Topo

Torneio All-Star mostra versatilidade de "League of Legends" como 'esporte'

Pedro Henrique Lutti Lippe

Do GameHall, em Paris

19/05/2014 17h31

Poucos eventos no calendário anual da NBA, a liga americana de basquete, atraem tanto a atenção dos fãs do esporte quanto o All-Star Game. Misturando atletas de diversas equipes, o evento faz sucesso por celebrar a diversão e deixar o aspecto competitivo em segundo plano.

A mesma proposta movimentou a edição 2014 do All-Star de "League of Legends", organizado pela Riot Games na cidade de Paris, na França, entre os dias 8 e 11 de maio. Ficou de lado a tensão do circuito mundial, enquanto os holofotes do Le Zenith Theater destacaram a individualidade de cada um dos melhores jogadores do mundo em partidas descompromissadas.

Veja também

Escolhidos por voto popular, pro-players americanos, coreanos, chineses, dinamarqueses e de outras nacionalidades - mas não brasileiros - dividiram-se entre os times Ice e Fire para disputar partidas em versões modificadas da experiência "League of Legends" que a maioria conhece.

U.R.F.
Hexakill

Clique para acessar conteúdo externo

Clique para acessar conteúdo externo

O 'Ultra Rápido e Furioso' reduz o tempo de espera de cada habilidade e remove o custo de mana ou energia que os jogadores precisam pagar para usá-las. O resultado é uma disputa muito mais tensa do que a normal, em que até mesmos o menores erros resultam em mortes.Ao invés de cinco jogadores em cada time, o 'Hexakill' coloca doze campeões na arena. Batalhas francas entre os dois times ficam ainda mais perigosas, mas as partidas costumam demorar mais.
Pick 10
1x1 e 2x2

Clique para acessar conteúdo externo

Clique para acessar conteúdo externo

Uma partida regular de "League of Legends", com um pequeno detalhe: os campeões usados por cada jogador foram selecionados pelos fãs, através do voto popular.Os nomes são auto-explicativos. Em um mapa com apenas uma linha de torres, duplas ou jogadores solitários enfrentam oponentes em combates francos. Para ganhar, um dos lados precisa derrubar uma torre, matar 100 'creeps', ou então derrotar os rivais.

Pela diversão

"Nós profissionais não costumamos jogar esses modos alternativos de 'LoL' porque passamos nosso tempo praticando o jogo normal", explicou Bjergsen, dinamarquês destaque do Team Fire e de sua equipe nos EUA, a SoloMid. "Mas eles são um bom jeito de relaxar e esfriar a cabeça, jogando sem precisar pensar muito na estratégia".

Com menos foco no equilíbrio, tais modos alternativos mostraram-se mais rápidos e dinâmicos do que partidas regulares do eSport. E, pelas risadas dos jogadores e a vibração do público, ficou evidente que eles são um acerto da produtora Riot, que conseguiu provar a versatilidade da fórmula de seu único jogo.

Nessa disputa específica, houve apenas um problema. "A comunicação entre os jogadores do time não é muito fácil porque não falamos os mesmos idiomas, mas na hora do jogo nos entendemos dentro dele", revelou enquanto ria Froggen, outro dinamarquês, da Alliance, que fez parte do Team Ice.

Os espectadores franceses não são tão barulhentos quanto os brasileiros durante partidas, mas a gritaria tomava a casa de eventos a cada disputa de dois contra dois ou um contra um. O formato All-Star foi aplaudido, e executivos da Riot se dizem abertos à ideia de realizar torneios desse estilo em outras partes do mundo.

"LoL" tradicional

Paralelamente à competição entre Teams Ice e Fire, a Riot Games organizou um torneio tradicional de "League of Legends" com times convidados. E, como previam os comentaristas franceses que fizeram a transmissão do All-Star já no primeiro dia de evento, os coreanos da SK Telecom T1-K levantaram o caneco mais uma vez após sua vitória no Worlds em outubro de 2013.

Mesmo sem estar muito bem posicionado na liga coreana, o time fez apenas exibições de gala, chegando a destruir os rivais da chinesa OMG na última partida da final. "Nossa participação no All-Star foi importante para nos ajudar a encontrar motivação e voltar para a Coreia em nossa melhor forma", afirmou Faker, estrela do time, em entrevista coletiva após o término do torneio.

Ex-companheiro de time de SuNo - jogador que hoje disputa o Circuito Brasileiro de "League of Legends" pela Keyd Stars -, Faker soou nostálgico ao ser questionado por UOL Jogos sobre a mudança de seu amigo e outros coreanos para equipes brasileiras. "Conheço a habilidade do SuNo, e espero que ele jogue bem no Brasil e prove que coreanos são capazes de jogar com destaque em qualquer lugar do mundo", afirmou.

Comunicar erro

Comunique à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Torneio All-Star mostra versatilidade de "League of Legends" como 'esporte' - UOL

Obs: Link e título da página são enviados automaticamente ao UOL

Ao prosseguir você concorda com nossa Política de Privacidade


Start