Desespero no ar

A história de um policial que invadiu um programa ao vivo para se matar, virou pedinte e morrerá na penúria

Felipe Pereira Do UOL, em Florianópolis (SC)

Em 1986, um policial militar de Florianópolis invadiu uma mesa redonda e ameaçou se matar ao vivo. O soldado Sílvio Vieira ainda avisou que se o programa fosse tirado do ar "gente ia morrer". O segurança da RCE TV tremeu. O cano de um 38 estava encostado em sua nuca.

Os três jornalistas que estavam no estúdio ficaram assustados, mas foram safos. Começaram a enrolar Sílvio. Ele aceitou o convite para integrar a mesa e até tomou café. Parecia um convidado do programa Terceiro Tempo, que na década de 1980 era veiculado todas as segundas-feiras na repetidora da TV Cultura em Santa Catarina. Pai de seis filhos, Sílvio explicou o motivo do ato de desespero.

Havia comprado um apartamento que não podia mais pagar. Estava devendo na venda, no comércio e no colégio. A gota d'água está explicada no livro "Dás um banho", do jornalista Paulo Brito. Em seu relato, Sílvio contou que havia tomado um empréstimo de Cr$ 1,5 mil [mil e quinhentos cruzeiros] e estava atrasado três meses.

Os credores foram em cima do avalista, outro policial, que comunicou ao comando da PM. Sílvio aguentou o que só um soldado suporta. Foi insultado por 45 minutos porque estava desonrando a corporação. Foi determinado que as parcelas do empréstimo passariam a ser descontadas do soldo dele.

Sílvio voltou para casa humilhado. Sofria de depressão e, naquele dia, misturou remédio com álcool. Decidiu invadir a TV para denunciar o salário de fome que recebia. O UOL Esporte conversou com Sílvio, a mulher e a filha mais velha dele. Também ouviu três jornalistas que estiveram no estúdio. Os relatos abaixo contam a história daquela noite.

Eu invadi o estúdio para deixar as coisas mais claras. Para falar do salário e da situação que eu estava na época. Devia para várias pessoas e tinha dificuldade de sustentar minha família. Eu também era maltratado no quartel. Ser negro era um problema para muitos oficiais. Falavam o que queriam para soldado raso.

Saí de casa naquela noite decidido a esclarecer a minha vida. Escolhi aquele programa porque falava de esporte e tinha bastante audiência. Minha questão financeira era culpa da postura do governador. O motivo principal era o governador que fez promessas de aumento e não cumpriu. Todo mundo ia ficar sabendo.

Eu vi o Sílvio entrando carregando o porteiro da televisão, que tinha uma arma apontada para a nuca. "Quero falar, quero falar", repetia o Sílvio. Respondemos que podia falar, mas que largasse o rapaz. Ele liberou o porteiro que estava tremendo, quase desmaiando. Foi então que passou a tirar as armas da cintura. Tinha uns quatro, cinco revólveres [eram cinco].

A reclamação dele era que a PM estava com salário muito baixo. E de fato estava. Eu fazia esporte e noticiário policial e ouvia a poliçada reclamando. Não pagam o devido hoje, e pagavam muito menos naquela época. Deixamos ele falar.

Eu estava na ponta da mesa e fiquei olhando o Sílvio. Digo, vou tentar desarmá-lo. Nesta hora, ele estava com uma arma apenas na mão. Mas logo segurou outra. Resolvi não fazer nada. Até porque era loucura o que estava para fazer. E conforme ele falava, senti que a reivindicação era justa.

O Sílvio chegou cheio de armas. Ele havia passado no quartel para pegar um revólver e rendeu o cabo armeiro, o militar que distribui as armas. No caminho para a TV, rendeu um guarda que ficava no posto policial do Morro da Cruz. Depois, fez o porteiro de refém e foi em direção ao estúdio. Cruzou uma sala onde estava minha mulher e deu um tiro na parede do corredor.

Eu estava abrindo o programa quando o Sílvio apareceu. Você fica sem entender. Ele mandou não tirar o programa do ar e disse que queria falar. Nós começamos a conversar com ele para entender o que queria. O Sílvio estava indignado com o salário da PM e com o governador, que na época era o Esperidião Amin.

Pedimos calma e fomos lidando com a situação. O Hélio Costa entregou o microfone para ele. O Sílvio chorou contando que não tinha dinheiro para pagar o apartamento que comprou para a família. Ofereci uma cadeira e ele ficou como se fosse um convidado da mesa redonda. Tomou café e tudo.

A minha tática foi adotar o discurso dele. Se estava criticando o governador, eu iria repetir. Afirmei que ele tinha muita coragem em denunciar a situação. Emendei que arriscava a vida todo dia para defender a população e pedi mais atenção para os policiais militares. Fui incisivo. Tanto que o Amin, quem conheço desde garoto, muito antes ser político, falou que não precisava pegar tão pesado. O Sílvio se sentiu acolhido e baixou a guarda.

Nota da Redação: o UOL Esporte entrou em contato com Esperidião Amin, que hoje é senador, e ele preferiu não se manifestar.

O Roberto Alves sempre chamava profissionais do futebol e jornalistas para a mesa redonda. Naquela noite, eu não fui convidado. Cheguei em casa com mulher e filhos, e fui colocar meus guris na cama. Nessa hora, a Simone, minha esposa, gritou do quarto: "Vem cá! Vão dar um tiro no Roberto!"

Larguei os guris na cama, mas eles foram junto ver o alvoroço. Vi a imagem e comentei.

- Simone, esse cara foi meu aluno. É o Sílvio, e está com o Roberto, apontando um revólver. Vou lá.

- Não vai, pelo amor de Deus.

Entrei no Fusca e fui. Fiz o caminho que todo mundo faz para o Morro da Cruz, onde até hoje ficam as TVs em Florianópolis. Na terceira ou quarta curva tinha um posto policial. Os guardas estavam proibindo passar porque um pelotão da polícia tinha subido. Nisso, desce o pessoal da técnica. O Sílvio arrastou o porteiro para o estúdio e eles saíram correndo. Vieram oito dentro de um Fusca.

Eu falei que ia subir, e o guarda disse que não ia. Se tentasse, me prenderia. Eu fui pelo Morro do Horácio, que naquele tempo era um barro só, mas meu carro era um Fusca. E não havia polícia. Como foram esquecer disso?

No começo da noite meu pai me beijou, falou que não sabia se ia voltar e saiu. Tava com o olhar preocupado. Me assustei. Só não dei mais importância porque a gente já estava acostumado com problemas. Devendo parcelas do apartamento, dificuldade em comprar comida, de vestir. Meu pai ficou com dívida no condomínio e no colégio. Lembro dele pagando tudo atrasado, eu usando material de escola doado.

Já era umas horas da noite, e a Polícia Militar teve na nossa casa, bastante gente da PM. Eu não sei o que falavam, mas lembro da mãe abrir a porta de casa e ter muito policial armado no corredor do prédio. Eles trataram bem, mas foi intimidador, muito intimidador.

Eu não entendi direito o que acontecia. Estava com 11 anos e, quando você é criança, não te explicam muito as coisas. Fomos para casa da minha vó e vi a cena na televisão. Meu pai falou que ia se matar ao vivo. Eu não acreditei que ia se suicidar, mas fez roleta russa ao vivo com uma bala no tambor do revólver.

Hoje, estou com 44 anos e ainda lembro bem dele saindo preso. Pensei que a PM ia matar. Não tive raiva, naquela noite. Só preocupação. Queria proteger meu pai.

