Clubismo na veia

Estádio 97 revelou Benja, tem comentarista gay, Alê Oliveira e completa 20 anos de zoação boleira

Beatriz Cesarini e Vanderlei Lima Do UOL, em São Paulo
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Exatamente a 15 minutos do início do programa, todos os integrantes se reuniram para entrar no estúdio, como se tivessem chegando ao boteco preferido. Sentados à mesa, no lugar de garrafas e copos de cerveja, fones e microfones. Futebol, risadas e opiniões eram o cardápio do burburinho. Tudo pronto para mais um Estádio 97.

Há 20 anos no ar em São Paulo, o programa da rádio Energia 97 (97,7 no dial) atrai um público eclético para ouvir, por duas horas e meia, um grupo de amigos defendendo os clubes do coração e zoando uns aos outros. Em alguns dias, o estúdio com jeitão de mesa de bar chega a abrigar 12 pessoas.

"Finalmente consegui", grita um torcedor ao ser atendido pelo palmeirense Domênico Gatto durante o programa. O 13º integrante do Estádio 97 é sempre o ouvinte que tenta incessantemente telefonar para expor sua análise, zoar alguém que torce para o time rival ou mostrar admiração pelos integrantes.

Sem os ouvintes, o programa não estaria no ar por tanto tempo. Jornalistas? Não. Quase todos os integrantes eram fãs que conseguiram participar do programa pelo telefone. Atualmente eles formam uma família de grandes amigos e até hoje ficam encabulados quando alguém se aproxima para pedir uma foto ou autógrafo.

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Papo de corredor virou programa

No fim dos anos 90, um dos principais temas de conversas nos corredores da Energia 97 era o futebol. Um dia essa turma da resenha pensou: por que não transformar esse bate-papo em um programa? Assim, em 17 de fevereiro de 1999, em uma Quarta-Feira de Cinzas, nasceu o Estádio 97.

"O dono da rádio comprou a ideia, no caso o filho do dono, José Antônio Constantino. Ele falou: 'Pô, vocês ficam falando de futebol o dia inteiro, vão para o ar vocês, se era para falar os torcedores, vão vocês para o ar, pode ir hoje. Eu falei: 'hoje não, pelo menos deixa eu preparar uma plástica'. E entrou no dia seguinte", explicou Hilton Malta, mais conhecido como Sombra, o criador do programa.

"Foram duas coisas em que eu me inspirei: o Show de Rádio, que tinha os personagens, e o Mesa Redonda da TV Gazeta dos anos 70, que era às segundas à noite e tinha o Peirão de Castro santista, José Italiano corintiano, tinha o [Roberto] Petri são-paulino, Milton Peruzzi palmeirense. Eles não assumiam, mas todo mundo sabia", explicou Sombra.

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Estádio tornou Benja e Mano comunicadores

A façanha mais visível da história do Estádio 97 foi ter tirado Benjamim Back dos escritórios para os estúdios. Formado em economia, o atual apresentador do Fox Sports entrou no programa inicialmente como patrocinador. Durante um almoço despretensioso, Sombra convidou Benja para participar como representante do Corinthians, seu time do coração.

"O Sombra falou: 'Você não quer fazer o programa?'. Eu disse: 'Eu?'. Ele: 'Pô, você é um cara super comunicativo, conhece todo mundo, é super bem relacionado", contou Benja, que não integra mais o Estádio 97 desde que mudou para o Rio, por causa do Fox Sports.

"Foi um programa que eu nunca tive que mudar o meu jeito de ser, porque eu sou um cara bem-humorado. Eu não sou humorista, se confundem bom humor com humorista. Eu não consigo ficar falando duas horas e meia só de futebol, isso até na Fox. No Estádio 97 eu tive toda essa liberdade. É um programa que a gente trabalhou sempre no limite da confusão, da 'porradaria'. Me deu a escola de agilidade, de rapidez, de improviso, de saber lidar com situações constrangedoras ao vivo".

