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15 gírias brasileiras que a gente deveria usar mais

Luiza Sahd

Colaboração para o Urban Taste

13/11/2018 04h00

Não é caô quando alguém diz que o Brasil anda atucanado, mas, mesmo assim, não tem base dizer que o melhor é rebolar esse país no mato. Isso é coisa de tobó. Para de moagem!

O quê? Você não entendeu nada do que estamos falando? Então é hora de você conhecer essas 15 gírias brasileiras que andam desperdiçadas no vocabulário popular.

Aí dento

Um clássico cearense que quer dizer, literalmente, "aí dentro". É uma outra maneira de dizer nosso já consagrado “teu **!” -- mas sem entrar em detalhes.

Ex.: Ao escutar um grito de um eleitor de Bolsonaro, Ciro Gomes nem titubeou antes de mandar um “aí dento”.

Camelo

Para os brasilienses, camelo não é apenas um animal. Ele serve também como sinônimo de bicicleta. Lembra da música "Eduardo e Mônica"? Então.

Ex.: "Se encontraram então no parque da cidade/ A Mônica de moto e o Eduardo de camelo"

Breguete

Muito usado nos anos 1990, infelizmente o breguete foi deixado de lado ultimamente. Ele é perfeito porque serve para se referir a qualquer coisa que você não lembre o nome.

Ex.: Passa pra mim aí o breguete de modelar os cílios, por favor?

Reg

Os baianos são melhores em tudo e, no caso das gírias, não seria diferente. "Reg" é uma expressão mais curta ainda para o bom e velho "rolê".

Ex.: Bora pro reg hoje, é aniversário de Ana.

Tobó

Muito semelhante a “bocó”, “tobó” foi outra maneira que os mineiros encontraram para chamar alguém de bobo de uma maneira meio fofa.

Ex.: Deixa de ser tobó e liga logo pra morena!

Iapois

Mais simpático do que o já batido "pois é", o "iapois" alagoano serve para concordar com a pessoa que está falando com a gente.

Ex.: Iapois, eu vi mesmo que você tava irritado.

Galinha de porão

Sabe quando o inverno termina e sua pele já se camufla naturalmente com as paredes bejes? Pois no Paraná, o pessoal tem uma gíria curiosa para isso.

Ex.: João, você precisa pegar uma praia. Tá mais branco que galinha de porão!

Caô

Amplamente utilizada no Rio de Janeiro, o caô é um tesouro a ser valorizado pelo resto do Brasil. Sinônimo de conversa fiada ou mentira, a palavra serve para encurtar o papo ou como interjeição.

Ex.: Você não beijou aquele cara ontem? Caô.

Tem base?

Muito comum para os goianos, a expressão não tem nada a ver com maquiagem. O "tem base?", por lá, serve para expressar indignação, como o popular "vê se pode?"

Ex.: Ela tá dizendo aí que não vai à aula hoje. Tem base?

Grelhar

Sem nenhuma conexão com gastronomia, o verbo “grelhar”, pros manauaras, quer dizer mandar muito bem em alguma coisa.

Ex.: Grelhei ontem naquela prova.

Atucanado

Para os gaúchos, uma pessoa atucanada é cheia de problemas, que está sempre enrolada ou estressada.

Ex.: Não vou lá não. Aquele pessoal tá atucanado demais.

Moage

Essa vai diretamente para aquele amigo cheio das nove horas na hora de sair com a galera. Para o pessoal mato-grossense, “moage” é sinônimo de frescura.

Ex.: Larga de moage, vai ser legal, pô!

Despombalecido

A gíria paraense serve para se referir ao sujeito que está triste, com preguiça ou doente.

Ex: Esse aí não vai sair do sofá não. Tá despombalecido!

'Panhar

Forma reduzida de "apanhar", o 'panhar capixaba serve mais para o contexto de pegação, de modo geral.

Ex.: Tô querendo 'panhar você. Pode?

Rebolar no mato

Ao contrário do que pode parecer num primeiro momento, “rebolar no mato”, para os cearenses, não tem nada a ver com rave ou algo divertido. A expressão serve para dizer que vamos jogar algo fora.

Ex.: Esse fone de ouvido não funciona mais. Vou ter que rebolar no mato essa porcaria.

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