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Este conteúdo é uma produção do UOL Content_Lab para Janssen e não faz parte do conteúdo jornalístico do UOL. Publicado em Julho de 2022

Um suporte essencial

Você já ouviu falar em cuidados paliativos para pacientes com câncer?

oferecido por Selo Publieditorial

Quem não está familiarizado com o termo Cuidados Paliativos pode imaginar que se trata apenas de um suporte clínico oferecido instantes antes de uma pessoa falecer. No entanto, esse conceito de suporte terapêutico vai muito além disso. Trata-se de uma abordagem diferenciada para pacientes com uma doença incurável, por meio do cuidado multidisciplinar, que promove uma melhora na qualidade de vida, desde a prevenção e o alívio de sintomas físicos, como dor e efeitos colaterais, até as questões psicológicas.

Cris Prade participa do Pacto Cada Conquista Vence o Câncer, liderado pela Janssen, uma iniciativa que busca promover uma melhor jornada de tratamento em todas as etapas, apresentando soluções inovadoras para o mercado, valorizando e reconhecendo pessoas e instituições que se dedicam ao cuidado do paciente com câncer.

Cris Prade acrescenta que esses cuidados tratam, simultaneamente, os sintomas do corpo e da mente, que fazem parte da rotina de quem está diante da finitude.

Outro fator importante desse apoio é o de entender que diante de qualquer diagnóstico ou prognóstico, a possibilidade de nutrir esperanças no paciente é sempre fundamental. "É preciso validá-la na pessoa. É preciso ouvir o indivíduo mesmo quando ele se recusa a aceitar a realidade. Assim, poderá encontrar forças junto ao profissional de saúde para que se reconheça capaz de celebrar as conquistas do dia a dia", completa a cofundadora da Casa do Cuidar, organização que atua na prática e no ensino de cuidados paliativos.

É preciso entender o paciente

Para a psicóloga Debora Genezini, coordenadora de oncologia da Rede D´Or, a compreensão do paciente como um todo é essencial nessa jornada.

É importante avaliar o conhecimento do paciente sobre a própria doença para que ele também possa fazer potenciais escolhas.

Debora Genezini, Coordenadora de oncologia da Rede D´Or

Muitas vezes, o fator emocional causado pelas limitações da doença pode paralisar a pessoa. "É preciso ajudá-la para que não se perca dela mesma. Buscamos fazer com que o sentido e o significado de sua vida continuem sendo iluminados", conclui.

Com atuações de psicoterapia e outras dinâmicas, o trabalho da psicologia auxilia o indivíduo a enfrentar o momento e o encoraja a buscar ações que tragam mais qualidade de vida, como os exercícios, por exemplo. "Para algumas pessoas, se em condições clínicas que permitam, a atividade física fará diferença positiva. Outras serão incentivadas a buscar proximidade com as pessoas que amam ou até a serem mais ativas socialmente", diz a profissional que também participou da Experiência Janssen, em 2021.

Suporte multidisciplinar

Além do oncologista, os cuidados paliativos demandam uma equipe multiprofissional. "Entre eles, estão, o psicólogo, o nutricionista (para que o paciente se alimente adequadamente), um psiquiatra (caso ele necessite de alguma medicação para cuidar de uma eventual depressão ou ansiedade), um fisioterapeuta (para a reabilitação física) e um terapeuta da dor, entre outros", explica a psico-oncologista Luciana Holtz, da Oncoguia.

Inovações e tecnologia

Assim como todos esses profissionais, a tecnologia e as inovações na medicina também são elementos essenciais nessa jornada de cuidados. "Nós temos atualmente a quimioterapia, que promove o controle da doença por muito mais tempo. Mesmo em estágios sem cura, ela dá mais controle sobre a progressão do câncer. Temos também muitos medicamentos que evoluíram bastante nos últimos 20 anos, junto à tecnologia humana, focados nesse paciente oncológico", conta Cris Frade.

A psico-oncologista Luciana Holtz também acredita que a inovação em tratamentos tem ajudado muito as pessoas.

O Dr. Breno Gusmão, Onco-Hematologista da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, também defende o papel das inovações como essencial na jornada de tratamento:

"Eles ajudam a antecipar medidas e condutas ou até internações desnecessárias, além de dar melhor qualidade de vida aos pacientes. É fundamental ainda mencionar a utilização das tecnologias de Inteligência Artificial, úteis para prover mais conforto e atenção 24 horas por dia", diz.

Um manto de proteção

Para que o conceito de cuidados paliativos se torne cada vez mais assimilado, é importante desmistificá-lo e corrigir a ideia de que é apenas um apoio para os momentos finais de vida. "É necessário tirar o viés de que se trata apenas de um 'jeitinho' para o que não tem mais jeito. Vale esclarecer que a palavra paliativo vem de palium, termo em latim que significa manto, como os que os peregrinos da antiguidade usavam em suas longas jornadas para se proteger de intempéries e dos ferimentos. Por isso, é essencial entender o paliativo como um manto de proteção, com a união de diferentes profissionais frente às pessoas que tem sofrimento causado por uma doença que pode ameaçar a vida", diz a psicóloga Debora Genezini.

Com a palavra, uma paciente de cuidados paliativos

A jornalista Ana Michelle Soares, de 32 anos, passou de paciente sob cuidados paliativos à difusora entusiasmada do conceito do paliativismo.

"Fiquei três anos e meio em remissão e, aos 32 anos, a doença voltou em forma de metástase e passou a ter um propósito paliativo. Naquele momento, comecei a fazer várias reflexões, dentre elas, a de que mesmo tendo uma doença grave que ameaçava minha vida, eu não poderia ser descartada apenas porque não havia uma chance de cura. Foi aí que decidi pesquisar sobre cuidados paliativos", conta.

Ana acabou conhecendo a Dra. Ana Claudia Arantes, da Casa do Cuidar, especializada em cuidados paliativos. Ela a ajudou a entender e estudar como o suporte poderia ser agregado a seu tratamento oncológico. "Passei a perceber que muitos pacientes tinham medo de falar de morte e até sofriam mais porque não sabiam como lidar com essa questão, tanto com pessoas próximas, como com médicos e com a sociedade. Quando o paciente tem noção do que tem, ganha uma lucidez de não perder a esperança, mas também de manter seus pés no chão" revela.

Ana não só abraçou o conceito em causa própria, como atua na Casa Paliativa, um espaço de convivência dedicado a pacientes com doenças graves. A jornalista, que está no estágio quatro de seu câncer, afirma estar bem. "Tenho acompanhamento clínico multidisciplinar, de médicos e terapeutas, que me ajudam muito a manter minha qualidade de vida e o sentido em minha vida", conclui a autora dos livros Enquanto eu Respirar, apresentado no TEDxSão Paulo organizado pela Janssen, e Vida Inteira.

Ela tem também um perfil sobre paliativismo no Instagram.

Como surgiu esse conceito?

A cultura e a disciplina dos cuidados paliativos surgiram graças à médica inglesa Cicely Saunders, uma pioneira em estudos e terapias clínicas paliativas. Em 1967, ela fundou o St. Christophers´s Hospice, em Londres. Trata-se do primeiro hospital no mundo que combinou diversas especialidades médicas para promover um cuidado humanizado para alívio do que Cicely chamou de "dor total", um conceito que se baseia na ideia de que o cuidado ao paciente só tem eficácia se todas as suas dimensões (física, psíquica, social e espiritual) forem valorizadas.

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