Eu subi o Morro da Cruz e invadi o estúdio pensando em suicídio, em resolver a coisa de uma vez por todas. Decidi não fazer, não concretizar, devido ao que houve no estúdio. Na hora, muitas coisas surgiram. A postura dos jornalistas fez com que eu acabasse desistindo. E eu estava confuso.

Decidi não fazer.

Cheguei na TV e não tinha ninguém. Porta aberta, e fui entrando. Vi um buraco na parede que parecia um tiro. O cara fica cabreiro. Entrei no estúdio e dei de cara com o Sílvio.

- Meu professor...Paulo Brito!

- Sílvio, o que houve?

Nesta hora, o coronel que comandava o batalhão em que o Sílvio trabalhava chegou e colocou uma arma no pescoço dele. Um major apareceu pelo outro lado e segurou o braço. Na linguagem da polícia, ele foi reduzido.

Os oficiais acompanhavam o que acontecia por um monitor no lado do estúdio. O coronel estava pronto para o bote. Aproveitou a distração comigo. Até me senti culpado, mas depois pensei: Melhor assim porque o Sílvio poderia ter reagido. Levaram ele embora. Eu preocupado onde vai? Onde não vai? Nunca se sabe o que vai acontecer com um soldado que faz uma coisa dessas.

Também lembro que naquela noite eu cheguei em casa tarde e o prédio inteiro estava me esperando. Todos queriam saber os bastidores da história. Florianópolis inteira ficou acordada assistindo ao programa. E gostaram da maneira como eu lidei com a situação.

Até houve uma pesquisa publicada no jornal O Estado [o maior de Santa Catarina na época] e na cidade eu teria a maioria dos votos se fosse candidato a governador. E segui a vida, prestei um depoimento a favor do Silvio, mas não teve jeito.

Esta noite revelou um fato muito curioso que até me deixou bravo. O porteiro da TV, naquela época não havia empresas terceirizadas, sumiu. Fomos atrás e descobrimos que ele era fugitivo da Penitenciária de Florianópolis. Como apareceu na televisão, fugiu porque sabia que seria reconhecido. Até dei uma bronca no pessoal. Como que contrata alguém sem saber dos antecedentes?

Conheci o Sílvio quando ele servia na Base Aérea de Florianópolis. Saiu para fazer concurso do Besc [Banco do Estado de Santa Catarina]. Era emprego público bom. Ele trabalhava no banco quando casamos, mas depois quis entrar na Polícia Militar. O sonho dele era ser militar. Ficou 12 anos como soldado, até aquela noite na televisão.

Fazia tempo que Sílvio andava muito revoltado: Salário baixo, cheio de problemas, doença. Ele tinha depressão. Chegou a escrever uma carta para o comando dizendo que não podia trabalhar armado. O Estado mandou uma assistente social cuidar do caso, mas ela não fez muito. Isto foi um ano e meio antes de ele invadir a televisão.

Eu via o Sílvio na TV e sabia da índole dele, tinha certeza que não foi lá para matar ninguém. Havia até um jornalista que foi professor dele no colégio. O Sílvio xingou o Amin, dizia que aquilo não era salário e que fosse sustentar a família dele com aquela mixaria.

Depois que tiraram o Sílvio algemado do Morro da Cruz a gente ficou sabendo que levaram para o comando. Eu cheguei cedo na manhã seguinte com meus seis filhos e ninguém falava nada para gente. Nem me receberam. Eu sabia que estavam batendo nele. Se ao vivo na TV trataram o Sílvio como um animal, imagina longe das câmeras.

No dia depois da invasão ao estúdio fui atrás da vida do Sílvio. Até porque era meu ex-aluno do Instituto Estadual de Educação [maior colégio público de Santa Catarina]. Depois disto, nunca mais encontrei. Até que um dia vi ele na rua fardado.

Achei estranho ter o segundo grau e ser soldado. Com Ensino Médio naquele tempo podia fazer curso para oficial. Achava que ele tinha que ser no mínimo sargento pelo conhecimento que tinha. Mas a vida dele só se complicava.

