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Bicho de R$ 6 mil e mais seis histórias de Corinthians 7 x 1 Santos

Nilmar marcou dois gols na vitória corintiana sobre o Santos - Fernando Donasci/Folhapress
Nilmar marcou dois gols na vitória corintiana sobre o Santos Imagem: Fernando Donasci/Folhapress

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

06/11/2015 06h00

Um clássico decisivo, com desfecho improvável e resultado histórico. Uma vitória que deu ao Corinthians uma das maiores goleadas sobre o Santos e, de quebra, ajudou na campanha do título do Brasileirão 2005 -- o time foi campeão cinco rodadas depois.

Há exatos 10 anos, o Corinthians venceu o time santista por 7 a 1 de forma impiedosa, com a inspiração de Carlitos Tevez e o oportunismo de Nilmar. A boa fase dos corintianos, na ocasião, contrastou com as falhas e a falta de inspiração dos jogadores santista, liderados por Giovanni, Ricardinho e Luizão.

Nem o trio foi capaz de amenizar o revés, que começou a se desenhar já no primeiro minuto de jogo, com Rosinei. Geílson chegou a empatar a partida disputada no Pacaembu, nove minutos depois. Depois, só deu Corinthians: Tevez marcou três vezes, Nilmar fez dois e Marcelo Mattos, de falta, fechou o placar no minuto final. 

Confira sete histórias da goleada

  • Vitória rendeu R$ 6 mil de bicho aos jogadores

    A diretoria do Corinthians pagou um bicho de R$ 6 mil a cada um dos jogadores do elenco do Corinthians. Um acordo previa o pagamento a cada rodada que o time terminasse na ponta da tabela. Na campanha, o Corinthians reassumiu a liderança na 25ª rodada, após vencer o Atlético-PR por 2 a 0 no Pacaembu, foi perseguido por Inter e Fluminense e conseguiu garantir o título na última partida. Depois da vitória sobre o Santos, o Corinthians entrou em campo mais cinco vezes: venceu Coritiba (1 a 0) e Ponte Preta (3 a 1), empatou com o Inter (1 a 1) e perdeu de São Caetano (1 a 0) e Goiás (3 a 2).

  • Primeiro hat-trick de Tevez na carreira

    Tevez foi o protagonista na vitória do Corinthians por 7 a 1 sobre o Santos. Após a goleada, o atacante argentino disse que havia marcado três gols numa partida pela primeira vez na carreira. Á época, Tevez tinha apenas 21 anos, mas já havia brilhado com a camisa do Boca Juniors. Com os três gols no Pacaembu, Tevez chegou à marca de 29 gols na temporada 2005 -- ele faria mais dois até o fim do campeonato, em mais cinco partidas: contra o Inter (1 a 1 no Pacaembu) e diante do Goiás (derrota por 3 a 2 no Serra Dourada, na partida que deu o título ao Corinthians).

  • "Estou feliz porque marquei no jogo que valeu", disse Nilmar

    O Santos recebeu o Corinthians na Vila Belmiro no dia 30 de julho de 2005 e venceu por 4 a 2. O jogo, porém, foi anulado pelo STJD no começo de outubro do mesmo ano. O time corintiano, então, fez 3 a 2 fora de casa, no dia 13 do mesmo mês. Além da partida, o clássico São Paulo e Corinthians, também apitado por Edílson Pereira de Carvalho, foi anulado -- a equipe são-paulina venceu por 3 a 2 no Morumbi. Em 6 de novembro, Corinthians e Santos se reencontraram, dessa vez no Pacaembu. Após marcar dois gols na goleada por 7 a 1, Nilmar disse que estava feliz porque tinha marcado no "jogo que valeu". O atacante havia balançado as redes pela primeira vez com a camisa do Corinthians no jogo contra o São Paulo.

  • Nelsinho quase foi parar no Corinthians antes de acerta com o Santos

    Após a disputa da 28ª rodada do campeonato, a diretoria do Corinthians optou pela troca do comando técnico. Márcio Bittencourt deixou o clube mesmo com o time na liderança. Para o seu lugar, Antônio Lopes foi contratado. O treinador, porém, não era a primeira opção da diretoria. Nelsinho Baptista, campeão brasileiro com o Corinthians em 1990, foi sondado antes do acerto com Lopes e só não fechou negócio porque a diretoria não quis pagar R$ 300 mil de salário, além de R$ 40 mil para cada um dos seus dois auxiliares. Nelsinho foi contratado pelo Santos no fim de setembro e levou a goleada do Corinthians menos de dois meses depois.

  • Técnico santista só foi demitido depois de três partidas

    Nelsinho Baptista quase foi demitido pela diretoria santista após a goleada -- o treinador, curiosamente, já havia levado sete gols em duas ocasiões: em 1998, 7 a 2 para a Portuguesa, também, no Pacaembu, quando comandava o São Paulo, e 7 a 1 para o Vasco, em 2001, novamente com o time do Morumbi. Após a partida, o então presidente do Santos, Marcelo Teixeira, deixou o estádio sem confirmar a permanência de Nelsinho no comando da equipe. O treinador ficou, mas não durou muito tempo. Depois de perder para o Brasiliense por 1 a 0 dali a três jogos, o próprio Nelsinho se demitiu. A diretoria santista acatou o pedido.

  • Santos levou 11 gols em sete dias. Inter fez 4 a 0 na semana seguinte

    A derrota para o Corinthians foi apenas mais uma do Santos na reta final do Brasileirão 2005. Naquela oportunidade, o time sofreu 11 gols em apenas sete dias. Depois do 7 a 1 contra o Corinthians, o time santista perdeu para o Inter por 4 a 0 em São Caetano -- o clube foi punido pelo STJD após uma tentativa de invasão de campo na partida diante do Corinthians na Vila. O Santos chegou a ficar um mês sem vencer na competição (seis jogos no total). No dia 26 de outubro, os santistas venceram o Vasco por 3 a 1. Depois, foram derrotados por Cruzeiro (2 a 1), Ponte Preta (2 a 1), Corinthians (7 a 1), Inter (4 a 0) e Brasiliense (1 a 0), além de empatar com o Paraná sem gols. Em 27 de novembro, na penúltima rodada do campeonato, o Santos voltou a vencer ao fazer 2 a 1 no Botafogo, no retorno à Vila.

  • Classificação corintiana para a Libertadores e pés no chão

    Ao vencer o Santos na 37ª rodada, o Corinthians manteve seis pontos de vantagem sobre o Inter na liderança (74 pontos a 68). A cinco rodadas do fim da competição, os jogadores corintianos ressaltaram que nada estava ganho. O volante Marcelo Mattos, por exemplo, ressaltou que ainda havia 15 pontos em disputa. O Corinthians, ao menos, pôde comemorar a vaga na Libertadores 2006. Após a vitória, o time alvinegro abriu 16 pontos em relação ao Palmeiras, quinto colocado na tabela. Dessa forma, a equipe de Antônio Lopes não perderia mais sua vaga no G-4.

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