No fim das contas, Benja nunca deu adeus ao Estádio, porque não teve coragem de expressar em palavras ao grupo. Ele não conseguiu conciliar a mudança ao Rio com o programa em São Paulo e acabou 'saindo de fininho'

"Você quer saber a real? Eu nunca falei não, eu parei de ir. Não tive a coragem de olhar para os caras no programa e falar: 'Tô fora'. Eu peguei e me afastei, eu sumi e fui sumindo, sumindo e sumi. Recentemente eu peguei o telefone e falei com o Sombra: 'Sei que você está p... comigo, simplesmente eu não tinha condição, eu sou um cara muito intenso e fisicamente não estando no programa, olhando para a cara dos caras, fazer do sofá da sala da minha casa, não seria eu entende, seria frio, eu era o cara que atazanava todo mundo'".

Benja saiu, mas Mano ficou. Maurício Borges também virou comentarista do Fox Sports, mas mesmo no Rio montou uma estrutura em casa para continuar como integrante do Estádio 97 - com muito apego a seu primeiro emprego.

"Tinha 18 e não fazia nada da vida, era um vagabundo completo. O Sombra chegou e falou: 'Pô, Mano, estamos com uma ideia de montar uma nova equipe para integrar o Estádio 97 e você é um dos integrantes que a gente quer contar'. Eu falei: 'Mas, Sombra, eu não tenho experiência nenhuma, não tenho formação de Rádio e TV, Jornalismo...'. Ele falou: 'O que eu te perguntei é se você quer compor a bancada, experiência é de menos, a gente quer uma pessoa que tenha essa característica aqui dentro, pela irreverência, pela tiração de sarro, por ser um corintiano mais raiz'", contou.

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Pioneirismo de comentarista gay

Cláudio Mota era professor e ouvia o Estádio 97 no percurso de uma escola a outra em que dava aulas. Torcedor do São Paulo, ele se destacou ao telefonar ao programa e assumir sua homossexualidade após ouvir brincadeiras dos integrantes da mesa.

"Eu era ouvinte assíduo do programa, achava engraçado. Um dia estava parado no trânsito e liguei, por milagre atenderam no primeiro toque, era muito difícil. Houve uma sintonia, foi muito louco, eu sendo gay, eles começaram a brincar, tirar sarro... 'são-paulino, gay'. E eu falei: 'E daí, qual o problema de ser gay?'. Eu fiquei 20 minutos no ar. Foi tão louco assim, os ouvintes ficaram espantados, eles receberam muitos e-mails. E aí falaram: 'Se você é gay mesmo, então vem aqui amanhã. Duvido'. Acharam que eu era um personagem. Eu fui, participei do programa", contou Mota.

Depois da estreia no estúdio, Mota foi convidado para virar um participante ocasional. Tempos depois, acabou virando presença fixa no elenco do Estádio 97.

"Eu sou um integrante gay num programa de futebol em São Paulo. Já faço isso há 15 anos. Toda vez que sou abordado pelos ouvintes, eles perguntam se eu sou gay mesmo. É muito louco. O preconceito ainda é grande hoje. As pessoas ainda ligam muito para o que as pessoas fazem na cama, a verdade é essa. Para mim é uma coisa boa, porque é uma inovação. Conforme foi posto isso no Estádio, as pessoas foram vendo que eu ser gay era o menos importante."

Na época que não tinha internet, não tinha nada, você sair na rua, só pelo fato de você falar e as pessoas te reconhecerem pela tua voz. Era uma coisa que eu nunca tinha visto

Domênico Gatto, radialista e integrante do Estádio 97

Anderson Vilela/Energia 97/Divulgação Anderson Vilela/Energia 97/Divulgação

Atualmente quem faz rir é Alê Oliveira

Benja deixou o Estádio 97 para brilhar na televisão, mas o programa de rádio ganhou o reforço de Alê Oliveira em 2017. "Queridinho" dos boleiros e cheio de seguidores nas redes sociais, o comentarista do Esporte Interativo encontrou na atração um palco perfeito para seu tipo de humor.

