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Arqueólogos descobrem fósseis de égua grávida, do feto e da placenta

Senckenberg Forschungs Institut Frankfurt/Reprodução
Imagem: Senckenberg Forschungs Institut Frankfurt/Reprodução

Do UOL, em São Paulo

10/11/2014 12h51

47 milhões de anos atrás, uma égua grávida e seu potro por nascer perderam suas vidas, talvez perseguidos em um lago, onde acabaram se afogando. Onde eles morreram, no entanto, foi um golpe de sorte para os paleontólogos do século 21. Seus restos fossilizados foram descobertos no Messel Pit, uma antiga mina de carvão e xisto betuminoso, perto de Frankfurt, na Alemanha, que é famosa por seus fósseis requintadamente preservados.

A égua e seu feto agora estão dando aos cientistas uma visão sem precedentes sobre a anatomia e reprodução desta espécie de cavalo, Eurohippus messelensis. Como outros antecessores dos cavalos de hoje, a égua é pequena, do tamanho de um cachorro da raça fox terrier.

Entre as descobertas, está a placenta do animal. Este órgão não foi fossilizado diretamente, mas é visível como uma sombra escura deixada por bactérias que consumiram o tecido e, em seguida, foram fossilizadas. É apenas o segundo exemplo de um fóssil onde a placenta foi identificada, diz Jens Franzen, paleontólogo do Instituto de Pesquisa Senckenberg e Museu de História Natural de Frankfurt.

Os pesquisadores ainda puderam ver o ligamento largo que ajuda a fixar o útero na espinha dorsal.

Sob um microscópio eletrônico de varredura, os cientistas viram a estrutura celular do cólon e da planta que pode ser uma das refeições finais da égua.

A posição do potro sugere que ele não estava na posição para nascer, mas estava perto de amadurecer, e sugere que os cavalos antigos davam à luz de uma forma semelhante à de seus primos modernos. Embora o crânio do feto tenha sido esmagado, suas costelas e pernas são claramente visíveis.

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