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  • Ministro diz que segue na coordenação da Copa, mas Fifa o considera cada vez mais fraco
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Ministro diz que fala pelo governo, porém Fifa acha que ele cada vez mais perde poder

Ministro diz que fala pelo governo, porém Fifa acha que ele cada vez mais perde poder

19/10/2011 - 18h38

Ministro diz que segue na coordenação da Copa, mas Fifa o considera cada vez mais fraco

Carlos Padeiro*
Em Zurique (Suíça)

Enquanto se defende das acusações de propina em Brasília, o ministro do Esporte Orlando Silva Jr. é cada vez mais considerado carta fora do baralho na Fifa e no Comitê de Organização Local (COL) da Copa de 2014.

Nos bastidores em Zurique, onde nesta quinta-feira acontece a divulgação do calendário do Mundial e a provável oficialização da cidade de São Paulo como sede da abertura, ninguém fala oficialmente, mas o poder do ministro do PCdoB é bastante questionado, principalmente no que se refere à Lei Geral da Copa.

Prova disso é que, justamente durante uma semana importante para a organização do Mundial no Brasil, o ministro está distante. A entidade que comanda o futebol mundial pede mudanças em alguns pontos na legislação, mas não enxerga uma solução em Orlando Silva (ainda mais agora).

Em Brasília, ele afirmou nesta quarta que segue forte como representante do governo perante à Fifa. “Nas conversas, não é Orlando Silva que fala apenas. É o governo que fala. As entidades internacionais veem isso com naturalidade. A Fifa e o Brasil têm o mesmo objetivo em 2014: fazer uma grande Copa”, declarou, em uma comissão do Senado.

Na noite de quarta, a Casa Civil da Presidência da República emitiu uma nota em que diz que "O governo reitera que o Ministério do Esporte é o responsável pela condução das ações relativas à Copa do Mundo 2014. Qualquer avaliação diferente não encontra respaldo na realidade".

Mais cedo, o jornal O Estado de S.Paulo informou que a presidente Dilma, em viagem à África, mantém a confiança no ministro, porém reduziu momentaneamente poderes dele sobre a Copa do Mundo.

Assim, a Fifa acompanha o noticiário quente de Brasília e aguarda para conversar diretamente com Dilma, ou até mesmo a nomeação de um novo mediador. O problema é que a presidente não dá sinais de que cederá em alguns pontos que interessam à entidade que organiza a Copa.

Quem está na Suíça é o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Ele era o ministro do Esporte quando teve início o suposto escândalo de desvio de recursos divulgado pela revista Veja, no último sábado. No evento da Fifa, representará Brasília na definição do calendário. A capital federal deve receber algum jogo da seleção brasileira, conforme informou o jornal Folha de S.Paulo.

*Colaborou Maurício Savarese, em Brasília

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