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Honda ZR-V: quais são os prós e contras diante de Compass e Corolla Cross

Feito no México, o ZR-V chega ao Brasil para encarar Compass e Corolla Cross Imagem: Divulgação

Vitor Matsubara

Colaboração para o UOL, de São Paulo (SP)

31/10/2023 04h00

A Honda, enfim, apresentou o ZR-V no mercado brasileiro. Fabricado no México, o modelo será comercializado em versão única de acabamento com motor 2.0 aspirado movido a gasolina.

Ele desembarca no país para buscar seu espaço no segmento de SUVs médios, atualmente dominado pelo Jeep Compass. Há outros nomes de respeito na briga, como Toyota Corolla Cross e VW Taos.

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Apesar de se juntar ao páreo tardiamente, o ZR-V promete incomodar a concorrência. Por isso, UOL Carros lista a seguir as virtudes e desvantagens do lançamento da Honda diante de seus rivais.

Prós

Bom acabamento e amplo espaço interno são virtudes do ZR-V Imagem: Divulgação

Espaço interno:

O ZR-V é um dos maiores SUVs médios da categoria. Com 4,56 m de comprimento, ele é 10 cm mais longo do que VW Taos e Toyota Corolla Cross. Frente ao Jeep Compass, a diferença é ainda maior e chega aos 16 cm.

O modelo da Honda é também o mais largo do segmento (1,81 m, empatando com o Taos) e, com 1,61 m, é 1 mm mais baixo do que os seus rivais.

A distância entre-eixos de 2,65 m faz o ZR-V perder apenas para os 2,68 m do Taos. Corolla Cross e Compass possuem 2,64 m e 2,63 m, respectivamente.

Embora o porta-malas de 389 litros não seja condizente com seu porte, o novo SUV da Honda compensa no ótimo espaço interno.

Acabamento:

A cabine do ZR-V é praticamente a mesma do novo Civic híbrido. Isso significa uma alta qualidade de construção e acabamento acima da média. Os materiais empregados são de boa qualidade e a impressão é de estar dentro de um carro de categoria superior.

Posição de dirigir:

A Honda diz que o SUV tem várias características de um sedã, e isso inclui a posição de dirigir. Embora não seja tão baixa assim, ela é realmente mais confortável do que na maioria dos concorrentes. E, assim como no Civic, não é difícil encontrar uma posição que agrade o motorista.

Contras

Motor 2.0 aspirado é a única opção disponível no país Imagem: Divulgação

Preço:

Antes do lançamento, a Honda prometeu que o ZR-V teria um preço competitivo. Só que não é bem assim: por R$ 214.500, o modelo custa mais do que que as versões completas de alguns rivais.

O Toyota Corolla Cross XRX, que tem como maior diferencial a tecnologia híbrida flex, custa R$ 210.990. Já o VW Taos Highline está à venda por R$ 212.480.

O Jeep Compass Longitude sai por R$ 200.390, embora a versão Limited (a mais adequada para o nível de equipamentos) seja R$ 1.390 mais cara do que o ZR-V Touring.

Motorização:

A Honda oferece o ZR-V somente com o motor 2.0 aspirado. É uma evolução do propulsor que equipava o Civic G10, e tem melhorias como o duplo comando de válvulas.

Mesmo assim, ele entrega 161 cv e 19,1 kgfm apenas com gasolina, já que não há tecnologia bicombustível - é o único não flex, o que pode ser uma desvantagem para alguns. Apesar de ter um desempenho satisfatório na cidade, o SUV sente um pouco a falta de fôlego na estrada, especialmente quando carregado.

Assim, o ZR-V perde para seus rivais. O Corolla Cross, por exemplo, também tem um motor 2.0 aspirado, mas flex, e rende até 177 cv e 21,4 kgfm.

Já o Compass leva ampla vantagem nos números com o motor 1.3 turbo de até 185 cv e 27,5 kgfm. Além disso, o SUV da Jeep ainda oferece a motorização 2.0 turbodiesel de 170 cv, bem como opção de tração 4x4.

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