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Operários trabalham em esplanada de 80 mil metros quadrados em torno do Mineirão

Operários trabalham em esplanada de 80 mil metros quadrados em torno do Mineirão

16/11/2011 - 06h01

Gasto federal com obras de mobilidade da Copa sobe R$ 107 milhões e chega a R$ 7,9 bilhões

Vinícius Segalla
Em São Paulo

O Ministério do Esporte atualizou na semana passada a tabela de investimentos do governo federal (via Caixa Econômica Federal e BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) nas obras de mobilidade urbana das cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014, aumentando a previsão de seus gastos em R$ 107 milhões.

DINHEIRO FEDERAL NAS OBRAS DE MOBILIDADE DA COPA (EM R$ MILHÕES)

Cidade

Investimento federal

Rio de Janeiro (RJ)

1.179

São Paulo (SP)

1.082

Belo Horizonte (MG)

1.023,3

Manaus (AM)

800

Recife (PE)

675,1

Cuiabá (MT)

561,7

Salvador (BA)

542

Porto Alegre (RS)

484,4

Curtiba (PR)

441

Fortaleza (CE)

409,8

Brasília (DF)

361

Natal (RN)

361

TOTAL

7.920,3

  • Fonte: ministério do Esporte

Agora, o governo prevê injetar R$ 7,92 bilhões em obras de mobilidade urbana nos 12 municípios que receberão os jogos do torneio mundial de futebol. O montante irá financiar obras como construção de linhas de monotrilho, alças de acesso em avenidas e prolongamento e criação de vias urbanas.

Na atualização, foram incluídas a adequação viária e as obras de acesso à Arena Pantanal, em Cuiabá (MT), com previsão de término em março de 2013. O valor total do empreendimento é de R$ 146 milhões, sendo R$ 107 milhões de investimento federal, via BNDES, e o restante em contrapartida do município.

No mesmo documento, na obra do monotrilho de São Paulo, que vai ligar o aeroporto de Congonhas ao estádio do Morumbi, que não será utilizado na Copa, a contrapartida do governo estadual caiu de R$ 2,02 bilhões para R$ 799,5 milhões. O investimento total na obra sofreu queda significativa: de R$ 3,1 bilhões para R$ 1,8 bilhão. A previsão de conclusão é maio de 2014.

A soma de R$ 7,92 bilhões não inclui os investimentos federais com ampliação de portos e aeroportos e com a construção dos estádios de futebol que serão utilizados na Copa. Também não entra na conta os valores emprestados pelo BNDES a grupos hoteleiros que têm projetos de ampliação de seus negócios para atender à demanda turística que será gerada pelo evento da Fifa.

Para os estádios, o BNDES reservou R$ 4,8 bilhões, sendo R$ 400 milhões para cada uma das 12 sedes, através do programa BNDES ProCopa Arenas. Já as redes hoteleiras tem à disposição R$ 1 bilhão, sendo que R$ 220 milhões já estão comprometidos, a maior parte deles sendo destinada à reforma do hotel Glória, de propriedade do empresário Eike Batista.

A base de cálculo dos custos do governo federal em obras de mobilidade urbana é a chamada Matriz de Responsabilidades, documento assinado em 13 de janeiro de 2010 pelo então ministro do Esporte, Orlando Silva, e por 11 prefeitos e 12 governadores (Brasília, uma das cidades-sede, não tem prefeito).

Obras para a Copa de 2014
Obras para a Copa de 2014

A peça define as responsabilidades de cada ente federativo na preparação do evento nessas áreas. A Matriz de Responsabilidades trata das áreas prioritárias de infraestrutura das cidades que irão receber os jogos da Copa.

O instrumento tem o objetivo de definir as atribuições de cada um dos signatários (União, Estado, Distrito Federal ou município) para a execução das medidas conjuntas e projetos considerados imprescindíveis para a realização da Copa de 2014.

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