadas com estes servidores e compartilhar dados com toda a frota, independentemente do fabricante, ou de outros usuários das ruas e estradas. O projeto começou em 2018 ainda com a rede celular atual LTE (4G).

Mas com a tecnologia 5G que começa a chegar agora nos países centrais, a transmissão de informações dos sensores terá latência (atraso) extremamente baixa. Tal desenvolvimento tornará o tráfego urbano não só mais seguro, como também mais fluido.

A pesquisa recebeu aporte de 5,5 milhões de euros (R$ 36 milhões) do governo federal alemão e contou com a liderança da Bosch no consórcio e apoio da Daimler, Nokia, Osram, TomTom, IT Designers e das universidades de Duisburg-Essen e Ulm.

Mercedes completa sua linha AMG

Com um total inédito de 24 modelos de alto desempenho entre hatches, sedã e SUVs, a Mercedes-AMG acaba de disponibilizar nas concessionárias os médio-compactos hatch A 45 S 4MATIC+ e sedã-cupê CLA 45 S 4MATIC+, ambos equipados com motor novo de 2 litros, 421 cv de sua filial AMG e tração integral. Entre os superlativos destes modelos está a extraordinária densidade de potência de 210,5 cv/litro, sem similar em qualquer outro motor de quatro cilindros produzido atualmente no mundo.

Além do capô baixo e alongado, receberam pela primeira vez a grade específica AMG que tornou o visual ainda mais arrojado. Arco de rodas foram alargados para receber pneus 245/35 R19 e 255/35 R19. Por dentro, além do tradicional bom gosto e ótima ergonomia, foi usado um material refinado vindo da F-1, chamado de Dinâmica (microfibra de alta aderência), para revestir volante e bancos. Ambos podem ter várias combinações de cores externas e interiores sob encomenda.

Um recurso bem interessante, que só deve ser usado por quem tem habilidade e conhecimento para tal, é a função drift. Torna possível deixar tração apenas nas rodas traseiras e forçar o carro a fazer curvas "atravessado", apenas controlado pelo volante e acelerador.

A velocidade máxima de 270 km/h (limitada eletronicamente). Apesar dos pesos em ordem de marcha de 1.635 kg e 1.675 kg, respectivamente, as acelerações de 0 a 100 km são muito fortes: 3,9 s e 4 s (hatch e sedã-cupê).

Tiggo 8 completa linha Caoa Chery

O mercado de SUVs médio-grandes de sete lugares é limitado a apenas 5% do segmento. Mas o Tiggo 8 chegou com bom preço (R$ 168.800), espaço interno amplo (terceira fila até oferece certo conforto para dois adultos), motor 1,6 L turbo (gasolina) de 187 cv, 28 kgfm e câmbio automatizado de duas embreagens e sete marchas.

Relação peso-potência de 8,6 kg/cv é razoável, suficiente para garantir acelerar de 0 a 100 km/h em 9,9 s.

Pormenores interessantes: volante com regulagem de altura e distância (esta pela primeira vez na marca) e saída dupla de escapamento real (não está lá como enfeite). Faróis de LED, câmeras 360 graus e imenso porta-malas de 889 litros (no caso de cinco passageiros) são outros destaques.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL