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Marcos defende uniforme azul no Palmeiras e explica apoio a Bolsonaro

Marcos foi estrela da campanha do novo uniforme do Palmeiras feito em homenagem ao título da Libertadores Imagem: Divulgação

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

22/03/2019 04h00

Modelo por algumas horas na campanha de lançamento do uniforme comemorativo do Palmeiras, Marcos viu a homenagem feita pela Puma ser questionada por alguns torcedores por conta da quebra de algumas tradições. O time entrou em casa com o uniforme azul e nem a vitória em cima do Melgar, do Peru, foi suficiente para abafar as críticas.

Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte durante o evento de lançamento da camisa, o ex-goleiro afirmou que o país vive um momento em que tudo vira polêmica e minimizou a cor do uniforme do Palmeiras. Na mesma esteira das polêmicas, o pentacampeão explicou o apoio que tem dado ao presidente Jair Bolsonaro em suas postagens nas redes sociais.

Marcos ainda afirmou que o Palmeiras não pode fugir da pressão da torcida e disse que o time precisa se acostumar a ser cobrado sempre como o favorito justamente pela imagem que tem passado na imprensa.

Confira a entrevista de Marcos ao UOL Esporte:

UOL Esporte: Como foi o dia de modelo para gravar o vídeo do uniforme especial?
Marcos:
O dia que eu fui fazer, não comi nada o dia inteiro e mesmo assim fiquei gordo, murchando a barriga. Mas foi legal. Eu estava desacostumado a isso e foi muito legal, especialmente pela homenagem, pelo sentido da camisa. É uma lembrança de um campeonato importante.

Vários torcedores reclamaram de o Palmeiras entrar em campo, dentro de casa, com um uniforme azul. O que você achou das críticas?
Hoje em dia, tudo dá polêmica. Mas a gente tem que lembrar que uma terceira camisa precisa ser totalmente diferente da primeira e da segunda. Às vezes, você vai jogar com um time verde e branco na Libertadores e precisa ter uma camisa totalmente diferente. A Puma me chamou para mostrar a camisa e eu me senti homenageado, mas isso é para todo mundo que participou da conquista. E aí deu a polêmica. Eu acho que o que menos importa é a cor da camisa. O importante é o símbolo que tem nela.

O Palmeiras tem sido criticado por não apresentar um futebol vistoso. Jogando assim, dá para ganhar a Libertadores?
Como é um campeonato de mata-mata, acredito que é uma forma diferente de se jogar do Brasileiro. O Palmeiras sabe disso. O elenco tem jogadores que sabem que a Libertadores é diferente. Às vezes, se você jogar bem no começo, chega com uma carga de responsabilidade e isso pesa no mata-mata. Por outro lado, vocÊ pode ir mal e crescer lá na frente. Está muito cedo. O importante é se classificar na primeira fase, conseguir esse crescimento e chegar no mata-mata bem.

Alexandre Mattos, diretor do Palmeiras, reclamou de uma pressão que chamou de "insana" no clube. Você acha que estão exagerando?
É difícil não sofrer pressão. O Palmeiras é um time que está na mídia com contratações de grande porte. Há alguns anos, para você trazer jogador era extremamente difícil porque ninguém queria jogar lá por questões financeiras. Agora, com tantos pontos positivos, de contratação de peso e com salários altos, não dá para fugir dessa responsabilidade. Não tem como falar que o Palmeiras não tem dois times. Só o Flamengo que está vivendo esse momento parecido. O Cruzeiro tem algumas também. Mas os outros correm sem o favoritismo, e isso às vezes atrapalha. O Palmeiras vai ser sempre o favorito e precisa lidar com isso.

Seu goleiro titular do Palmeiras seria o Weverton?
Pelo momento, sim. O torcedor do Palmeiras nem se preocupa muito com essa posição. Se não jogar o Weverton, vai jogar o Prass. A gente fica sabendo em cima da hora a escalação e ninguém fica desesperado. Todos ganharam um título lá. Um ganhou a Copa do Brasil e os outros dois ganharam um Brasileiro cada.

E na seleção? Quem seria seu goleiro titular?
Eu, para te falar a verdade, não acompanho o trabalho do Alisson e do Ederson lá fora. Assisto a um jogo ou outro. Mas o Tite acompanha. O Taffarel é o preparador de goleiros, pô. O que ele fizer eu vou assinar embaixo. Agora que eu parei, parece que eu sou sensacional. Mas na minha época eu era questionado, era o queridinho do Felipão. Sempre vai ter esse questionamento, porque só pode levar três. Tem grandes goleiros no Brasil, mas o Taffarel é o preparador e eu só assino embaixo.

Você conseguiria jogar hoje com essa nova responsabilidade de goleiro saber usar os pés?
A gente não treinava tanto na época sair com o pé. O Palestra Itália nem nos permitia que saísse jogando por causa daquela grama lá. Nem mesmo zagueiro poderia sair. Se fosse nos campos de hoje, desta forma, a gente ia ter que dar um jeito. Na época, os treinadores orientavam: se recuar, senta o bico para frente e chuta para o lado que está virado. Para mim, só de acertar a bola já estava ótimo naquela época (risos).

Você tem manifestado apoio ao Bolsonaro nas redes e aí é elogiado por uns e criticado por outros...
Está 50/50, né? Eu não fiz campanha. Eu não pedi um voto para ele.

Sim, mas você apoia algumas decisões publicamente. Como tem sido para você, um ídolo no esporte, dar opinião na política?
Mas quando eu coloco as coisas lá, eu acho que coloco porque tenho direito de falar em quem eu votei. Não é porque votei nele que não vou cobrar. O Brasil está polarizado, mas não vou fechar os olhos como muita gente fez nos últimos anos porque sou do time Bolsonaro. Sou Brasil e se ele fizer uma administração ruim, eu vou cobrar também.

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