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Produtos piratas, como estes, não poderão ser comercializados próximo aos estádios

Produtos piratas, como estes, não poderão ser comercializados próximo aos estádios

14/11/2011 - 12h19

Medida da Fifa faz com que comércio perto dos estádios da Copa deixe de lucrar

Do UOL Esporte
Em São Paulo

Quem tem comércio perto de umas das arenas que receberão jogos da Copa do Mundo de 2014 já pode começar a se preocupar. Se pensou que poderia lucrar com alto fluxo turístico se enganou. Como parte das exigências impostas pela Fifa, o comércio nas proximidades dos estádios será proibido, ficando restrito às lojas oficiais e patrocinadores do Mundial.

De acordo com a Lei Geral da Copa, cabe às cidades-sede definirem o tamanho dessa zona de exclusão, como foi denominado o artigo 11 do projeto que está em tramitação na Câmara. No entanto, estima-se que a solicitação da Fifa seja para comandar uma área de cerca de dois quilômetros ao redor das arenas.

Com a medida, a Fifa pretende evitar que grandes marcas, principalmente de concorrentes de seus patrocinadores, se aproveitem do evento para aumentar seus ganhos.

Preocupados, representantes de entidades ligadas ao comércio e serviços pedem solução ao Congresso, como informou o Estado de S. Paulo nesta segunda-feira. A ideia é que os lojistas não tenham de fechar as portas, ou então, que recebam uma indenização pelo tempo em que deixarão de lucrar.

Para se ter uma ideia, estudos realizados na Arena das Dunas, em Natal, indicam que cerca de 80 vias públicas seriam atingidas pela zona de exclusão. Nessas ruas, além do comércio, que também afeta o vendedor ambulante, a norma também proibiria as publicidades. Assim, qualquer anúncio que não seja dos patrocinadores oficiais teria que ser retirado ou coberto.

A discussão deve se arrastar ainda por muito tempo até que Fifa e lojistas sintam-se beneficiados com o que for decidido. Na última Copa do Mundo, na África do Sul, as regras de restrição de comércio e publicidade próximo aos estádios só foram definidas menos de um ano antes do início da competição. Se o prazo se repetir, só devemos ter uma definição em 2013.

Se comércio pode ser prejudicado, os cofres das cidades sofrerão um grande impacto econômico. De acordo com um estudo feito pela consultoria SportBusiness, São Paulo será a cidade com maior movimentação financeira, cerca de R$ 12 bilhões. O número representa 30% a mais do que o fluxo no Rio de Janeiro, que abrigará a final da Copa do Mundo.

A pesquisa revela ainda que Brasília é a terceira em possibilidades de lucro, chegando a R$ 4 bilhões, enquanto Curitiba, Cuiabá e Natal sofrerão um impacto de R$ 2 bilhões. Porto Alegre é a única que terá um fluxo abaixo desse valor.

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