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#ForçaEderson 10 jogadores que se curaram do câncer no testículo

Gilvan de Souza / Flamengo
Imagem: Gilvan de Souza / Flamengo

Do UOL, em São Paulo

25/07/2017 16h33

O meia Ederson, do Flamengo, anunciou nesta terça-feira um tumor de testículo. O diagnóstico saiu após um exame antidoping, que apontou quantidade anormal da substância HCG. Por conta do resultado, o jogador foi preventivamente afastado para se submeter ao tratamento, que geralmente envolve intervenção cirúrgica para a retirada do testículo e sessões de quimioterapia.

Segundo o Hospital do Câncer de Barretos, o tumor no testículo é o tipo de câncer mais comum em homens de até 45 anos. Segundo a instituição, no entanto, "há uma grande chance de cura na maior parte dos casos", em especial nos casos de diagnóstico precoce.

O caso do meia do Flamengo, no entanto, não é inédito no futebol. No Brasil e no mundo, o tumor testicular já acometeu outros atletas, incluindo o ala-pivô Nenê, atualmente na NBA, e o ciclista Lance Armstrong, um dos maiores nomes da modalidade.

O UOL Esporte relembra 10 casos de jogadores de futebol que tiveram o mesmo diagnóstico de Ederson, conseguiram se curar e alguns deles, inclusive, puderam retornar aos gramados para continuar a carreira.

Eles sobreviveram

  • Cristiano Andujar/AGIF

    Douglas Friedrich

    Revelado pelo Galo/Adap (PR), o goleiro se destacou em times do interior paulista, como Capivariano, Ituano e Bragantino. No entanto, em 2007, quando ainda defendia as categorias de base do time paranaense, recebeu o diagnóstico do tumor. Precisou passar por um tratamento quimioterápico de quase um ano. Em 2016, foi contratado pelo Corinthians, sendo emprestado a Grêmio e Avaí. Em 2017, é um dos destaques do time no Campeonato Brasileiro. Leia mais

  • Marinho Saldanha/UOL

    Magrão

    Quando chegou ao Novo Hamburgo em 2015, o experiente volante revelou ter recebido um diagnóstico de câncer quando jogava nos Emirados Árabes em 2012. Pelo clube gaúcho, foi pego em um exame antidoping em fevereiro daquele ano. O resultado, segundo ele, era fruto justamente do tratamento de um tumor no testículo. Em maio, por conta do tratamento, decidiu se aposentar do gramados. No ano seguinte, anunciou estar curado. Leia mais

  • Stu Forster/Allsport/Getty Images

    Carlos Roa

    O goleiro da seleção argentina na Copa do Mundo de 1998 recebeu o diagnóstico de câncer de testículo durante a temporada 2003/2004, quando defendia o Albacete no Campeonato Espanhol. Roa também se submeteu a uma cirurgia de extração, e acabou afastado do gramado por um ano para passar por quimioterapia e reabilitação física. Depois de treinar em pequenos clubes da Espanha, voltou aos gramados em 2005 para defender o Olimpo (Argentina). Aposentou-se do futebol em 2006.

  • Ian MacNicol/AFP Photo

    Jonás Gutierrez

    Então no Newcastle, o meia argentino sentiu dores nos testículos durante um jogo contra o Arsenal em maio de 2013. O jogador se submeteu a vários exames, que obtiveram diferentes diagnósticos. Em setembro, uma ultrassonografia apontou um tumor no testículo esquerdo - que decidiu extrair em uma cirurgia na Argentina. No começo de 2014, emprestado ao Norwich, começou a quimioterapia. Em setembro daquele ano, enfim tornou pública a doença. Recebeu alta pouco tempo depois, voltando aos gramados em abril de 2015.

  • Shaun Botterill/Getty Images

    José Francisco Molina

    Reforço do Deportivo La Coruña para a temporada 2000/2001, o goleiro anunciou o diagnóstico de câncer testicular em 14 de abril de 2002. A doença obrigou Molina a se afastar dos campos até o final da temporada 2002/2003. Em 2003, voltou aos gramados recuperado e só se aposentou em 2007. Em 2009, iniciou uma carreira de treinador, assumindo o Atlético de Kolkata (Índia) em 2017.

  • Ben Radford/Allsport/Getty Images

    Alan Stubbs

    O zagueiro era um dos destaques do Celtic quando, após um exame antidoping após a final da Copa da Escócia de 1999, descobriu o tumor no testículo. Análises complementares detectaram a presença do câncer em estágio inicial já em outros órgãos. Stubbs então começou a realizar o tratamento. Resultado: em março de 2000, dez meses após o diagnóstico, entrou em campo na final da Copa da Liga Escocesa para ajudar o Celtic a conquistar o título diante do Aberdeen. "Passei pela quimioterapia, voltei e joguei de novo. Pode ser feito. Existe vida após o câncer", disse Stubbs em 2015 ao jornal Daily Mail.

  • Gary M. Prior/Getty Images

    Lyuboslav Penev

    Atacante de destaque na seleção da Bulgária na primeira metade da década de 1990, quando defendia o Valencia, teve diagnosticado um câncer no testículo no início de 1994. A doença acabou custando a ele a vaga na Copa do Mundo do mesmo ano. No entanto, o processo de recuperação permitiu que Penev disputasse a Eurocopa de 1996 e a Copa do Mundo de 1998. Aposentado dos gramados em 2002, tornou-se treinador em 2009, tendo comandado a seleção búlgara entre 2011 e 2014.

  • Mike Hewitt/Allsport/Getty Images

    Jason Cundy

    Defensor de relativo sucesso no início da década de 90, quando passou por Chelsea e Tottenham, o inglês (ao centro) chegou ao Ipswich Town em 1996. Em fevereiro do ano seguinte, aos 27 anos, sentiu rigidez em um dos testículos. O diagnóstico: câncer. Em pouco tempo, passou por uma cirurgia de remoção do órgão - exames posteriores confirmaram um tumor maligno. Aposentado dos gramados desde 2000, tornou-se patrono de uma instituição de combate ao câncer, e afirma que o humor ajudou a encarar a doença. "Sou um jogador com uma bola só - e, como tal, alvo de muitas piadas", brincou Cundy em artigo ao jornal Daily Mail.

  • Matthew Lewis/Getty Images

    Matt Duke

    Contratado pelo Hull City para a temporada 2004/2005, ganhou a vaga de goleiro titular do time apenas na temporada 2007/2008. No fim de 2007, porém, descobriu um tumor em um dos testículos. No começo de 2008, sem perder tempo, passou por uma cirurgia para a remoção do órgão. Recuperado, voltou aos gramados no final de março. Por conta da doença, em junho do mesmo ano, participou de uma corrida promocional em Londres - o evento levantou fundos para o combate ao câncer.

  • Chris Lobina/Allsport/Getty Images

    Neil Harris

    Destaque o Millwall no final da década de 90, levou o time ao título da segunda divisão inglesa na temporada 2000/2001 - na mesma temporada, marcou 27 gols e foi o artilheiro do torneio. No entanto, em junho de 2001, foi diagnosticado com um câncer no testículo. O diagnóstico levou o atacante a lançar uma ação de caridade para levantar fundos no combate à doença. Em 2002, segundo os médicos, estava curado. Aposentado dos gramados em 2013, tornou-se técnico do próprio Millwall em 2015.

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