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Ex-presidente Lula foi homenageado na festa de assinatura do contrato do Corinthians com a Odebrecht

Ex-presidente Lula foi homenageado na festa de assinatura do contrato do Corinthians com a Odebrecht

04/09/2011 - 07h01

Após firmar contrato, empréstimo, dutos de óleo e selo verde são os desafios do Itaquerão

Vinícius Segalla
Em São Paulo

Após ter assinado no último sábado o contrato com a empreiteira Odebrecht para a construção de seu estádio, o Corinthians ainda tem três desafios para viabilizar em definitivo o Itaquerão como a arena que receberá a partida de abertura da Copa do Mundo de 2014.

É preciso, ainda, obter o financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), fazer a transposição dos dutos de óleo combustível da Petrobras que passam pelo terreno e contratar uma empresa certificadora que forneça o "selo verde à construção", obrigatório para receber o dinheiro do banco estatal.

O empréstimo junto ao BNDES não será feito pelo Corinthians. Segundo exigência da instituição pública, o financiamento será direcionado a um outro banco, que assumirá a responsabilidade de pagamento junto ao BNDES e fará um contrato próprio com o Corinthians. O clube paulista ainda busca este banco. "Estamos em negociação com mais de uma instituição. É um contrato delicado, nossa relação com esta instituição vai durar 12 anos, mas até o final do ano tudo estará resolvido", afirma Luis Paulo Rosemberg, diretor de marketing do Corinthians.

OBRAS A TODO VAPOR

  • Divulgação

    Enquanto são definidos os pontos finais para viabilizar a abertura da Copa no Itaquerão, as obras seguem sem interrupção. Objetivo do clube paulista é entregar o estádio até o início de 2014

A obra da nova arena corintiana custará R$ 820 milhões e terá capacidade fixa de 45 mil lugares. Outros 20 mil lugares removíveis serão patrocinados pelo Governo do Estado a um custo aproximado de R$ 70 milhões, e isso deixaria o estádio em condição de abrir a Copa 2014. O financiamento do BNDES deverá colocar R$ 400 milhões no caixa da empresa SPE, formada pela Odebrecht e o clube para gerenciar todo o processo financeiro. Mas o prazo para pedir esse dinheiro ao banco de fomento expira em 31 de dezembro.

Já a questão dos dutos da Petrobras é mais política do que técnica. A estatal brasileira tem dois oleodutos passando no terreno do Itaquerão que precisam ser removidos para a obra ser concluída. Odebrecht e Corinthians vêm evitando se comprometer com o pagamento da transposição.

Em nota oficial, a Petrobras, por sua vez, informa que já obteve todas as licenças necessárias para viabilizar o reposicionamento dos dutos e aguarda uma definição dos empreendedores do estádio a respeito do investimento necessário para as obras. O custo estimado pela empresa na operação é de R$ 30 milhões. A empresa estatal diz ainda que é possível realizar a remoção dos dutos durante a construção do estádio. Ou seja, não é necessário que se remova primeiro esses equipamentos para só então começar a erguer o Itaquerão.

  Por fim, a questão do "selo verde". Para que o BNDES comece a liberar as parcelas do financiamento, é preciso que o Corinthians tenha entrado com um pedido de certificação de sustentabilidade e responsabilidade ambiental da obra junto a uma entidade certificadora.

 

Dos dez estádios que planejam contar com a linha de financiamento do banco estatal, apenas o do time paulista ainda não deu entrada com este pedido. Para Felipe Faria, gerente de relações institucionais do Green Building Council Brasil (GBC), grupo procurado pelas outras nove arenas para gerir o processo de certificação, a demora do Corinthians em dar início ao processo é preocupante. "O problema é que uma das condições para se obter o selo é a criação de um sistema de controle de proteção contra sedimentação e erosão do terreno, que deve ser implantado na fase de terraplenagem da obra", alerta.

Já para o diretor de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosemberg, "esta é uma questão meramente burocrática. Nossa obra tem preocupações ambientais e ecológicas desde o início, não teremos dificuldades para obter o selo".

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