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Itaquerão terá incentivo fiscal; nesta sexta, novas imagens do projeto foram mostradas

Itaquerão terá incentivo fiscal; nesta sexta, novas imagens do projeto foram mostradas

01/07/2011 - 22h28

Câmara aprova incentivos ao Itaquerão, mas só libera se São Paulo abrir a Copa de 2014

Vinícius Segalla
Em São Paulo

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou na noite desta sexta-feira, em votação definitiva, o projeto de lei que cria isenções fiscais para a construção do futuro estádio do Corinthians, o Itaquerão, previsto para abrigar a abertura da Copa do Mundo de 2014. Por 39 votos a favor e 15 contra, os parlamentares aprovaram o pacote de até R$ 420 milhões em desconto de impostos.

VEJA QUEM VOTOU CONTRA

Abou Anni (PV)
Antônio Carlos Rodrigues (PR)
Adilson Amadeu (PTB)
Arselino Tatto (PT)
Attila Russomano (PP)
Aurélio Miguel (PR)
Aurélio Nomura (PV)
Carlos Neder (PT)
Chico Macena (PT)
Cláudio Fonseca (PPS)
Antônio Donato (PT)
José Ferreira (Zelão) (PT)
Marco Aurélio Cunha (DEM)
Sandra Tadeu (DEM)
Tião Farias (PSDB)

*Não votou: Celso Jatene (PTB)

Agora, o projeto segue para a sanção do prefeito Gilberto Kassab (PSD), que deve aprová-lo sem demora, já que o texto é de autoria da prefeitura, e só foi alterado por um substitutivo, proposto pela base governista. O substitutivo incluiu a obrigatoriedade de a abertura da Copa ser realizada em São Paulo para que os incentivos sejam liberados. Isso quer dizer que se, por qualquer motivo, a partida inicial da Copa não for em São Paulo, o Corinthians automaticamente perderá os incentivos.

O projeto substitutivo veio do Executivo municipal, mas foi inspirado pelas críticas de vereadores contrários ao texto original. Na última quarta-feira (29), o vereador Marco Aurélio Cunha (DEM), ex-dirigente do São Paulo, levantou a questão no plenário de votação, alegando que o projeto original trazia o risco de a prefeitura "patrocinar" um estádio para a abertura da Copa e, depois, ver a partida inicial ser realizada em outra cidade. "Tenho fontes que dizem que a preferência da Fifa é pela abertura da Copa em Belo Horizonte ou no Rio de Janeiro", disse o parlamentar.

Apesar de a renúncia fiscal do município de São Paulo ser de R$ 420 milhões, se a abertura da Copa for efetivamente realizada em São Paulo, o Corinthians acabará por arrecadar cerca de R$ 300 milhões. Isso porque o incentivo será concedido ao clube paulista através de créditos tributários. Para transformá-los em dinheiro vivo, o clube os venderá no mercado com deságio.

A votação, que entre discursos, contagens de presença e apartes durou três horas, seguiu o mesmo roteiro da sessão de quarta-feira (20/06), que aprovou em primeiro turno as isenções. Com a Câmara Municipal recebendo dezenas de jornalistas, os vereadores aproveitaram os holofotes para fazer política e declarar suas paixões futebolísticas. Em seu discurso de 30 minutos que antecedeu a votação, Carlos Apolinário (DEM) declarou: “Se o presidente Lula trouxe a Copa ao Brasil, o prefeito Kassab trouxe a Copa para São Paulo”. Já no discurso subseqüente, do vereador e conselheiro do São Paulo Aurélio Miguel (PR), o mais ferrenho crítico do projeto, o vereador Jamil Murad (PC do B) pediu um aparte para dizer que “nós, corintianos, merecemos o estádio”.

Já o vereador Cláudio Fonseca (PPS), que também é presidente do sindicato dos professores do ensino municipal, fundamentou suas críticas na comparação com o número de escolas que poderiam ser levantadas com os recursos a que a cidade vai renunciar: "Seria possível construir 840 escolas de educação infantil, com 240 crianças em cada uma delas". A prefeitura espera que a abertura da Copa em São Paulo traga à economia paulistana R$ 1 bilhão.

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