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10 games indie para sair da mesmice

O START não se responsabilidade pelos danos causados por "Pony Island" - Divulgação
O START não se responsabilidade pelos danos causados por "Pony Island"
Imagem: Divulgação

Makson Lima

Colaboração para o START

21/07/2019 04h00

Bizarros? Estranhos? Ou extremamente malucos a ponto de bugar a nossa mente? Não importa o rótulo: os games a seguir conseguem quebrar padrões estabelecidos na indústria dos games e surpreender você com novas histórias e maneiras de jogar.

Então se você está cansado das superproduções "triple A", das edições anuais daquele jogo de esporte, dos MOBA/Battle Royale/Auto Battlers da vida, siga em frente! Listamos 10 jogos indies que podem tirar você da mesmice.

CALENDULA

Lançamento: 2016 (PC)
Desenvolvimento: Blooming Buds Studio

"Eu acho que apertei o botão errado" - Divulgação
"Eu acho que apertei o botão errado"
Imagem: Divulgação

"Calendula" é experimental ao extremo, um "jogo que não quer ser jogado". E como a premissa do terror oferece muito espaço para metalinguagens, subversão e crítica, o game pode se fazer entender dentro de tais ideias. Ou não, até porque existe vida própria inserida na máquina de alguma forma. A atmosfera sombria é a única certeza.

Em épocas de tutoriais a dar com pau, onde cada dez passos significam um novo checkpoint, "Calendula" resgata algo do passado: o senso de descoberta, tão inerente aos videogames e que parece estar se perdendo.

PONY ISLAND

Lançamento: 2016 (PC)
Desenvolvimento: Daniel Mullins Games

Nada como um inocente jogo de pôneis para passar o tempo - Divulgação
Nada como um inocente jogo de pôneis para passar o tempo
Imagem: Divulgação

E se um naco nada convidativo da deep web chegasse até a superfície? "Pony Island" é um velho gabinete de arcade e, através dele, interagimos com sequências tão inspiradas quanto magicamente perturbadoras, ao mesmo tempo em que somos guiados por alguém (ou algo) detentor de conhecimento sobre aquele universo. Estaria o fliperama possuído pelo demônio? Honestamente, parece bem possível.

Entre "point 'n clicks" e jogos desses de correr o tempo todo, "Pony Island" pode ser catártico, pode ser exatamente o que você precisa, pode ser a solução para todos os seus problemas. Se é que isso faz algum sentido. Para o criador da coisa toda, o desenvolvedor canadense Daniel Mullins, deve fazer.

DROPSY

Lançamento: 2015 (PC, Android e iOS)
Desenvolvimento: Tendershoot, A Jolly Corpse

O palhaço Dropsy só quer fazer amigos - Divulgação
O palhaço Dropsy só quer fazer amigos
Imagem: Divulgação

Dropsy é o palhaço amigo que só quer abraçar todo mundo e todas as coisas! É engraçado como tragédias são assimiladas de formas tão distintas: o incêndio no picadeiro de sua família fez do jovem palhaço esse ser adorável, que só quer ver você feliz. Apesar dos pesadelos assustadores. O visual ultracolorido e a mensagem inicial podem despontar para caminhos um tanto quanto mórbidos. Afinal, não é sempre que gentileza é recebida com gentileza.

"Dropsy" tem um ou outro quebra-cabeça complicado, como todo adventure que se preze. O game é publicado pela Devolver Digital, o que garante presença quase automática nesta lista.

HER STORY

Lançamento: 2015 (PC, Android e iOS)
Desenvolvimento: Sam Barlow

O glorioso retorno do "full motion video" e um desktop com depoimentos - Divulgação
O glorioso retorno do "full motion video" e um desktop com depoimentos
Imagem: Divulgação

Fãs de Silent Hill já conheciam o game designer Sam Barlow antes da explosão de popularidade de "Her Story". O jogo investigativo ajudou no renascimento do formato "full motion video" (FMV), com atores reais em cena e interação tímida do jogador. Em "Her Story", acompanhamos depoimentos gravados de Hannah, acessados em um computador das antigas. Vencer o jogo significa entender quem é quem, quem está mentindo e o quê, de fato, aconteceu ao marido desaparecido da mulher. "Her Story" já faz parte daquela listinha seleta de indies obrigatórios por serem inovadores e distintos. E fique esperto para o próximo jogo de Sam Barlow, "Telling Lies", prometido ainda para 2019.

