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T-Cross completão x Taos 'básico': qual é o melhor SUV pelo mesmo preço

Alessandro Reis

Do UOL, em São Paulo (SP)

24/05/2022 04h00

Se você pretende comprar um SUV da Volkswagen e tem cerca de R$ 180 mil para gastar, a marca alemã oferece duas opções com preços semelhantes, tamanhos diferentes e mesma base mecânica: T-Cross Highline com todos os opcionais, por R$ 179.690; e Taos Confortline sem itens extras, por R$ 177.460.

Para ajudar na sua escolha, UOL Carros andou com os dois veículos e explica suas semelhanças e diferenças. Para começo de conversa, ambos trazem o competente motor 1.4 turbo flex de 150 cv e 25,5 kgfm, acoplado à transmissão automática de seis marchas e com tração dianteira.

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Esse conjunto proporciona agilidade aos dois utilitários esportivos e consumo relativamente baixo quando abastecidos com gasolina.

Por ser menor e mais leve, o compacto T-Cross anda mais e bebe menos: pesando 1.343 kg na configuração topo de linha, com tudo a que tem direito, vai de zero a 100 km/h em 8,6 segundos e tem médias de 7,7 km/l (cidade) e 9,3 km/l (estrada) com etanol, que sobem para, respectivamente, 11 km/l e 13,3 km/l com gasolina no tanque.

Pesando 1.420 kg, o Taos Comfortline sai da imobilidade e atinge 100 km/h em 9,3 segundos e tem consumo médio de 7 km/l e 9 km/l abastecido com etanol e de 10,2 km/l e 12,5 km/l com o derivado do petróleo. Comparando os dois SUVs, a diferença no gasto de combustível é relativamente pequena, com a ressalva de que o consumo com etanol deixa a desejar nos dois veículos.

Os dados informados são da própria VW.

Mesmo preço, mais espaço interno

Ao mesmo tempo, a diferença no peso é refletida no porte e no espaço interno de cada modelo.

Nesse aspecto, se esses itens são prioridade, não tem discussão: a vantagem é do Taos, que compartilha plataforma com o Jetta. Medindo 2,68 m de entre-eixos e 1,84 m de largura, o SUV médio oferece bastante conforto para os passageiros do banco de trás - embora o T-Cross, derivado do Virtus, não faça feio nesse quesito, com 2,65 m e 1,76 m.

É no tamanho do porta-malas que o Taos se distancia bastante: são 498 litros, contra apenas 373 - que podem ser ampliados a 420 com o ajuste do encosto traseiro disponível no T-Cross "completão".

Em relação à dirigibilidade, tanto o SUV pequeno quanto o médio combinam motor esperto com suspensão e direção bem calibradas, que agradam quem gosta de uma tocada mais esportiva, sem abrir mão do conforto. O Taos evidencia a plataforma mais sofisticada, trazendo suspensão traseira independente do tipo Multilink, contra eixo de torção do T-Cross. Com isso, proporciona mais controle e estabilidade, embora poucos clientes vão perceber isso no uso cotidiano.

Taos básico traz itens que T-Cross top não oferece

T-Cross Highline traz painel digital maioir, mas dispensa freio de estacionamento eletrônico e ar com duas zonas Imagem: Divulgação

Quanto aos equipamentos, o T-Cross completo traz itens oferecidos apenas no Taos Highline (a partir de R$ 206.950) , como sistema de som Beats com subwoofer, teto solar panorâmico, pintura em dois tons, assistente de estacionamento semiautônomo e controle de velocidade de cruzeiro adaptativo com frenagem automática de emergência - esses recursos de assistência à condução são oferecidos no único pacote opcional disponível para o Taos Comfortline, que custa R$ 5.570 e eleva o preço a R$ 183.030.

A vantagem do modelo maior é que nele o "piloto automático" adaptativo é mais sofisticado e faz o carro parar totalmente e volta a colocar o veículo em movimento com o apertar de um botão - no T-Cross, esse recurso é desativado em baixa velocidade, exigindo que o condutor acione o freio.

Em compensação, o utilitário esportivo de menor porte traz esses recursos de série desde a versão 200 TSI, a segunda mais em conta da respectiva gama. Quando o assunto é segurança, a dupla sai da fábrica com seis airbags, controles de tração e estabilidade com assistente de partida em rampa, detector de fadiga, câmera de ré e freios a disco nas quatro rodas. Ambos foram avaliados com nota máxima em teste de impacto do Latin NCAP.

Taos de entrada faz mais sentido que T-Cross completo

Pertencente a uma categoria superior, mesmo na versão mais simples o Taos conta com itens indisponíveis na configuração de topo do "irmão menor", como acabamento soft touch nas portas dianteiras, ar-condicionado digital de duas zonas, freio de estacionamento eletrônico (sem função auto hold inclusive na variante Highline, vale destacar), rodas de liga leve de 18 polegadas (contra unidades aro 17 do T-Cross) e a já citada suspensão traseira independente.

É verdade que, na versão de entrada, o SUV médio da Volkswagen tem painel digital de oito polegadas, contra 10,25 polegadas do T-Cross Highline, mas compensa ao oferecer a maioria dos equipamentos desejados pelos consumidores em sua faixa de preço: sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, chave presencial com partida por botão, centrral multimídia VW Play com tela de 10,1 polegadas e seis alto-falantes, bancos de couro sintético, faróis de LED, descansa-braços dianteiro e traseiro, carregamento de celular sem fio, retrovisor interno antiofuscante e saida de ar-condicionado para o banco de trás.

Além disso, até os 60 mil km o Taos cobra os mesmos preços de revisões que o SUV compacto e também oferece as três primeiras sem custo. Considerando tudo isso, pelo mesmo preço vale mais a pena levar a configuração "básica" do utilitário esportivo médio do que a opção mais cara do T-Cross.

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