"O curioso é que quando eu fui para o Estádio 97 eu já estava há 18 anos na TV. Com o pouquíssimo tempo aqui eu já era mais conhecido pela rádio do que pela TV. O Estádio 97 é um canhão, é absurda a audiência, o quanto as pessoas ouvem. Então foi um impacto muito grande para mim, tomei um susto, todo mundo já falando", comentou Alê.

"O Estádio 97 para mim é um lazer. São duas horas e meia que eu tenho pra dar risada, pra brincar. Alguns fatores são fundamentais ali. A turma não tem vaidade nenhuma, não sei se é porque ninguém tem a formação de jornalista, mas não tem vaidade nenhuma", completou.

Qual a fórmula do sucesso?

Por incrível que pareça, o Estádio 97 tem duas horas e meia de duração e não tem pauta. Segue um script de manchetes no começo, entram os patrocinadores e tem a participação dos ouvintes. Mas o que vai acontecendo durante o programa é que a gente vai comentando e discutindo. Flui de forma natural, e talvez isso seja um dos segredos

Maurício Borges, o "Mano", atualmente comentarista do Fox Sports

Acho que o sucesso tem muito a ver com o dia a dia do torcedor. Nós somos torcedores e falamos como eles vivem o dia a dia com o time deles, o amor, o sofrimento, a dor de perder, a 'tiração' de sarro. É o retrato daquilo que eles fazem no bairro deles, no bar, com os amigos. Somos referências, tem muitos programas que imitam a gente

Cláudio Mota, integrante são-paulino do Estádio 97

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Os ouvintes são mais loucos que os radialistas

Duvida? Então veja essa história:

"Teve uma vez que um cobrador de ônibus parou o coletivo que ele trabalhava para comprar esfirra e levar para a gente", recordou Mano.

"Foi ainda na (Avenida) Doutor Arnaldo, quando os estúdios eram lá. No ar, a gente falou que estava com fome e tal: 'pô, alguém podia trazer alguma coisa pra gente comer?'. E o cobrador largou o ônibus na porta da rádio, desceu, foi comprar esfirra e levou pra gente", relatou Domênico Gatto.

"Falaram pra ele: 'pô, você vai perder o emprego'. 'Dane-se, os caras estão com fome'. Isso é uma coisa que me marcou muito, sabia?", acrescentou Domênico.

"Aí, depois, ele falou que foi mandado embora por causa disso mesmo. São ouvintes loucos por integrantes mais malucos ainda", concluiu Mano.

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Ajuda a pai em luto e em pedido de casamento

Não são somente as histórias engraçadas que marcam os 20 anos de Estádio 97. O alto astral do programa já ajudou muitos ouvintes em momentos delicados da vida.

"Eu recebo inúmeros e-mails. Antes até das redes sociais. Pessoas que estão em depressão profunda sempre entram em contato. Já recebi uma mensagem de um cara que falou: 'Eu estava prestes a me matar e só não fiz isso por causa do Estádio. O rádio acabou sendo minha companhia em determinados momentos. Estava prestes a me matar e acabei ligando o rádio e ouvi uma brincadeira sua e isso me fez parar e refletir no que eu estava prestes a fazer, não valia a pena'. Algumas histórias como essa acabam mexendo demais", afirmou Mano.

"Um ouvinte pediu a namorada em casamento no ar no Estádio. O programa estava rolando e esse ouvinte chegou no Ba, que é o produtor, e falou: 'Tem como eu pedir a minha mulher em casamento no ar? Ela não sabe'. O Ba falou: 'Legal, boa'. Então a gente mais ou menos sabia, só a mulher do cara que não sabia e acabou acontecendo", relembrou Domênico.

"Tem vários que marcaram bastante. Um senhorzinho ligou falando que o filho tinha morrido e ele só escuta o programa porque o filho ouvia e isso era uma forma de se manter conectado com eles. Tem muitos depoimentos de pessoas que usam a gente como uma companhia", destacou Mota.

