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29/07/2011 - 07h00

Comitê da Copa diz atuar como escudo contra críticas à organização do Rio-2016

Bruno Freitas, Ricardo Perrone e Thales Calipo
No Rio de Janeiro

A raridade histórica de um país receber em um intervalo de dois anos os maiores eventos esportivos do planeta oferece, além da óbvia oportunidade de crescimento, um pacote de ônus a ser quitado. O Brasil corre com os preparativos para a Copa 2014 e ainda vê paralelamente a necessidade de agilidade estrutural para a Olimpíada do Rio em 2016. Neste quadro, os choques de interesses e os debates de responsabilidades entre as duas respectivas organizações vêm se tornando comuns.

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Tentando seduzir os mais de 600 jornalistas estrangeiros que estão no país para acompanhar o sorteio das Eliminatórias, prefeitura e governo distribuem benesses que vão de pedaços do Maracanã até guloseimas

Mais pressionado em relação aos colegas responsáveis pela Olimpíada, o Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014 enfrenta nesta semana o primeiro grande teste de exposição internacional com a semana de eventos do sorteio das eliminatórias, marcada pela visita de dirigentes e imprensa de todo o mundo. Em instante de evidência, os homens do Mundial brasileiro apontam para o conforto do Rio-2016 na condição de “segundo da fila” e sugerindo uma espécie de rixa.

“A Copa vem antes da Olimpíada, é discutida todos os dias, em telejornais, jornais. É natural que se fale mais de Copa do que de Olimpíada. Porque envolve todo o país, enquanto que a Olimpíada é setorizada no Rio”, disse Rodrigo Paiva, diretor de comunicações do Comitê Olímpico Local do Mundial em encontro com a mídia internacional no Rio na última quinta-feira.

“Por um lado sofremos mais, pela cobrança, por outro damos tranquilidade ao COB e ao comitê organizador para trabalhar, porque viramos um grande escudo para a Olimpíada”, concluiu o dirigente, em instante de desabafo diante de contestações sobre a capacidade brasileira na organização da Copa. 

Obras para a Copa de 2014
Obras para a Copa de 2014

Questionado por um jornalista estrangeiro, Paiva ainda desvinculou a organização da Copa da desapropriação de habitações no Rio, em processo que chegou a gerar críticas ao Brasil até em instâncias das Nações Unidas. “São áreas específicas dos Jogos Olímpicos”, declarou.

A coletiva de imprensa que teve Rodrigo Paiva sabatinado também contou com o discurso de Ilan Goldfajn, economista chefe do Itaú-Unibanco, parceiro do COL na organização da Copa. O executivo falou sobre os impactos econômicos do Mundial nas finanças do país, projetando que o evento eleve o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 1,5%.

Etapa simbólica na exposição do Brasil como organizador da Copa, a semana de eventos no Rio de Janeiro terá desfecho no sábado, quando os grupos das eliminatórias serão sorteados em um evento na Marina da Glória. A presidente Dilma Rousseff estará presente na cerimônia.

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