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Itália começa obras de restauração do sítio arqueológico de Pompeia

Em Roma

06/02/2013 16h59

As obras de restauração de Pompeia, a cidade no Sul da Itália devastada pelas cinzas do vulcão Vesúvio, em 79 d.C, foram inauguradas nesta quarta-feira (6) depois que o sítio arqueológico foi objeto de denúncias por seu mal estado de conservação.

Os trabalhos de restauração, que terão um custo de 105 milhões de euros (cerca de R$ 282 milhões) - sendo 41,8 milhões de euros (R$ 112 milhões) provenientes do fundo europeu de desenvolvimento regional -, se concentrarão na recuperação da Casa dos Dioscuros e da Casa do Criptopórtico nesta primeira fase.

A restauração na Casa dos Dioscuros, cujo orçamento chega a 1,4 milhão de euros (R$ 3,7 milhões), servirá para construir uma cobertura para proteger os afrescos, enquanto os trabalhos do Criptopórtico, para o qual estão destinados 563 mil euros (R$ 1,513 milhão), serão destinados ao fortalecimento do muro e à construção de uma passarela.

As ruínas de Pompeia, patrimônio da humanidade pela Unesco, sofreram uma grande deterioração nos últimos tempos, principalmente com desmoronamentos parciais, como a queda do sítio arqueológico da Casa dos Gladiadores, causados pelas fortes chuvas de 2010 e 2011.

Por causa desses fatos, o então ministro da Cultura, Sandro Bondi, se viu obrigado a renunciar após as críticas recebidas pela oposição, que o acusavam de ter destinado poucos fundos públicos à cultura e às escavações de Pompeia, uma região arqueológica de 440 mil metros quadrados.

O complexo também foi objeto de vários furtos e se viu prejudicado até mesmo pela máfia napolitana, a Camorra, acusada de ter interesses econômicos na região arqueológica.

A Comissão Europeia e o governo italiano deram hoje a largada às obras de restauração. O país busca renovar a cara do complexo arqueológico, cuja conservação foi questionada durante bom tempo pelos especialistas, a fim de aumentar o atrativo do lugar, o número de visitantes e a entrada de capital na área.

Durante séculos, Pompeia permaneceu sepultada, até que, por ordem do rei Carlos de Bourbon (que se tornaria Carlos III da Espanha), começaram as escavações que duram até hoje. Mais da metade da cidade, que chegou a abrigar mais de 20 mil pessoas no passado, no entanto, ainda continua soterrada.

A restauração de Pompeia acontece em meio à polêmica levantada pelo estado de conservação de outros importantes monumentos italianos, como o Coliseu, onde já houve a queda de vários trechos da fachada

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