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Com alegorias improvisadas, garis criam ala própria e agitam público

Bernardo Barbosa

Do UOL, em São Paulo

26/02/2017 00h07

Sempre ao fim do desfile de cada escola, uma equipe de limpeza da Prefeitura vem munida de vassouras e caminhões para deixar tudo como novo para a agremiação seguinte. Mas neste sábado, ao fim do desfile da Mancha Verde, o processo teve uma cor a mais.

O brilho que é tirado do chão pelos garis desta vez estava nos corpos de quatro deles, que cruzaram a avenida com alegorias improvisadas. Dois homens e duas mulheres: eles, de coletes dourados; elas, de saias verdes, como se fossem casais de mestre-sala e porta-bandeira.
 
Sorridente, o quarteto rodopiou e sambou de ponta a ponta da avenida. Eles não serão avaliados pelos jurados, mas o júri popular das arquibancadas aprovou: aplausos e vibração em tom de nota 10.
 
Uma das "passistas" da ala dos garis é Ester Philipidis, na profissão há três anos e no segundo ano de sambódromo. "Ano passado eu fiz a mesma coisa, mas de roupa normal [uniforme]", disse.
 
A ideia de colocar garis para desfilar veio da Inova, concessionária de limpeza urbana que atua em parte da cidade. Segundo funcionários da empresa presentes no Anhembi, as fantasias usadas pelos garis foram desenhadas e fabricadas por uma estagiária da companhia. Os garis que entram na avenida para sambar ao fim de cada desfile são escolhidos na hora, mas Ester conta que pede para ir sempre. "Eu amo isso. Você tem que fazer as coisas com amor. O pessoal sente", disse, referindo-se aos aplausos da plateia.

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