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Renault Kwid: carro mais barato do País custa R$ 60 mil: vale o que cobram?

José Antonio Leme

do UOL, em São Paulo (SP)

29/03/2022 04h00

A disputa pelo título de carro mais barato do Brasil já foi mais importante e acirrada. Com cada vez menos postulantes ao posto, hoje o trono está com o Renault Kwid, um pouco mais barato do que o Fiat Mobi.

Além disso, atualmente ter o menor preço já não significa ser realmente barato: o veículo mais em conta do País está na casa dos R$ 60 mil, ou R$ 59.080, para ser exato, na versão de entrada Zen.

Nessa configuração, que costumava ser a intermediária até o ano passado, a expressão "pé de boi" não se aplica - afinal, o subcompacto está longe de ser "pelado" e recentemente ganhou itens de segurança.

UOL Carros avaliou o carro mais barato do Brasil para entender se, custando R$ 60 mil o Renault Kwid vale a pena como opção para sua garagem.

Renault Kwid Zen

Preço

R$ 59.080
Carros
2,9 /5
ENTENDA AS NOTAS DA REDAÇÃO

4,0

3,0

2,0

3,0

2,0

3,0

3,0

Pontos Positivos

  • Lista de equipamentos
  • Economia

Pontos Negativos

  • Espaço
  • Preço

Veredito

Apesar de em uma conta rápida realmente fazer sentido que o Kwid custe quanto custa já na versão de entrada, é preciso lembrar que o poder de compra do brasileiro médio não acompanhar a evolução do preço de um carro que já custou menos de R$ 30 mil. Mas é preciso dizer que o essencial para um carro ser bom no dia a dia está presente já no Zen.

DESIGN E ESPAÇO INTERNO

Em termos de design é onde o Kwid de entrada mais perde. O modelo tem as antigas calotas com desenho de rodas de liga leve usadas anteriormente, mas agora com um acabamento escurecido.

A frente é a mesma das demais versões com o conjunto principal ficando para as luzes diurnas de LEDs e os faróis halógenos abaixo. A diferença é o acabamento mais simples, sem cromados na grade, por exemplo.

Nas laterais, o carro perde o "borrachão" das portas e fica só aquela moldura, sem proteção na parte inferior. Capa dos espelhos deixam de vir com acabamento preto brilhante e as maçanetas não são na cor da carroceria.

Por dentro, o estilo mais frugal continua firme também. O volante é mais simples e deixa de contar com detalhes cromados, os bancos são os mesmos, mas com uma padronagem diferente.

No que concerne ao espaço interno nada muda. Para o uso urbano, o Kwid leva bem quatro adultos, mas nada que seja muito confortável para encarar longos trechos e viagens distantes, especialmente para quem vai atrás.

Apesar do teto alto, o espaço para os joelhos e os ombros é reduzido e pessoas muito grandes e largas ficam mais próximas do que gostariam dentro do compacto.

Os bancos dianteiros, para serem equivalentes ao tamanho do carro são estreitos no assento e para pessoas grandes cansam rapidamente após trechos mais longos por isso, apesar disso, são firmes.

Imagem: Divulgação

CONSUMO E DESEMPENHO

O conjunto mecânico da versão Zen é o mesmo das demais opções mais completas. É o motor 1.0 de três cilindros, flex, com 12 válvulas que passou por algumas melhorias e nova calibragem junto da mudança de ano-modelo para a linha 2023.

Agora esse propulsor rende até 71 cv e 10 mkgf com etanol e 68 cv e 9,4 mkgf com gasolina. É uma diferença pequena que na prática não gera muita mudança, mas o carro manteve o que já tinha: agilidade e economia.

Na cidade, o carro se destaca pela agilidade. Como é leve, sai rápido nas arrancadas e tem um escalonamento no câmbio de cinco marchas que o deixa esperto entre as trocas.

Em ciclo rodoviário, o Kwid sofre um pouco. Não tanto para manter a velocidade, mas sim para lidar com o deslocamento de ar que tira o carro da posição. Leve e compacto, é facilmente uma presa dos caminhões que passam na faixa ao lado ou do vento lateral.

Claro, com carro cheio e malas, o comportamento já fica comprometido, mas no uso simples, com até duas pessoas, ele ainda deslancha e também mantém o bom consumo.

Os números divulgados na cidade são de 10,8 km/l com etanol e 15,3 km/l com gasolina. Já na estrada é 11 km/l com etanol e 15,7 km/l com gasolina. Esses dados são fornecidos com aval do Inmetro.