EVERYTHING

Lançamento: 2017 (PC, PS4 e Switch)
Desenvolvimento: David Oreilly

Você quer ser uma pedra ou um sistema solar inteiro? - Divulgação
Você quer ser uma pedra ou um sistema solar inteiro?
Imagem: Divulgação

"Everything" é um desses jogos difíceis de explicar por palavras: só jogando para entender. Para começar, é possível assumir o controle de tudo. Literalmente tudo: de átomos numa pedra até sistemas solares inteiros. Enquanto você penetra mais e mais nas formas e seres, ou expande mais e mais suas possibilidades, aproveite também para interagir, seja com um papo casual ou uma canção. "Everything" é criação do cineasta irlandês focado em animações David Oreilly.

SUPERHOT

Lançamento: 2017 (PC, Xbox One e PS4)
Desenvolvimento: SUPERHOT Team

É um jogo de tiro ou de estratégia? Depende do ponto de vista - Divulgação
É um jogo de tiro ou de estratégia? Depende do ponto de vista
Imagem: Divulgação

Nada se move até você se mover. Em "Superhot", somos colocados em situações intensas saídas diretamente de filmes de ação oitentistas. Desviar de automóveis em alta velocidade ou acabar com gangues inteiras em bares são cenas triviais. Apesar de ser um FPS em essência, há muito de estratégia na forma de abordar cada situação. O detalhe é que existe uma trama metalinguística um tanto quanto perturbadora por trás desse tal de SUPER. HOT. SUPER HOT.

YEAR WALK

Lançamento: 2013 (iOS, PC e Wii U)
Desenvolvimento: Simogo

"Year Walk", o folclore nórdico e a cabeça-de-cavalo original - Divulgação
"Year Walk", o folclore nórdico e a cabeça-de-cavalo original
Imagem: Divulgação

A desenvolvedora sueca Simogo é uma das mais criativas quando o assunto são jogos mobile, e "Year Walk" é sua contribuição para o terror. Ou seja, prepare-se para conhecer mais sobre o folclore nórdico, em especial a bizarra tradição medieval que dá nome ao jogo. O adventure transita por caminhos absolutamente não convencionais, principalmente após seu desfecho, misturando realidade e o sobrenatural.

YOKU'S ISLAND EXPRESS

Lançamento: 2018 (PC, Xbox One, PS4 e Switch)
Desenvolvimento: Villa Gorilla

É tão lindinho esse besouro coprófago - Divulgação
É tão lindinho esse besouro coprófago
Imagem: Divulgação

Nada como as delícias que só são possíveis em Metroidvanias e afins. De todos os recentes, "Yoku's Island Express" é o mais original em conceito. Como um besouro rola-bosta (nome popular do inseto coprófago da família Scarabaeidae), é preciso explorar um mundo mágico, repleto de seres igualmente mágicos. Só que sua bola de esterco e você (ou melhor, Yoku, no caso) são como unha e carne, transformando o jogo num pinball de plataforma. É incrível como a falta de um botão de pulo pode mudar radicalmente um gênero todo. "Yoku's Island Express" vem diretamente da Suécia, do estúdio Villa Gorilla.

STORIES UNTOLD

Lançamento: 2017 (PC)
Desenvolvimento: No Code

Que tal umas histórias de terror antes de dormir? - Divulgação
Que tal umas histórias de terror antes de dormir?
Imagem: Divulgação

Saudades dos adventures de texto? "Stories Untold" embala um dos modos de entretenimento eletrônico mais primordiais em formato de antologia. Caso você tenha curtido o recente "Observation", seria interessante voltar suas atenções ao seu primo distante mais velho, também da No Code e também distribuído pela Devolver Digital. São quatro histórias que contemplam vários subgêneros do horror, da casa mal-assombrada ao horror corporal e de ficção científica. Coisa fina.

THE STANLEY PARABLE

Lançamento: 2013 (PC)
Desenvolvimento: Galactic Cafe

Quebre a quarta parede, Stanley - Divulgação
Quebre a quarta parede, Stanley
Imagem: Divulgação

Quel tal um jogo que desafia a própria condição de narrativa imposta em videogames? Em "The Stanley Parable", somos o funcionário de um escritório que ficou até tarde no trabalho neste fatídico dia em que tudo mudou. Há um interlocutor narrando a história, história essa que você pode seguir de acordo ou não, desafiando (e irritando) esse mesmo interlocutor, levando a caminhos bizarros demais para serem colocados em palavras. "The Stanley Parable" é genial enquanto debate o real papel de uma mídia interativa, porém antevista por seu criador. Onde são os confins de um jogo, onde estão os seus limites? Pois é.

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