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Novo Mercedes C200 capricha na conectividade e não desaponta no desempenho

Rafaela Borges

Colaboração para o UOL

27/01/2022 04h00

A nova geração do Mercedes-Benz Classe C acaba de chegar às concessionárias do Brasil. Após avaliar a versão topo de linha, C300 (R$ 399.900), UOL Carros mostra todos os detalhes da configuração mais simples do modelo alemão, a C200. Essa opção do sedã de luxo é tabelada em R$ 349.900.

O C200 traz o novo motor 1.5 turbo de 208 cv e conta com sistema híbrido leve que, além de auxiliar na redução do consumo, oferece potência e torque extras ao carro. Mas não é apenas essa a diferença ante o C300, que vem com o 2.0 de 258 cv. Há alguns itens tecnológicos a menos, embora o principal já esteja na versão de entrada, que traz um pacote bem completo.

Será que é o suficiente para incomodar seus principais rivais no mercado de luxo? Confira a resposta na avaliação abaixo.

Mercedes-Benz C200

Preço

R$ 349.900
Carros
4,3 /5
ENTENDA AS NOTAS DA REDAÇÃO

4,0

5,0

4,0

4,0

4,0

4,0

5,0

Pontos Positivos

  • Acabamento
  • Conectividade

Pontos Negativos

  • Preço
  • Porta-malas com abertura manual

Veredito

A nova geração do Classe C demorou bastante a chegar, mas veio com um pacote de tecnologia que merece aplausos e uma aposta alta em conectividade e soluções intuitivas para a cabine. O carro é bem recheado nas duas versões. O problema é que o líder Série 3 não fica atrás na maior parte dos quesitos, e custa menos. A missão do Mercedes não será fácil, mas os fãs da marca com certeza receberão muito bem o renovado sedã. A liderança do mercado de luxo está no horizonte? Improvável, até pela maior diversidade de versões e preços do atual primeiro colocado. Mas não impossível.

Design

Assim como o C300, o C200 traz pacote visual AMG Line. O destaque fica por conta dos pontos brilhantes na grade frontal, que traz a estrela da Mercedes entre barras cromadas. Os faróis são full-LEDs, mas não têm a tecnologia antiofuscamento da versão de topo.

O capô ficou mais longo que o do modelo anterior e traz vincos que deixam o visual mais imponente. As rodas de 18" têm um arco interno para melhorar a aerodinâmica, além de assinatura AMG (divisão esportiva da montadora alemã). De acordo com a Mercedes-Benz, o coeficiente de arrasto é de 0,24.

Atrás, há a inscrição C200, identificando a versão de entrada, e duas saídas de escape falsas - são apenas molduras cromadas. As lanternas projetam-se pela tampa do porta-malas e são entrecortadas pelo componente.

Por dentro, as portas trazem revestimento de couro, alumínio e Black Piano. O acabamento é impecável, e bem semelhante ao do C300, que acaba se destacando por ter mais opções de cores no interior. Os bancos largos e com bom suporte lateral trazem ajustes elétricos para motorista e passageiro dianteiro. Os botões para comandá-lo, nas portas, vêm com um novo acabamento.

O volante esportivo é revestido com combinação de couro convencional e perfurado. Já os painéis são de trama metalizada, cuja aparência tem certa semelhança com fibra de carbono - e também com o alumínio usado no 330e, versão de topo do Série 3. No C300, esse material também está presente no console central, que no C200 é de Black Piano.

Espaço e tecnologia

Imagem: Divulgação

O Classe C cresceu 6,5 cm no comprimento, que é de 4,75 m. Também está 1,2 cm mais largo (1,82 m) e ganhou 2,5 cm na distância entre os eixos (2,87 m). No banco de trás, há bom espaço para as duas pessoas. O passageiro do centro fica com as pernas mal acomodadas, pois o túnel central é alto.

Há saídas de ar para quem vai atrás, mas sem ajustes individuais de temperatura, velocidade e direcionamento, como no C300, que tem quatro zonas de temperatura (no C200, há só duas, comandadas na frente). A turma do banco de trás tem de usar as entradas USB do tipo C que estão no porta-objetos do console central para recarregar seus aparelhos eletrônicos.

