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Sala de jantar: como escolher a melhor mesa, cadeira e iluminação?

Receber com bom gosto, bem-estar e sofisticação: arquiteta relaciona quais pontos leva em conta para definir o estilo do projeto e para a seleção do mobiliário e objetos decorativos Imagem: Leandro Moraes

De Nossa

12/11/2021 09h20

Entre os ambientes da área social de uma casa ou apartamento, não há dúvidas de que a sala de jantar é o cenário sublime para reunir família e amigos durante uma reunião especial. Afinal, é ao redor de uma mesa, acompanhado por um menu elaborado com apreço e dedicação, que as conversas se transformam em momentos eternizados.

Para isso, é fundamental que o cômodo seja projetado com conforto e um décor amparado pelas características que seguem uma definição correta dos móveis e itens decorativos.

"Em resumo, uma sala de jantar tem como protagonista uma mesa ajustada às dimensões do espaço e à rotina dos moradores. Junto a isso, ela deve refletir a atmosfera e o cotidiano dos moradores, bem como estar em harmonia com os outros ambientes do setor social", sintetiza a arquiteta Patricia Penna¸ à frente do escritório que leva o seu nome.

Como decorar?

Esta sala de jantar foi inteiramente projetada em tons de madeira. Mesa e a cadeiras com amadeirado leve e acabamento palhinha, piso mais claro e os quadros na parede permitem o sentimento de leveza e discrição Imagem: Evelyn Müller

Essa questão acompanha o jeito de ser dos moradores. Para aqueles que apreciam uma essência mais contemporânea, é muito bem-vinda a inserção de cores. Entretanto, para os clientes mais discretos, a decoração clássica, pautada em cores sóbrias se configura como um caminho acertado. "No tocante às cores, costumo ressaltar que tudo o que marca em demasia tende a cansar com rapidez. Então, o bom senso nos propõe a criação de pontos de equilíbrio", discorre Patricia.

Ao optar por cadeiras estofadas, é possível trocar o tecido quantas vezes for necessário, diferentemente da cor da mesa. "Evidentemente, renovar as cadeiras é uma decisão muito mais prática. Ao desenvolvermos a arquitetura de interiores pela primeira vez, já podemos oferecer possibilidades de renovação em um período no futuro", enfatiza a arquiteta.

Ao investir em peças mais clássicas, outro caminho é ressaltar os pontos de cor na aplicação de papel de parede e a colocação de obras de arte, que são igualmente mais práticos no processo de substituição.

Nos projetos com uma ambiência voltada para o clean, mesas e cadeiras com linhas contemporâneas, produzidas com madeira ou estrutura metálica, se mostram como resoluções bastante assertivas. Para completar, a arquiteta afirma investir em cores sóbrias tanto para as tintas, como papeis de parede e, no tocante às obras de arte, pinturas e molduras precisam estar alinhadas no contexto de que 'menos é mais'.

Mesa: qual escolher?

Esta mesa redonda encaixou-se perfeitamente no local e ainda serve de apoio para outra grande mesa, situada na parte externa da casa, e empregada pelos moradores quando o número de convidados é superior Imagem: Leandro Moraes

Para este ponto, é primordial considerar as dimensões da sala de jantar, a integração com os outros ambientes e pontos específicos do projeto, como a existência de portas. Indagações como o número de aberturas existentes, a possibilidade de fechamento e a criação de outro acesso precisam ser respondidas antes do grande passo.

Após essa análise, é hora de ponderar as oportunidades. Mesas redondas, ovais ou quadradas demandam área de circulação e movimentação das cadeiras por todo perímetro, ocupando um espaço precioso do ambiente. Por outro lado, as retangulares propiciam uma composição entre bancos e cadeiras, podendo ser alinhadas com uma parede.

Em uma sala de jantar menor, essa é uma boa alternativa, pois conseguimos ganhar uma circulação maior".

Em relação aos materiais, as mesas podem ter estrutura metálica, madeira e até mesmo em vidro. "Porém, vale considerar o acabamento que melhor se encaixe no projeto, bem como o estilo do décor", destaca Patricia. Isso vale também para os tampos, elementos que devem ter custo, resistência e a frequência de uso avaliados, para que a escolha corresponda da melhor forma às necessidades dos moradores.

Como pensar na iluminação?

Nesta sala de jantar, A iluminação é complementada por pontos no forro, e luz difusa geral, que abrange toda a área de forma suave e sem gerar contrastes e sombras muito marcadas nos objetos Imagem: Leandro Moraes

O projeto luminotécnico da sala de jantar relaciona o uso de peças funcionais/técnicas, e outras decorativas — sendo que, por vezes, as duas funções podem estar na mesma peça.

A associação destas peças precisa trazer a iluminação ideal, para o ambiente, pois é essencial que se enxergue com clareza o que está sendo servido e consumido, mas de modo a não ofuscar e incomodar a visão. "Nem tão escuro, nem tão claro. O meio-termo é a referência que pauta a iluminação com o propósito do bem receber", declara Patricia.

A dimerização das lâmpadas é um artifício muito usado pois permite a criação de cenas e níveis de iluminação, de maneira muito simples. Há ainda a possibilidade de todo o sistema ser integrado a uma automação, tornando este processo de criação de cenas e ambientes, ainda mais simples.

No tocante à altura do pendente, o parâmetro sugerido para a maioria dos casos é respeitar uma distância máxima entre 75 e 80 cm do tampo da mesa. "Ao invés do pendente, podemos trabalhar com peças de sobrepor ou apenas pontos de luz no forro, permitindo, por exemplo, que a atenção seja voltada para uma peça de arte ou uma belíssima arandela na parede", exemplifica a arquiteta.

Sala de jantar na varanda: é válido?

A sala de jantar deste apartamento foi alocada na varanda, que possui integração com o living e serve, com maestria, todas as propostas de eventos Imagem: Leandro Moraes

Esta é uma solução que vem se tornando cada vez mais comum, sobretudo em apartamentos menores, onde as varandas gourmets têm tido, basicamente, o mesmo tamanho das salas. Integrar esse espaço com o setor interno permite criar um ambiente do jantar, sem precisar de duas mesas. Com isso, o projeto ganha em possibilidades, funcionalidade e circulação.

"Em residências, temos projetado, com frequência, cozinhas integradas com o gourmet e área de lazer. Desta maneira, conseguimos estipular uma clara setorização, porém os ambientes permanecem integrados, fator que incentiva e facilita o uso no dia a dia", finaliza a arquiteta Patricia Penna.

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