Para fazer meu livro, eu consegui a auditoria do caso e mencionei como ele foi tratado conforme palavras do próprio coronel que fez a prisão. Ele disse que "teve de aplicar dois tabefes de mão aberta e sufocar Sílvio com um lençol". Aos jornais da época, justificou que seguia normas para controlar comportamento alterado.

No dia seguinte, o Sílvio teve o nome e o número chamado durante a formação dos PMs. Deu um passo a frente e ouviu a Ordem do Dia, que descrevia as atitudes que tomou na noite anterior. Depois da segunda manhã seguinte de humilhação, foi levado à Polícia Civil.

O exame de sangue do Sílvio apontou alto teor alcoólico que, associado a antidepressivos, desencadeou o descontrole. Eu, o Roberto, todo mundo prestou um depoimento favorável, mas a infração era grave. O Sílvio foi expulso da PM, cumpriu quatro anos em liberdade e não pode ir para reserva. Lutou anos para conseguir uma aposentadoria.

Nota da redação: o UOL Esporte pediu acesso à auditoria aberta contra Sílvio, mas a Polícia Militar informou que não tem registro desta época. Questionada se desejava se manifestar, a corporação preferiu não comentar o assunto Soldado Sílvio.

Eu conhecia o Sílvio do 4º Batalhão da Polícia Militar. Estava sentado na ponta da mesa aquela noite, fiquei olhando para ele e pensando: O que leva um homem a este ponto?

Ele era um rapaz tímido, inteligente e íntegro. Não tinha fama de sujo na PM. Era muito fechado também. Talvez, tomou esta decisão por desespero. Guardou tanto as coisas que explodiu. Ficou cheio de viver nesta penúria. Mas foi uma transgressão grave e o único prejudicado seria ele.

Quando o coronel do 4º Batalhão veio com outro oficial e renderam o Sílvio pedimos para não ter violência, mas não fomos ouvidos. Os PMs já levaram o Sílvio de arrasto.

Só que a população ficou ao lado dele. Se tivesse tino político e saísse a candidato a deputado, ia dar um estouro. Era o mais votado. Mas o que aconteceu com o Sílvio depois é triste. Virou um pedinte. É mais decepcionante porque a reivindicação dele era justa. Embora, longe de ser o melhor jeito de reivindicar. Mas o desespero era grande.

Depois que voltou para casa, o Sílvio confirmou que bateram nele. Disse que um oficial e outros PMs batiam na cara. Deixaram só de cueca na solitária [era madrugada de 13 de maio dia da Abolição da Escravatura]. Tentamos pegar advogado, mas ninguém aceitou.

Ele já estava triste e desmoronou. O Sílvio não conseguiu mais trabalhar, deu síndrome do pânico. Não tinha mais ânimo e foi afundando em problemas. Começou a beber com mais frequência. Nossa família ficou desestruturada.

As dívidas continuavam, eu fazendo faxina e minha filha de 11 anos cuidando dos mais novos. Com os anos, o meu filho mais velho, o Adriano, virou menor na Caixa Econômica e nós dois sustentávamos a casa. Daí, mataram o Adriano.

A gente foi tocando a vida, mas foi bem difícil. Meu pai entregou o apartamento que morava no bairro Floresta, lugar bom. Fomos para o Monte Cristo, um dos mais violentos de Florianópolis. Eu estudava num colégio particular como bolsista e perdi a bolsa.

Meu pai tinha muito orgulho em ser policial militar. Eu não sei daonde vem. Estava sempre com uniforme impecável. Depois de ser expulso, não conseguiu mais arranjar emprego. Ele teve bastante problema.

Sempre bebeu, mas era menos antes daquela noite. Alguns anos mais tarde, começou na droga. Aconteceu depois da morte do meu irmão. O Adriano morreu quanto tinha 17 anos. Foi na saidinha da escola e tomou um tiro na volta para casa.

