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  • Mineirão faz 46 anos com orquestra e bolo e recebe visita de engenheiro-chefe da construção
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01/09/2011 - 16h00

Mineirão faz 46 anos com orquestra e bolo e recebe visita de engenheiro-chefe da construção

Do UOL Esporte
Em São Paulo
  • Obras de construção do estádio Magalhães Pinto, o Mineirão, há 46 anos

    Obras de construção do estádio Magalhães Pinto, o Mineirão, há 46 anos

O estádio Magalhães Pinto, o Mineirão, completa 46 anos na próxima segunda-feira, dia 5 de setembro. Em meio às obras de modernização por que passa a arena de Belo Horizonte para receber os jogos da Copa do Mundo de 2014, a data será marcada por uma rápida solenidade após o almoço dos operários. Haverá bolo de aniversário, presença de autoridades e apresentação da Orquestra Sinfônica Sesiminas.  Após as comemorações, o trabalho recomeça, no ritmo acelerado para concluir a reforma até o fim de dezembro de 2012, a tempo para sediar a Copa das Confederações, em 2013.

Nesta quinta-feira, um personagem histórico da construção do estádio visitou as obras de reforma. Trata-se do engenheiro Ferdinando Leitão, 78 anos, chefe da equipe dos cerca de 1.200 operários que ergueram a arena, que à época podia receber 130 mil pessoas. Ele hoje divide seu tempo entre o escritório de engenharia do filho e a plantação de café em Manhuaçu.

Seu Leitão, como é conhecido, recorda que muitos temiam que o estádio fosse desabar a qualquer momento, uma vez que um futurólogo da época havia dado uma entrevista para um jornal local com seu prognóstico apocalíptico, um dia antes de sua inauguração. “Só o Gil (Gil Moreira de Abreu, outro engenheiro da obra) acreditava no Mineirão. A vida dele era conseguir dinheiro para o projeto. O governador Magalhães Pinto também não tinha fé de que a obra fosse para frente. Havia muita dificuldade financeira, mas não tínhamos nenhum problema com a técnica. No dia da inauguração, muita gente não foi assistir ao jogo da Seleção Mineira contra o River Plate porque acharam que a arquibancada fosse despencar. Mesmo assim, o estádio lotou. Me emocionei muito quando me deparei com aquele mar de gente. Chorei”, lembra Leitão.

HISTÓRIA VIVA

  • O engenheiro Ferdinando Leitão, que comandou as obras de construção do Magalhães Pinto

O engenheiro recorda também do teste de vibração da arquibancada. “Como não dispúnhamos de qualquer tipo de equipamento moderno, colocamos todos os operários, no dia do pagamento, em um setor da arquibancada e pedimos que pulassem. Eu tive que pular também”, conta.

Quando o senhor Leitão se juntou ao projeto, em 1963, estavam já prontas cerca de 90% das fundações da parte interna e a geral debaixo da arquibancada. Nenhuma estrutura havia sido levantada até então. Em maio de 1964, lembra, foi construído o primeiro de um total de 28 setores do estádio. “Fizemos os outros 27 setores, praticamente, em um ano”, conta Leitão.

No dia da inauguração, o senhor Leitão vestiu seu terno e gravata para participar da cerimônia, mas foi obrigado a se ausentar na hora da festa. “Naquele momento, houve uma explosão de uma bomba hidráulica e eu tive que sair correndo. Tirei paletó e gravata e fui consertar a bomba. Não pude participar do evento porque éramos nós que fazíamos tudo no estádio”. Após resolver o problema, correu para a parte mais alta. “Subi as escadas para ver o estádio cheio. Cheguei bem na hora em que o público aplaudia uma equipe de ginastas que fazia apresentação antes da partida inaugural. Aquele ruído das pessoas batendo palma me emocionou”, revela.

O secretário Extraordinário de Minas Gerais para a Copa, Sergio Barroso, conta que um dos locais a abrigar o acervo histórico do estádio será o futuro Museu do Futebol. “Esse espaço vai preservar a memória do Mineirão com todos os capítulos que marcaram a história do futebol mineiro e brasileiro”, diz.

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