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Símbolo do infinito ou disco torcido? Hubble exibe bela e curiosa galáxia

A estrutura distorcida revela como galáxias em colisão provocam a formação de novas gerações de estrelas Imagem: Space Telescope Science Institute/Nasa

Colaboração para Tilt

05/10/2021 13h07Atualizada em 05/10/2021 13h07

O Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, captou uma imagem de uma galáxia incomum, revelando detalhes notáveis de seu disco de poeira, ligeiramente deformado, que revela como galáxias em colisão provocam a formação de novas gerações de estrelas.

A poeira e os "braços" das galáxias espirais normais, como a nossa Via Láctea, parecem planos quando vistos de lado. A imagem captada pelo Hubble da galáxia ESO 510-G13, mostra uma galáxia que tem uma estrutura incomum de disco torcido, vista pela primeira vez em fotografias obtidas pelo ESO (European Southern Observatory), no Chile. Outra interpretação é de que ela lembre um símbolo do infinito, deitado.

A galáxia ESO 510-G13 fica na constelação sul de Hidra, a cerca de 150 milhões de anos-luz da Terra. Os detalhes de sua estrutura são visíveis porque as nuvens de poeira interestelar que traçam seu disco são recortadas por trás pela luz emitida pela protuberância central lisa e brilhante da galáxia.

O forte empenamento do disco indica que a ESO 510-G13 sofreu recentemente uma colisão com uma galáxia próxima e está em processo de engoli-la.

As forças gravitacionais distorcem as estruturas das galáxias à medida que suas estrelas, gás e poeira se fundem em um processo que leva milhões de anos. Eventualmente, os distúrbios desaparecerão e a ESO 510-G13 se tornará uma galáxia de aparência normal.

Nas regiões externas da ESO 510-G13, especialmente no lado direito da imagem, é possível notar que o disco torcido contém não apenas poeira escura, mas também nuvens brilhantes de estrelas azuis. Isso mostra que estrelas jovens estão se formando no disco.

Os astrônomos acreditam que a formação de novas estrelas pode ser desencadeada por colisões entre galáxias, à medida que suas nuvens interestelares se chocam e são comprimidas.

Para compor a imagem final, a equipe de cientistas do programa Heritage usou uma câmera especial do Hubble, a WFPC2 (Wide Field Planetary Camera 2).

Uma sequência de fotos obtidas com a utilização de filtros azul, verde e vermelho foram combinadas, enfatizando o contraste entre o pó, os braços espirais, a protuberância brilhante e as regiões de formação de estrelas azuis.

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