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Compass a diesel vira versão para quem precisa de autonomia e tração 4x4

Rafaela Borges

Colaboração para o UOL

25/08/2021 04h00

Assim como a versão flex, que recebeu o novo motor 1.3 turbo, a opção a diesel do Jeep Compass também ganhou alterações. Há leve reestilização e mais tecnologia. O conjunto mecânico, no entanto, não mudou.

A versão a diesel mantém o 2.0 turbo de 170 cv. A expectativa é que este propulsor ganhe potência extra com o Jeep Commander, modelo de sete lugares da marca que será feito em Goiana (PE) e está chegando às concessionárias. As pré-vendas começam nesta quinta-feira (26).

O Compass 2022 a diesel está à venda em três versões. A Longitude tem preço inicial de R$ 206.990. Limited e Trailhawk saem por R$ 226.990 iniciais. Esses valores são válidos para todo o Brasil, com exceção do Estado de São Paulo, onde o SUV é mais caro - por causa da carga tributária mais alta.

A versão avaliada foi a Longitude com pacote 80 anos, que acrescenta R$ 8 mil ao valor do carro. O preço vai a R$ 214.990. Esse kit inclui detalhes visuais como rodas escurecidas (têm 18"), logotipos comemorativos na lateral e na traseira (o desenho de um jipe com a inscrição 80th).

Além disso, há itens como central multimídia com tela de 10" e pacote de conectividade, retrovisores externos retráteis e assistência às manobras de estacionamento (Park Assist). O exemplar avaliado estava equipado com teto solar panorâmico, que no lançamento era um opcional na versão Longitude.

Porém, no configurador da Jeep, essa opção não está mais disponível. A suspensão da oferta do teto solar é temporária, e consequência da falta de insumos para a produção de carros, que afeta toda a indústria.

Jeep Compass Longitude diesel

Preço

R$ 214.990
Carros
3,7 /5
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3,0

4,0

5,0

3,0

4,0

3,0

4,0

Pontos Positivos

  • Autonomia
  • Dirigibilidade

Pontos Negativos

  • Ausência de painel virtual
  • Ajustes manuais do banco do motorista

Veredito

A autonomia garantida pelo motor a diesel é um apelo e tanto para quem costuma fazer longas viagens. A cada tanque de combustível, o Compass 2.0 tem capacidade de rodar pelo menos 200 km a mais que o 1.3 na estrada. Mas, se você não é um viajante constante ou se só pega estrada para rodar aqueles 150 km até o campo ou a praia, o Jeep a diesel deixou de valer a pena. Agora tão ou mais ágil, a opção flex Longitude é R$ 44 mil mais em conta que a 2.0 equivalente. Isso com o mesmo nível de equipamentos. Ao perder os clientes que o compravam visando apenas o desempenho, o Compass a diesel deve perder também participação na linha.

Imagem: Rafaela Borges/UOL

Design e espaço

O visual do modelo mudou pouco. Na frente, a grade tem novos detalhes, como o contorno na cor grafite. Os faróis são de LEDs, e há auxiliares na parte de baixo. O carro tem sensores de estacionamento na dianteira, inclusive nas extremidades laterais.

Atrás, além do logotipo com o nome da versão, há também a inscrição TD350, em referência ao motor turbodiesel e ao torque que ele oferece - 350 Nm, equivalente a 35,7 mkgf.

O Compass tem 4,40 metros de comprimento e 2,63 m de entre-eixos. A maioria dos concorrentes é mais generosa nessa medida, mas o espaço para quem vai atrás no Jeep não deixa a desejar. Pernas e cabeças ficam bem acomodadas até no caso de ocupantes muito altos.

Além disso, apesar de o assoalho não ser plano, o túnel central não é muito elevado. Quem viaja no meio não fica com as pernas para cima. Há saídas de ar para os passageiros de trás e uma entrada USB do tipo A.

Por dentro, o volante é novo, com a inscrição Jeep no centro. Os bancos revestidos de couro perfurado estão no pacote 80 anos. Eles têm ajustes manuais - o elétrico não está disponível nem mesmo como opcional.

O acabamento é bem feito, com materiais emborrachados e macios ao toque, além de muito bem encaixados. O painel de instrumentos, por sua vez, é analógico. O virtual personalizável só é oferecido nas versões mais caras.

O porta-malas tem 471 litros, ante os 410 l declarados até a linha 2021 do Compass. A marca mudou a maneira de fazer a medição. Porém, na prática, mesmo sem mudanças no compartimento, conseguiu oferecer melhor aproveitamento do espaço. Agora, cabe mais bagagem do que antes.

Imagem: Rafaela Borges/UOL

Equipamentos

Um dos destaques do novo Compass é a câmera de ré, com imagens muito nítidas e em altíssima resolução. É uma das melhores do mercado - até quando comparada às de modelos de luxo. Além disso, promove dois modos de visualização - um deles fecha a imagem bem abaixo do carro, para evitar pontos cegos.

O Compass recebeu também carregador de celular e mais entradas USB. Além da traseira, na dianteira há uma do tipo A e outra do tipo C. O ar-condicionado tem duas zonas de temperatura, com comandos diretos no painel central ou na própria tela multimídia.

O navegador GPS tem mapa em alta resolução e conexão com o tráfego. Para essa função, a internet é gratuita. Há também a possibilidade de transformar o carro em um roteador Wi-Fi. Nesse caso, a internet é paga, com planos a partir de R$ 40 ao mês - a fornecedora é a Tim.

A central multimídia é sensível ao toque e personalizável, com possibilidade de adicionar várias telas. Em cada uma delas, o proprietário escolhe quais informações quer ver projetadas - mapa, dados do telefone ou do sistema de ar-condicionado, entre outros.

A tração 4x4 é por demanda. Porém, há a possibilidade de travar o sistema em 50% na frente e 50% atrás, e uma função que trabalha nas marchas para fazer o papel de reduzida. Há ainda controle automático para descidas.

Imagem: Rafaela Borges/UOL

Desempenho

Até a linha 2021, muitos consumidores procuravam o Compass a diesel pelo desempenho, já que a antiga versão 2.0 flexível não se destacava pela agilidade. Isso agora mudou, pois o novo motor 1.3 turbo flex deixou a versão que pode rodar com álcool e gasolina bastante ágil, além de ter gerado uma melhoria no consumo de combustível.

Agora, o cliente que procura o Compass a diesel deverá ser aquele em busca de tração 4x4 - o 1.3 flex é 4x2 - e ampla autonomia. Dependendo da maneira de condução e do tipo de uso, o SUV é capaz de ultrapassar os 800 km a cada reabastecimento - o tanque tem 60 litros.

Com 170 cv, 15 cv a menos que o Compass 1.3 turbo, a versão turbodiesel é cerca de um segundo lenta que a flex no 0 a 100 km/h, de acordo com dados da fabricante. A missão é cumprida em 10,7 segundos.

Porém, quando o assunto é retomada de velocidade, a versão a diesel é tão eficiente quanto a flex. Para transpor subidas e fazer ultrapassagens, o torque de 37,5 mkgf a apenas 1.750 rpm fala alto.

O rápido câmbio automático de nove velocidades ajuda o Compass turbodiesel a ter boa agilidade em situações do dia a dia. Outro destaque fica por conta das respostas da direção, que ganhou nova ajuste e tem reações melhores na linha 2022 do carro.

Em alta velocidade, a direção tem o peso ideal para entregar muita precisão em curvas e mudanças de trajetória. Junto com as suspensões independentes, faz um bom trabalho para garantir ao Compass ótima agilidade.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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