Mas na vida real, dependendo do modo de conduzir é possível superar esses dados ou até fazer um consumo muito pior, vale reforçar. Por isso, inclusive, ele tem o indicador de troca de marcha, que ajuda a encontrar o melhor momento de realizar a troca e manter o carro dentro da faixa de rendimento de economia.

Como nas demais versões, na Zen, o Kwid tem antes de tudo um acerto direcionado ao conforto e tentar mitigar o piso ruim encontrado no Brasil, por isso o carro balança consideravelmente nas curvas.

Imagem: Divulgação

EQUIPAMENTOS E SEGURANÇA

Aqui começa a ficar interessante a proposta do Kwid. Apesar de ser um carro de entrada, o preço dos quase R$ 60 mil começa a ser justificado.

Ele vem com direção elétrica, vidros dianteiros e travas elétricas e alarme. Ele também tem o novo painel todo digital que está presente nas demais versões do Kwid e que tem um computador de bordo bem completo.

Já nessa versão, o Kwid tem start&stop que pode ser desligado, ar-condicionado, alerta sonoro de cinto de segurança e assistente de partida em rampa.

Completa o pacote o controle de tração e estabilidade de série e quatro airbags, além do sistema de rádio com entrada USB e auxiliar, além de conexão Bluetooth.

Coisas que já foram opcionais nos carros mais básicos do País, como limpador e desembaçador traseiro se tornaram quase inócuos na lista.

Imagem: Divulgação

MERCADO

Não há mais espaço para carros pelados de verdade no mercado. Seja por obrigações de lei, seja porque mesmo o consumidor que precisa de um "meio de transporte" sabe que alguns pequenos itens são inegociáveis.

A Renault também se baseou nos primeiros anos do Kwid para entender o mercado e ver o que o cliente queria. Se antes era uma versão mais pelada ainda, a Life, que nem direção com assistência oferecia, ela viu ao fim do ciclo do modelo, antes da reestilização, que ela não representada nem 1% das vendas. E, aparentemente, contra fatos não há argumentos.

Imagem: Divulgação
Mecânica
  • Motorização

  • 1.0, 3 cil., 12V

  • Combustível

  • Etanol / Gasolina

  • Potência (cv)

  • 71 cv @ 5.500 rpm (etanol) / 68 cv @ 5.500 rpm (gasolina)

  • Torque (kgf.m)

  • 10,0 kgfm @ 4.250 (etanol) / 9,4 kgfm @ 4.250 (gasolina)

  • Aceleração de 0 a 100 (segundos) (km/h)

  • 13,2 s (etanol) / 13,5 s (gasolina)

  • Velocidade máxima (km/h)

  • N/D

  • Consumo cidade (km/l)

  • 10,8 etanol / 15,3 gasolina

  • Consumo estrada (km/l)

  • 11,0 etanol / 15,7 gasolina

  • Câmbio

  • Manual 5 velocidades

  • Tração

  • Dianteira

  • Direção

  • Elétrica

  • Suspensão Dianteira

  • Independente, McPherson

  • Suspensão Traseira

  • Eixo de torção

  • Freios Dianteiros

  • Discos ventilados

  • Freios Traseiros

  • Tambores

Pneus e Rodas
  • Pneus

  • 165/70 R14

  • Rodas

  • 14 polegadas

Dimensões
  • Altura (mm)

  • 1.479 mm

  • Comprimento (mm)

  • 3.680 mm

  • Entre-eixos (mm)

  • 2.423 mm

  • Largura (mm)

  • 1.579 mm

  • Ocupantes

  • 5

  • Peso (kg)

  • 818 kg

  • Porta-malas (L)

  • 290 litros

  • Tanque (L)

  • 38

Preço das Revisões, Seguro e Garantia
  • 10.000 km

  • R$ 451,70

  • 20.000 km

  • R$ 511,21

  • 30.000 km

  • R$ 511,21

  • 40.000 km

  • R$ 862,34

  • 50.000 km

  • R$ 570,72

  • 60.000 km

  • R$ 821,61

  • Garantia

  • 3 anos

Equipamentos
  • Airbags Motorista

  • Airbags Passageiro

  • Airbags Laterais

  • Controle de Estabilidade

  • Controle de Tração

  • Freios ABS

  • Ar-Condicionado

  • Travas Elétricas

  • Ar Quente

  • Vidros Elétricos Dianteiros

  • Rádio FM/AM

  • Entrada USB

  • Entrada Auxiliar

  • Desembaçador Traseiro

  • Computador de Bordo

  • Sensor de pressão dos pneus

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