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Da ciclovia à trilha: descubra o tipo de bike que mais combina com você

Marcelo Justo/UOL
Imagem: Marcelo Justo/UOL

Lilian Sobral

Colaboração para o Urban Taste, em São Paulo

15/08/2018 04h00

Foi-se o tempo em que "não sei se caso, ou se compro uma bicicleta" era uma dúvida difícil de resolver. Se você já decidiu que quer começar ou voltar a pedalar, provavelmente percebeu que a grande questão hoje em dia é: "qual das centenas de opções de bike é a melhor para mim?". Dobrável, urbana, elétrica, mountain bike, com poucas ou dezenas de marchas… Ufa! É opção que não acaba mais.

"O primeiro passo que uma pessoa precisa tomar para escolher um modelo é avaliar qual é a experiência que ela busca com o equipamento", diz Marcos Ribeiro, gerente de produto da Caloi. Por experiência, entende-se basicamente o uso principal da bicicleta. Um ciclista urbano, por exemplo, precisa de uma bike que suba bem as ladeiras. Já um atleta que quer percorrer trilhas precisa de um modelo que aguente diferentes tipos de solo, até barro e água.

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Depois de pensar no uso principal, é hora de colocar outros detalhes na conta. "É fundamental buscar conforto na hora de pedalar. Para um ciclista iniciante, isso é o que pode determinar se ele vai seguir adiante ou desistir", diz a ciclista Theresia-Louise Rozados, integrante do coletivo Bike Anjas, que une mulheres pela mobilidade via bicicleta.

Já sabe qual é seu perfil como ciclista? Confira algumas sugestões de tipos que podem se adaptar ao seu objetivo.

Para ir até o trabalho e voltar

Bicicleta dobrável VybeD7da Dahon - Divulgação - Divulgação
Bicicleta dobrável VybeD7, da Dahon, que custa cerca de R$ 2.699
Imagem: Divulgação

Se a ideia é pedalar distâncias curtas, a sugestão é buscar uma bike dobrável, indicada para uma média de até 10 km por dia. A principal vantagem é que, em poucos segundos, é possível reduzir bastante o tamanho dela. "Um ciclista iniciante pode acabar indo mais longe no trajeto do que aguenta e precisar do auxílio de transporte público ou táxi para voltar", diz Theresia, lembrando que a bike dobrável resolve essa questão. Ótima também para quem vai trabalhar pedalando, mas precisa daquele Uber amigo para voltar para a casa depois do happy hour. Se beber, não pedale! O ponto contra é que essa bike não tem suspensão e tem poucas marchas, fazendo com que seu uso seja mais confortável em ciclovias e ruas planas.

Para rodar a cidade

Bicicleta City Tour Sport, da Caloi - Luis Prado / Divulgação - Luis Prado / Divulgação
Bicicleta City Tour Sport, da Caloi, que custa cerca de R$ 1.899,00
Imagem: Luis Prado / Divulgação

Quer que a bike seja seu principal meio de transporte? Aqui existem duas sugestões. O gerente de produtos da Caloi indica buscar um modelo urbano. Entre as vantagens, lembra Ribeiro, está o fato de que essas bikes têm muito mais marchas, até mais de 20, e rodas com aro maior. Conclusão: muito mais fácil subir ladeiras. Além disso, também é possível encontrar modelos bem leves e com geometria variada, atendendo a diferentes biotipos com eficiência. Já Theresia vai além e indica uma mountain bike, a chamada MTB, com um "rodão" de aro 29. A explicação é simples: "pensando numa cidade grande como São Paulo, esse é o tipo de bike que vai ajudar a passar por obstáculos como ladeiras e buracos com muito mais conforto."