O produtor Ba lembrou de uma senhora que estava tratando um câncer e o médico a 'receitou' ouvir o Estádio 97.

"Eu me lembro que chegou uma carta de uma moça explicando o que o Estádio 97 fez na vida da mãe dela. A mãe já era de idade, soube de um câncer e jogou pra Deus, não queria fazer mais nada. Ela foi no médico e ele disse: 'A senhora gosta de futebol?'. Ela respondeu: 'Não, não gosto'. O médico continuou: 'Tudo bem que a senhora não gosta, mas quando você não tiver o que fazer em casa liga na 97 ponto 7 quando der uma 6 horas e escuta esse programa, a senhora vai dar um pouco de risada'. O tempo passou e chegou essa carta pra gente, da filha contando que a mãe mudou completamente, se animou pra vida por causa do programa."

Quem são eles

  • Hilton Malta (Sombra)

    Torcedor do São Paulo, o locutor é apresentador oficial, chefe da equipe e idealizador do Estádio 97

  • Mota

    Representante do São Paulo, o ex-ouvinte se destacou ao telefonar ao programa e se assumir gay

  • Mauricio Borges (Mano)

    Corintiano. Era fã e sempre telefonava para a rádio. Aos 18 anos, foi chamado para uma participação. Mesmo na Fox segue como integrante do Estádio 97

  • Marcos Borges (Marcão)

    Também são-paulino. Antes de entrar no programa, foi office boy da rádio. É irmão gêmeo de Mano

  • Domênico Gatto

    Palmeirense. É um dos únicos integrantes que já tinha trabalhado com rádio antes do Estádio 97. Entrou após dez meses de programa

  • Carlos Humberto (RG 02)

    Era ouvinte assíduo e não se conformava com a ausência de um integrante santista. Após enviar um e-mail para a rádio foi convidado a participar

    Imagem: Simon Plestenjak/UOL
  • Alexandre Oliveira (Alê)

    Alê já era conhecido dos fãs, porque era um dos principais comentaristas da ESPN. Após uma tentativa frustrada de contratação, o representante dos 'quatro grandes de SP' conseguiu liberação da emissora e está lá, desde fevereiro de 2017

  • Fabio Benedetti (Chef Benedetti)

    Chef de cozinha e torcedor do Santos. Quando Mano e Benja se mudaram para o Rio, participou de um quadro do programa e não saiu mais

  • Gilberto Rodriguez (Portuga)

    Representante da Portuguesa, gostava de fazer imitações e conheceu o programa através da ex-namorada. Recebeu convite de Sombra para participar um dia, fez sucesso e ficou

  • Adriano Pagani (Bento)

    O palmeirense era funcionário da Energia 97 e acabou entrando no programa porque os ouvintes sentiram falta de um torcedor do São Caetano entre 2000 e 2001

  • Fábio Maglione Vieira (Vieira)

    O gremista era fã do Estádio 97 e conheceu os integrantes em um evento. Foi convidado para fazer participações e, desde 2012, não saiu mais

  • Fernando Paglioni (Bá)

    Produtor do Estádio 97, Bá começou como a grande maioria: fã do programa. Ele saia do trabalho às segundas-feiras e ia ao estúdio para assistir. Sombra notou a presença de Fernando e o convidou para ajudar na produção.

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Au, au, au... é o Piromal!

Um dos ouvintes mais ilustres do Estádio 97 é o aposentado Antônio Piromal. Quando o senhor de 77 anos telefona para a rádio, é recebido com um canto personalizado: "Au, Au, Au... É o Piromal". Morador da Zona Sul de São Paulo, ele começou a escutar o programa por causa do filho Leandro.

"Entrei no ar pela primeira vez em 30 de setembro de 2004 (uma quinta-feira), em que consegui a primeira ligação. Era difícil falar lá, é mais fácil falar com o Trump na Casa Branca do que falar no Estádio 97", brincou Piromal.

