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Saída de CEO gera crise política no São Paulo e bate-boca via imprensa

Do UOL, em São Paulo

15/09/2015 16h12

A demissão de Alexandre Bourgeois do cargo de CEO do São Paulo gerou uma crise política no clube, com direito a bate-boca entre os principais dirigentes são-paulinos. O fato expôs a crise financeira e política que o São Paulo atravessa.

Além do próprio Alexandre, que deixou a diretoria na última quinta-feira após uma reunião classificada pelo ex-CEO como "surreal e covarde", participaram da troca de farpas o presidente Carlos Miguel Aidar, o presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e o conselheiro Abílio Diniz.

 

  • Leco

    A demissão já estava definida há muito tempo, o Carlos Miguel já havia me comunicado. O motivo é muito simples. Ao aceitar o conselho de Abílio Diniz e contratado o CEO, Carlos Miguel esperava por um grande aporte financeiro do Abílio Diniz, que não veio. Esse é o motivo. Parece que ele foi vítima de uma avalanche. É muito triste ver um funcionário do clube ser demitido por um assessor de imprensa e não por um diretor ou pelo presidente. E, pior ainda, o assessor de imprensa trabalha para o São Paulo e para o Andrés Sanchez. Leia mais

  • Carlos Miguel Aidar

    Paulo Ricardo (novo CEO) implementou controles orçamentários, buscou novas fontes de receita, reduziu despesas, otimizou o Capital de Giro e reestruturou endividamentos. Acredita no investimento e desenvolvimento das pessoas e políticas de meritocracia como forma de remuneração. É o perfil de profissional que procurávamos. Leia mais

  • São Paulo

    Em razão das afirmações inverídicas do senhor Alex Bourgeois, cabe ao São Paulo Futebol Clube esclarecer que o contrato de prestação de serviços com sua empresa com o SPFC foi encerrado pelas razões que seguem: quebra de confiança, já que ele informava estar visitando instituições financeiras, quando na verdade estava participando de reuniões de caráter político; desempenho pífio nas tarefas a ele confiadas, como, por exemplo, deixar de produzir um diagnóstico com base em entrevistas e reuniões com os vice-presidentes; perfil profissional incompatível com o momento vivido pelo clube, que exige um profissional com mais experiência em renegociações com bancos e instituições financeiras; viés inadequado de empresário de futebol, talvez decorrente de sua atuação no passado. Leia mais

  • Alexandre Bourgeois

    Fui contratado pelo presidente Aidar e fui demitido por 8 pessoas, mas o principal articulador, no dia que fui demitido, foi um assessor de imprensa que monopolizou a demissão. Assessor que não conhecia, chama-se Olivério Júnior. A reunião foi surreal e covarde. Gostaria de agradecer ao presidente que disse que em três meses tive a capacidade de articular a política do São Paulo. Se tivesse essa capacidade, não estaria demitido. Não tive acesso aos contratos, fiquei na sala e não tive acesso. A diretoria não deixou. Não consegui ter acesso ao que precisava para ir em frente. Eu ia renegociar com fornecedores, bancos e renegociar com empresários. Se tem recursos escassos, tem de renegociar, quando pega e queima pagando todo mundo de qualquer maneira, duas horas depois está sem dinheiro de novo.

  • Abílio Diniz

    Agradeço a mensagem que você me enviou tentando explicar os motivos para demitir o CEO do São Paulo. Infelizmente, não acredito no que foi alegado. Como você já anunciou um novo CEO, eu e todos os são-paulinos esperamos que ele tenha a correção, o profissionalismo e a capacidade indispensáveis para mudar a gestão e evitar o colapso financeiro do clube. Da minha parte, quero seguir colaborando para evitar a destruição do clube. Como venho falando já faz algum tempo, minha preocupação mais urgente é com a situação financeira. É preciso antes de tudo ter clareza do que se passa nessa área. Nas últimas semanas, houve muita confusão, com números contraditórios sendo divulgados por você, especialmente em relação às dívidas e ao caixa do São Paulo. Leia mais

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