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Cinco fatores travam acerto e fazem Grêmio recuar sobre novo técnico

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

17/09/2016 11h00

O Grêmio não irá anunciar seu novo treinador nesta semana. Até domingo, o presidente Romildo Bolzan Júnior garante foco total na partida contra o Fluminense, que pode significar a recuperação no Brasileiro. No entanto, não é por opção que o Tricolor irá demorar um pouco para oficializar seu novo comandante. Uma série de fatores contribui para a demora. 

"Não temos prazo, nem mesmo pressa para resolver esta situação", garante Bolzan, que está assumindo pessoalmente a condução da negociação por um novo treinador. "Acima de tudo isso tem que decidir o projeto, se quer levar adiante, ideia a qual eu me filio, mas faço debate. Ou um treinador de emergência? Vamos ver domingo, o Grêmio tem um acúmulo de carga tática muito importante. O trabalho é só uma sequência. A saída do Roger foi uma questão sua. É um quadro não fechado", explicou. 

Até mesmo efetivar James Freitas chegou a ser considerado, mesmo que hoje seja a hipótese mais remota. Além da falta de opção, da indefinição de projeto, o Grêmio ainda quer acertar um novo molde de departamento de futebol e apenas depois lutar para encontrar um comandante que aceite contrato curto. 

Confira uma lista de razões que impedem o Grêmio de anunciar imediatamente seu novo comandante técnico. 

 

RAZÕES QUE TRAVAM ACERTO DO GRÊMIO COM TÉCNICO

  • Antônio Melcop

    Opções no mercado não são unanimidade

    Não há uma unanimidade no Grêmio. Entre as opções no mercado, o nome mais perto de ser tratado como ideal hoje é Milton Mendes. Mas nem mesmo ele tem aval de todos os membros do Conselho de Administração - que participam junto ao presidente da escolha do técnico. Eduardo Baptista, Antônio Carlos Zago e Rogério Micale também foram avaliados. No entanto, ainda há outros treinadores em pauta e segundo o presidente nenhum contato formal foi feito.

  • Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio FBPA

    Eleicões podem mudar tudo no clube

    As eleições podem mudar tudo. Se optar por permanecer com o projeto de aposta na base e contratar um técnico engajado neste perfil, mas acabar sendo derrotado nas urnas no fim do ano, o atual comando do Grêmio irá ver o planejamento ruir imediatamente. Portanto, é ponderado internamente encontrar um 'meio termo'. Um técnico que possa agradar também os movimentos de oposição, como Renato Gaúcho, para que sofra menos em caso de troca na gestão.

  • Lucas Uebel/Grêmio

    Novo departamento de futebol precisa ser montado

    Antes de contratar o novo treinador, o Grêmio irá definir seu novo departamento de futebol. E a mudança será forte. Depois de desligar os três responsáveis políticos pela pasta, Alberto Guerra, Antônio Dutra Júnior e Alexandre Rolim, o Tricolor devolveu o executivo Júnior Chávare às categorias de base e irá criar um novo posto, o de coordenador técnico, que também trabalhará com atletas desde a base ao profissional. Por enquanto, o presidente Romildo Bolzan Júnior acumula funções, mas pretende anunciar um novo vice de futebol e o organograma completo antes de fechar com treinador.

  • LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

    Projeto de aproveitamento da base, segue?

    O Grêmio debate internamente seu projeto a longo prazo. O aproveitamento da base tem sido premissa no trabalho do clube desde que Bolzan assumiu o comando. Atletas como Luan, Walace, Pedro Rocha, Lincoln, todos lançados e com status de aposta. A base do elenco é formada por atletas que estão nos primeiros anos no profissional. Mas não é consenso no Conselho de Administração do clube seguir com tal ideia. E o nome do novo treinador só será decidido depois que o comando definir se irá ou não abrir mão de tal conduta de gestão.

  • Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio

    Contrato curto: dificuldade de acerto

    O presidente Romildo Bolzan Júnior foi claro: "Temos que achar alguém que aceite um contrato de três meses. Não é fácil", disse em entrevista coletiva. Este prisma se deve ao fim do ano e do mandato presidencial. Desta forma, o cuidado jurídico se faz necessário em qualquer negociação. "Conseguir um contrato de três meses é uma dificuldade. A legislação é difícil de ser cumprida, e o nível de relação que existe é extremamente acostumado. Um padrão contratual. Conseguir um técnico para três meses é muito difícil", completou.

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