O rapaz que matou falou em depoimento que foi por engano. Era para matar outro cara. Meu irmão trabalhava na Caixa Econômica e tinha virado pilar da família. Meu pai afundou. Foi triste saber que meu pai estava usando drogas.

E passei a encontrar o Sílvio nas ruas. Sempre bem arrumado, ele costumava passar o tempo nas imediações da Assembleia [Legislativa]. Mas ele virou um tipo meio pegajoso que sempre queria mais. Se você dava R$ 10, queria R$ 50, depois R$ 100.

Ele foi ao lançamento do livro que o Paulo Brito escreveu, que é a minha biografia. Deu depoimento para a obra. Depois, não vi mais. Não sei o que aconteceu.

O Sílvio foi se afastando da gente depois que invadiu a TV. Eu demorei a ver como ele estava se afundando. Tinha uma situação difícil em casa para administrar. Quando eu percebi, o Sílvio estava muito perdido nas drogas. Tanto que saiu de casa.

Ele quis se isolar. Pediu o divórcio e tudo. Oficialmente, somos separados. Eu cuido dele porque sei o que este homem passou. Ele sempre cuidava da aparência, se vestia bem, de terno, andava barbeado, penteado. E um dia passa a viver de esmola dos outros.

Ele mudou para uma pensão. Não dava nem para entrar no quarto dele de tanto lixo. Estava com a barba gigante, unha tão comprida que estava dobrando. No começo do ano, foi internado com problema de saúde.

Nestes últimos anos meu pai estava como morador de rua. Fui duas vezes na pensão que ele parava e não tinha condição. Estava usando crack e é bem complicado. Eu queria entrar com interdição e minha mãe não concordou porque entendeu que iria ferir a dignidade dele.

Dei o endereço de onde moro e pedi que fosse sempre que tivesse vontade. Quando tinha fome, ia comer lá em casa. No final do ano passado, almoçou e começou a ter respiração ofegante. Disse que não estava se sentindo bem. Levei para o [hospital] Regional e o médico falou que tava com 30% do pulmão e 30% do coração devido ao uso do crack.

Neste ano, foi parar no semi-intensivo. Mas ainda deu tempo dele ser tratado e ficar bem. Poderia ter morrido naquele quartinho. Está morando com a mãe agora. Largou da droga porque a gente passou a receber a aposentadoria dele. Não tem mais dinheiro para pensar em bobagem.

Só que está parte da vida dele nunca foi falada. O caso da invasão ao estúdio virou folclore na cidade. Talvez pela postura do meu pai de sempre parecer bem. Só que não estava. Mas não sei se por medo ou orgulho, ele escondia este lado. Ganhou uma bolsa para estudar Direito. Então, acho que era frustrante para o meu pai admitir que não deu certo.

Além de as coisas não deram certo, ficaram marcas. Ele não fala muita coisa. Tá com saúde debilitada. A droga causou algum dano na mente. Não sei se Alzheimer ou demência. Ele está meio infantilizado. Era muito inteligente, conversava muito. Agora, ficou caladão, qualquer coisa está boa.

Não me arrependo de ter ido a TV. Me arrependeria de não ter falado. Fui lá por causa de maltrato e salário baixo. As coisas mudaram para soldado raso depois daquela noite. Melhoraram.

As pessoas ficaram ao meu lado. Na semana seguinte, o governador deu aumento para os policiais. Muitos soldados me agradecem até hoje. Eles dizem que se não fosse eu ter falado, nada teria melhorado. O único prejudicado nesta história toda fui eu.

Tomei um caminho que foi muito ruim. Virei um pedinte. Imagine como eu me senti? Humilhado...E por ai afora. Larguei tudo pela graça de Deus. Porque, vou te falar, não foi fácil.

Agora, para o restante da minha vida quero saúde. Estou bem com minha família, apesar do pesares, e conseguindo dar a volta por cima. E estou vivo.

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