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Entenda por que você deve continuar vendo a Copa feminina mesmo sem Brasil

Valery Hache/AFP
Imagem: Valery Hache/AFP

Ana Carolina Silva

Do UOL, em Le Havre (França)

24/06/2019 16h36

A seleção brasileira feminina não está mais na Copa do Mundo, mas o torneio que acontece na França só termina em 7 de julho. O SporTV continua exibindo os jogos, e a Band transmite um por dia na TV aberta. Mas você acha que não tem mais motivos para acompanhar?

O UOL Esporte sabe que a escolha final é sua, mas listou algumas razões esportivas e extracampo.

  • Bernadett Szabo/Reuters

    Chance de final histórica

    Estados Unidos e Alemanha são as maiores campeãs do futebol feminino, estão em lados opostos da chave e, portanto, podem se enfrentar se eventualmente chegarem à decisão. Mas a França vai encarar as americanas nas quartas de final e, com o apoio de sua torcida, promete barrar a seleção favorita. De um jeito ou de outro, há a possibilidade de uma grande final para a Copa.

  • REUTERS/Phil Noble

    Campeão inédito a caminho?

    Alguns países têm trabalhado muito bem no desenvolvimento do futebol feminino. A Inglaterra, por exemplo, fez crescer muito a Super League, o Campeonato Inglês da modalidade. A Holanda tem no elenco a craque Lieke Martens, do Barcelona, que já foi eleita melhor do mundo. A França joga em casa e é embalada pela festa que começou em 2018, no masculino.

    O que estas três seleções têm em comum? Estão entre as principais apostas do feminino para os próximos anos e nunca conquistaram o Mundial. Sempre há uma primeira vez...

  • Lyon deve ferver

    As duas semifinais e a final serão disputadas em Lyon, a cidade que mais respira futebol feminino na Europa. A tendência é de que apenas as seleções mais fortes cheguem até lá, e estas torcidas podem ser campeãs de festa. Os torcedores dos Estados Unidos são apaixonados pela modalidade e muitos viajaram apenas para ver a Copa. Cerca de 15 mil holandeses fizeram um mar laranja em Valenciennes.

    A cidade vai ficar pequena.

  • Jean-Pierre Clatot/AFP

    Entre para a história junto

    Quase todos os dias, a Copa do Mundo tem quebrado recordes de audiência ao redor do planeta. Os brasileiros nunca viram tanto futebol feminino. Os franceses, idem. E o mesmo vale, é claro, para os italianos, ingleses, espanhóis, japoneses... Somando isso ao fato de que as atletas têm se manifestado e defendido as pautas em que acreditam, acompanhar este momento de quebra de paradigmas pode ser um privilégio. É uma chance de fazer parte de algo que entra para a história.

  • Franck Fife/AFP

    Evolução do nível técnico

    Marta já foi eliminada e Cristiane não nos brindará mais com seus gols, mas ainda há muitas craques nesta edição. As jogadoras das seleções mais poderosas estão acostumadas a jogar juntas nas mesmas ligas e às vezes até no mesmo clube, o que facilita o entrosamento e aumenta o nível técnico do torneio.

  • FRANCK FIFE / AFP

    Futebol é futebol

    Essencialmente, o esporte é o mesmo e os debates que envolvem as quatro linhas e a bola são parecidos. Sem assistir aos jogos, você corre o risco de ser o único na mesa do bar que não sabe qual é a nova polêmica com o VAR. Por mais que a sua intenção inicial tenha sido torcer pelo Brasil, agora ainda restam outras seleções que podem merecer o seu amor.

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