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Dicas para usar melhor a sua mente


7 fatores que matam a concentração e como resolvê-los

Imagem: Denis de Freitas/VivaBem

Colaboração para o UOL VivaBem

29/07/2019 04h00

Com o excesso de informações, notificações, barulhos e distrações que nos cerca por vários momentos do dia, manter a concentração é um desafio. Quantas vezes você demorou um tempo além do que deveria para realizar determinada tarefa por ter checado as notificações do celular? Ou por ter parado o que estava fazendo para responder a um e-mail? Ou ainda por não ter dormido bem na noite anterior e estar exausto? Para entender quais os principais fatores externos e fisiológicos que atrapalham a concentração e como lidar com eles, conversamos com neurologista Aline Turbino, neurologista no Hospital Santa Marcelina e a pesquisadora Jociane Myskiw, coordenadora do Centro de Memória do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul e professora da Escola de Medicina da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SUL).

  • Imagem: Denis de Freitas/VivaBem
    Imagem: Denis de Freitas/VivaBem

    Celular

    Cada vez mais modernos, os aparelhos celulares têm sido um dos grandes ladrões de tempo e de concentração. O grande problema não é o celular em si, mas os aplicativos que emitem estímulos constantemente. É impossível manter o foco em alguma atividade com notificações de mídias sociais, e-mails, jogos e afins chegando o tempo todo. Parar o que está fazendo e checar o aparelho é tentador. A maneira mais fácil de se desligar do celular para concentrar-se em uma tarefa é silenciar as notificações e chamadas. Isso irá ajudar bastante a não checar o celular o tempo todo. Caso necessite responder mensagens urgentes ou fazer ligações, por exemplo, separe um tempo e responda todas de uma vez e faça as ligações que precisar. Acredite, isso toma menos tempo do que parar toda vez que um e-mail novo chegar.

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    Imagem: Denis de Freitas/VivaBem

    Mídias sociais

    As mídias sociais chegaram para mudar a maneira como as pessoas se relacionam e é comum passar horas conectado e interagindo por meio virtual. Isso se tornou algo tão sério que empresas têm buscado alternativas para reduzir o tempo dos funcionários conectados em redes sociais. Um estudo do professor Stoney Brooks, da Middle Tennessee State University, nos EUA, chegou a conclusão de que o uso de redes sociais no trabalho prejudica a eficiência e o bem-estar. Então, não se iluda: corte esse hábito e concentre-se melhor. O melhor caminho é tirar o login automático das redes sociais que você utiliza no computador ou tablet e, no caso do celular, silenciar ou desativar as notificações, pelo menos nos períodos em que você precisar de concentração. Se não conseguir, experimente realizar sua tarefa em um lugar onde não tenha internet.

  • Imagem: Denis de Freitas/VivaBem
    Imagem: Denis de Freitas/VivaBem

    Comportamento multitarefa

    Com o excesso de informações e demandas diárias, a realização de várias tarefas simultaneamente é algo comum, mas que nem sempre é aconselhável. O cérebro é capaz de realizar várias atividades ao mesmo tempo, mas não é capaz de ter atenção detalhada a elas. Liste suas prioridades: atividades que são urgentes e necessitem mais atenção devem ser realizadas com exclusividade, comece por elas. Dê preferência para a realização de tarefas que requerem mais concentração no período em que você estiver mais bem-disposto e com o cérebro descansado, geralmente pela manhã. Em outros momentos, como no fim do dia, por exemplo, com o cérebro mais cansado a concentração é menor. Por fim, utilize suas habilidades multitarefa para os afazeres não urgentes e que não exigem muita atenção.

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    Imagem: Denis de Freitas/VivaBem

    Estresse

    Alta demanda de trabalho, trânsito, problemas e frustações do dia a dia acabam por deixar as pessoas estressadas, o que dificulta na concentração e no desempenho. Além de prejudicar o rendimento no trabalho, pode trazer problemas nas relações pessoais e ainda afetar a saúde: aumentam as possibilidades do indivíduo ter um infarto, um AVC, ansiedade e depressão, por exemplo. Recentemente um estudo publicou que o estresse afeta a memória e reduz o tamanho do cérebro. Fazer exercícios físicos ajuda na liberação de hormônios que reduz os níveis de estresse, como a adrenalina e o cortisol e aumentam a sensação de bem-estar. Outro grande aliado no combate ao estresse é a meditação ou qualquer outra atividade que trabalhe com a respiração, como ioga, por exemplo, ou técnicas de mindfulness. Além de trazerem calma e tranquilidade, essas práticas melhoram a concentração.

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    Imagem: Denis de Freitas/VivaBem

    Cansaço

    Sono e cansaço prejudicam seriamente o funcionamento cerebral e afetam diretamente a concentração e atenção na realização de atividades. Um estudo do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, EUA, conclui que a privação do sono produz prejuízo no desempenho cognitivo devido ao aumento da propensão ao sono e à instabilidade das funções neurocomportamentais. A recomendação médica é dormir oito horas ininterruptas diariamente, mas essa quantidade pode variar um pouco para menos ou para mais. Cada um deve descobrir o quanto precisa dormir para acordar descansado e bem-disposto. Realizar exercícios físicos também ajuda a dormir melhor e a ter um sono reparador. Outro fator que influencia na qualidade do sono é a alimentação: prefira uma refeição leve antes de dormir e evite bebidas estimulantes como café e energéticos, por exemplo. A cafeína dessas bebidas pode atrapalhar o sono e o descanso.

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    Imagem: Denis de Freitas/VivaBem

    Fome

    A alimentação interfere diretamente na função cerebral. Se você pula refeições ou não se alimenta corretamente, sua atenção e concentração serão afetadas, pois, a nutrição cerebral fica comprometida. Respeite suas refeições e lanches intermediários. O organismo passa em média de oito horas em jejum durante o sono, então, para reestabelecer sua energia e sua glicose sanguínea, o café da manhã é extremamente importante. Pular refeições pode comprometer a nutrição cerebral e, com isso, prejudicar sua concentração. Por isso, evite alimentos gordurosos e pesados, fuja dos carboidratos simples (doces, massas brancas) e priorize uma alimentação saudável com pratos coloridos e leves.

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    Imagem: Denis de Freitas/VivaBem

    Depressão

    Um dos sintomas mais comuns da depressão é a dificuldade de concentração. O estado depressivo está relacionado diretamente com a motivação. A pessoa perde o interesse até em fazer as coisas que gosta, ler ou ouvir música, por exemplo. Nada dá prazer ou tem sentido para quem está com o problema. Caso você ainda não tenha procurado ajuda médica e acredita que pode estar com depressão, faça isso o quanto antes. Existem diversos tratamentos e terapias altamente eficazes para a depressão, que podem incluir ou não medicamentos.

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