Para dispensar de vez o transporte público

Bicicleta elétrica E-Vibe City Tour, da Caloi - Luis Prado / Divulgação - Luis Prado / Divulgação
Bicicleta elétrica E-Vibe City Tour, da Caloi, que custa cerca de R$ 8.999,00
Imagem: Luis Prado / Divulgação

Aqui vale pensar numa bike elétrica. A vantagem em relação à urbana é que ela demanda menos esforço físico e pode ajudar com que os ciclistas alcancem distâncias maiores. Não confunda com moto: a autonomia é mais limitada e sua estrutura simples dispensa a necessidade de habilitação. A desvantagem é o valor, que pode variar de R$ 3.500 a R$ 60.000. É um intervalo de preço muito grande, mas vale traçar um paralelo com carros: tudo depende das peças escolhidas, tecnologia envolvida, desempenho do motor e até visual. Além das feitas para a cidade, também existem MTBs elétricas. "Esse é um modelo bastante inclusivo, já que permite que um ciclista que não esteja tão em forma possa experimentar também o lazer com a bike", completa Marcos.

Para o atleta de fim de semana

Bicicleta Adventure, da Cannondale - Divulgação - Divulgação
Bicicleta Adventure, da Cannondale, que custa cerca de R$ 2.499,00
Imagem: Divulgação

A chamada bike de passeio é uma boa sugestão se sua ideia é andar em parques ou terrenos simples e planos, como ciclofaixas de lazer. O selim costuma ser maior e mais confortável, quase uma poltrona sobre rodas. É ideal para quem não tem o costume de usar a bike sempre. Também é muito comum encontrar esse modelo com cestinha e bagageiro. Mas aí, você pensa: se é mais confortável, por que não compro uma dessas para o dia a dia? Bem, a principal desvantagem desses acessórios que conferem conforto é também o fato de que eles deixam a bike mais pesada, dificultando o uso diário na cidade.

Para encarar lama, pedras e água

Bicicleta Avalanche Sport, da GT - Divulgação - Divulgação
Bicicleta Avalanche Sport, da GT, que custa cerca de R$ 2.999,00.
Imagem: Divulgação

Seu negócio é se aventurar pela natureza? Procure uma bike de trilha. Essa é uma das bicicletas mais vendidas no mundo. Toma 70% do mercado global, conforme aponta o gerente de produto da Caloi. E não é para menos: a infinidade de modelos é gigante. Em geral, ela aguenta muito bem os trancos e barrancos em que se metem os aventureiros. Porém, deixa de ser a melhor opção para a cidade por conta do peso. Uma bike de entrada dessas pode custar menos de R$ 1.000. Para os desbravadores que buscam as melhores opções, existem superbikes de até R$ 70.000.

Para o cicloativista destemido

Bicicleta Belmont Froyo, da Nirve - Divulgação - Divulgação
Bicicleta Belmont Froyo, da Nirve, que custa cerca de R$ 1.999.
Imagem: Divulgação

Se você está começando a pedalar, melhor ficar longe dessa opção. Mas saiba que os bikers mais experientes têm um modelo feroz ao seu lado, a chamada bike fixa. Subir em uma dessas exige habilidade. Por isso, acaba atendendo a um nicho. Sua principal característica é que ela não tem um freio como estamos acostumados: parou de pedalar, a bike para de rodar. Ou seja: nada de descer ladeiras "na banguela". Além de ser super leve, a principal vantagem é o baixíssimo custo de manutenção. Com uma estrutura tão simples quanto essa, o gasto fica bem menor do que em uma bike cheia de detalhes.

Equipe-se!

Já sabe que modelo buscar? Não se esqueça que, independente do tipo de ciclista que você pretende ser, segurança é fundamental.

Luzes, refletores, campainha e capacete são alguns dos equipamentos óbvios. Mas Theresia, que já é fera no assunto, sugere um kit menos tradicional para aumentar seu conforto e, por consequência, a segurança.

Nele, ela sugere colocar: um óculos de ciclista, que protege de insetos e poluição, uma garrafinha de água, que ajuda a manter o fôlego, e uma paçoca, alimento que dá muita energia para comer no meio do caminho e encarar com força aquela ladeira.

Bom pedal!

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