"Eu sou ouvinte assíduo, já consegui ligar no programa 52 vezes até hoje, praticamente 15 anos telefonando para eles. Dá uma média de três, quatro ligações por ano. Eu não ligo toda semana porque senão eles vão ficar de saco cheio de me ouvir, então quando consigo a ligação e entro no ar, eles já sabem que sou eu. Aí é aquela zoeira", contou.

Piromal acabou virando tão importante que foi responsável por entregar um prêmio aos integrantes do Estádio 97 na Câmara dos Vereadores de São Paulo.

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A briga Benja x Portuga

A amizade entre os integrantes é um fator destacado por todos. Apesar disso, há um episódio que marcou os 20 anos de Estádio 97. Por conflitos de opiniões e valores, Portuga e Benja se desentenderam. Há quem diga que a saída do imitador do programa aconteceu justamente por causa da briga, mas existe outra versão.

"Fizemos 10 anos de programa sem nos falar. Tínhamos divergências fortes de personalidade e comportamento. Muita gente pensou que eu saí por causa disso, mas não foi. Graças a Deus eu sou muito diferente dele. É outra cultura, outro comportamento. Não quero ele perto de mim e ele não deve querer eu perto. Eu sempre tentei respeitar", explicou Gilberto Rodriguez, o Portuga.

"Fora do ar já passamos dos limites algumas vezes. Ele é uma pessoa ruim, mas não é um profissional ruim. A diferença é que quando ele saiu, ele nem foi citado lá e eu era citado direto. O restante da galera sempre entendeu. Eu não tive conflito com nenhum outro componente. Ele tem um certo histórico, né. A única condição que eu coloquei para voltar era se ele não voltasse mais", completou o humorista.

Ao ser questionado sobre a desavença, Benja preferiu evitar o tema, mas apresentou uma opinião parecida à de Portuga.

"É uma pessoa que não tem a menor relevância na minha vida, nada, não acrescenta em nada, nunca acrescentou. Se tem uma pessoa que a mim não me faz a menor falta é ele. Nem como profissional e nem como pessoa. É totalmente insignificante", comentou o apresentador do Fox Sports.

Portuga deixou o Estádio 97 em 2016 para integrar a equipe da 98 FM de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Depois de três anos, o humorista retornou para a atração da rádio paulista a pedido de Sombra. Por sua vez, Benja saiu do programa em março de 2018, quando mudou de vez para o Rio de Janeiro, em razão de compromissos com o Fox Sports.

O Estádio 97 é minha válvula de escape diária. É aquele momento que você vai esquecer de problemas e dá aquela descontraída. Eu passo o dia todo enfrentando problemas e aquelas duas horas e meia que eu estou na rádio é como se fosse um hobby. Está me salvando aí

Chef Benedetti, integrante do Estádio 97

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E o futuro?

A aposta no futuro do Estádio 97 é inovar. Neste ano, os integrantes do programa começaram a fazer transmissões de jogos de futebol - e a novidade já é sucesso. Mas não é uma jornada esportiva exatamente como as outras: são dois narradores representando cada time em campo. A ideia veio do palmeirense Domênico Gatto, que convenceu Sombra e o dono da Energia, José Antônio Constantino.

"Começou assim: vamos fazer transmissão de futebol na rádio só que de uma forma diferente, como é o Estádio 97, um programa de torcedor... Então a gente vai fazer transmissões de torcedores", afirmou Domênico sobre a nova incursão.

"Eu sou locutor e palmeirense, então eu vou narrar só jogos do Palmeiras. A gente vai arrumar um torcedor do Corinthians que só narra jogos do Corinthians, um narrador são-paulino que seja são-paulino roxo que só vai narrar jogos do São Paulo, e a equipe que vai fazer esse jogo vai narrar só jogos da equipe dela se sair gol do adversário não vai gritar gol. E a minha ideia foi além: quando tiver clássico serão dois narradores esportivos. Então, por exemplo: Corinthians x São Paulo, vai ter o narrador corintiano e o narrador são-paulino", acrescentou.

E assim o "clubismo na veia" do programa de rádio que o torcedor paulista adora vai começando seus próximos 20 anos.

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