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Alerta de baixa umidade do ar: como encarar tempo seco e proteger a saúde

Imagem: iStock

Do UOL, em São Paulo

19/09/2023 12h12

O Inmet emitiu recentemente um alerta para baixa umidade na maior parte do país — uma área que abrange quase todo o Sudeste e Centro-Oeste e parte do Nordeste. Quem mais sofre com o tempo seco são o seu nariz, olhos e garganta, com irritações e até sangramentos. Veja, abaixo, como funciona a queda na umidade e como proteger seu organismo.

O que é a umidade do ar?

A umidade do ar é um fator climático de grande importância para a saúde humana, afetando diretamente o bem-estar e podendo desencadear uma série de problemas respiratórios e outros desconfortos.

O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) define a umidade relativa do ar como a quantidade de vapor de água presente na atmosfera em relação à quantidade máxima que poderia existir, considerando a temperatura vigente. Níveis mais baixos de umidade são comuns no final do inverno e início da primavera, bem como durante a tarde, entre 12h e 16h.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a faixa de umidade ideal para o organismo humano situa-se entre 40% e 70%. Quando essa taxa cai para 30%, já se configura uma situação de alerta, com prejuízos evidentes para a saúde.

Impactos da baixa umidade do ar na saúde

A baixa umidade do ar afeta de forma significativa o organismo humano. Garganta irritada, sangramento nasal, doenças respiratórias (como rinite e asma), dor de cabeça, sensação de areia nos olhos e pele ressecada são alguns dos sintomas que podem surgir.

O Ministério da Saúde alerta que a água desempenha um papel fundamental para o funcionamento do corpo, regulando a temperatura, eliminando toxinas, transportando nutrientes e lubrificando as mucosas.

Quando a umidade é insuficiente, o corpo fica com menos água para executar suas funções, tornando-se mais vulnerável. As vias aéreas se ressecam, comprometendo a produção de muco no nariz e facilitando a entrada de vírus e bactérias, aumentando o risco de contágio de doenças.

Impacto em pessoas com doenças respiratórias

Indivíduos que já sofrem com doenças respiratórias, como rinite e asma, são particularmente afetados pela baixa umidade do ar. A falta de umidade agrava esses problemas, tornando o nariz e os pulmões menos eficazes e intensificando os sintomas.

A baixa umidade também propicia a propagação de vírus e bactérias, que sobrevivem melhor nessas condições. Isso aumenta a preocupação com epidemias de gripes e resfriados.

Medidas preventivas

Para manter o bem-estar em períodos de baixa umidade do ar, o Hospital de Clínicas de Campinas e a Faculdade de Medicina da Unicamp elaboraram um guia preventivo com base nos níveis de umidade:

Estado de Atenção (20% a 30% de umidade):

  • Evitar exercícios ao ar livre entre 11h e 15h;
  • Umidificar o ambiente com vaporizadores, toalhas molhadas e recipientes com água;
  • Permanecer em locais protegidos do sol, preferencialmente com sombra de árvores;
  • Consumir água abundantemente.

Estado de Alerta (12% a 20% de umidade):

  • Seguir as recomendações do estado de atenção;
  • Evitar exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10h e 16h;
  • Evitar aglomerações em ambientes fechados;
  • Usar soro fisiológico para umidificar olhos e narinas.

Estado de Emergência (abaixo de 12% de umidade):

  • Seguir as recomendações anteriores;
  • Suspender atividades em ambientes fechados com aglomeração, como aulas e cinemas, entre 10h e 16h;
  • Manter ambientes internos úmidos, especialmente em quartos de crianças e idosos

Além disso, é importante afastar poeira, ácaros e mofo, que aumentam as doenças respiratórias nesse período:

  • Manter os ambientes internos arejados;
  • Recomenda-se o uso de aparelhos para purificação do ar;
  • Evitar carpetes e cortinas que acumulem poeira;
  • Evitar roupas e cobertores de lã ou com pelos;
  • Cobrir colchões, travesseiros e almofadas com plásticos;
  • Armazenar livros e objetos em armários fechados;
  • Limpar a casa com pano úmido;
  • Evitar produtos de limpeza com cheiro ativo;
  • Evitar permanecer em cômodos úmidos ou com acúmulo de poeira;
  • Manter animais de pelo ou pena fora de casa;
  • Proibir o fumo em ambientes internos.

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