Já na parte de baixo do painel central, acima do console, há mais uma entrada USB e um carregador sem fio, para os ocupantes da frente. Quanto ao porta-malas, são 455 litros de capacidade. Não há vincos que atrapalhem a acomodação de bagagem.

Dá para levar, por exemplo, duas malas médias (23 kg) e três pequenas (15 kg), e ainda sobre espaço para bagagens mais flexíveis, como mochilas. O ponto negativo é que a tampa do compartimento não tem abertura elétrica.

O C200 vem com assistências como controlador de velocidade adaptativo, frenagem autônoma de emergência e auxílio ao estacionamento. Ante o C300, perdeu as câmeras 360. Há somente a traseira, com excelentes nitidez e resolução.

O painel de instrumentos virtual é projetado em tela suspensa de 12,3", tem sete opções de personalização e ficou bem mais fácil de usar que no Classe C anterior. Também intuitiva e rápida é a central multimídia. O monitor vertical de 11,9" é inclinado e fica levemente voltado ao motorista, em um ângulo de 6 graus.

O C200 vem ainda com sistema de iluminação personalizável na cabine. Dá para iluminar painéis, portas e até as saídas de ar-condicionado com até 64 cores, e ainda há a possibilidade de combinar esses tons.

O "Hi, Mercedes", que usa inteligência artificial no comando de voz, ficou mais rápido para atender aos comandos. Já a conexão com smartphones via Android Auto e Apple CarPlay agora é sem fio.

Desempenho

Imagem: Divulgação

O C200 é 1,3 segundos mais lento que o C300 no 0 a 100 km/h, mas não desaponta. Se a razão de compra é a força de acelerar, a versão de entrada tem um ótimo argumento para você economizar R$ 50 mil. De acordo com a Mercedes-Benz, o sedã cumpre a missão de atingir 100 km/h em 7,3 segundos, partindo da imobilidade.

O carro responde ao acelerador com muita agilidade mesmo no modo confortável de condução, e garante boa emoção no mais esportivo, o Sport Plus. Além dos 208 cv de potência, o sedã ganha 20 cv de auxílio do pequeno motor elétrico, alimentado por bateria de 48V.

O torque do motor 1.5 surpreende: são 30,5 mkgf. O elétrico entrega 20 mkgf adicionais na hora de acelerar, deixando o C200 empolgante. O câmbio é automático de nove marchas e a tração, traseira.

A linha Classe C, nas duas versões, traz uma suspensão "Comfort" ao mercado brasileiro, que prioriza o conforto ao rodar. A absorção de impactos contra pisos imperfeitos é um destaque, mas o sistema não desaponta em curvas, como ocorre com alguns modelos que investem no rodar macio.

Não há aquela famosa pegada esportiva do Série 3, mas o Classe C também entrega prazer ao volante. Para aumentar essa sensação, em estradas cheias de curvas e em alta velocidade, o ideal é usar o modo Sport Plus de condução, que deixa a direção mais pesada e com respostas mais precisas.

Mercado

Imagem: Divulgação

Rival de Audi A4 e BMW Série 3, o Mercedes renovado chega para estabelecer um confronto direto com o segundo modelo, que é líder do segmento de luxo. E a maior parte das vendas é comandada pela configuração que concorre diretamente com a C200, a 320i.

Ante o BMW, o Mercedes-Benz leva grande desvantagem em preço. Mas isso ocorre porque o Série 3 tem três catálogos na opção 320i, o mais barato deles a R$ 298.950 (mais de R$ 50 mil de diferença). Só que o concorrente direto do C200, com pacote semelhante de tecnologia e equipamentos, é o 320i M Sport, por R$ 338.950.

Os menos de R$ 11 mil de diferença não são assim tão significativos para os clientes do segmento. E até surpreendem positivamente. Os últimos lançamentos da Mercedes-Benz, como o GLA, foram posicionados em uma faixa bem superior à da concorrência.

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