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Júnior Cigano faturou o cinturão dos pesados do UFC com uma lesão no menisco

Júnior Cigano faturou o cinturão dos pesados do UFC com uma lesão no menisco

21/11/2011 - 16h56

Cigano vê melhora na lesão e pode não operar, mas deve desfalcar treino de Minotauro

Maurício Dehò
Em São Paulo

Apesar de um nocaute fulminante, Júnior Cigano venceu Cain Velásquez e se tornou campeão dos pesados do UFC tendo de superar uma lesão no menisco. O brasileiro estuda se fará uma operação para corrigir o problema, mas uma evolução na sua situação já gera dúvidas quanto à necessidade de uma intervenção cirúrgica. Costumeiro sparring de Rodrigo Minotauro, no entanto, desta vez ele deve apoiar o amigo sem vestir as luvas.

“Estamos estudando sobre uma cirurgia. Parece coisa de Deus, mas deu uma melhora significativa depois da luta”, disse Cigano, em uma entrevista em São Paulo. “Os médicos disseram que o problema é que eu iria forçar para lutar, e isso ia piorar a situação. Mas surpreendentemente ela deu uma melhorada.”

Cigano já passou por exames para determinar o grau da lesão, mas espera mais testes para definir seu futuro. Com isso, fica em aberto um prazo para sua primeira defesa de título. O rival saíra do UFC 141, em 30 de dezembro, em que Brock Lesnar encara Alistair Overeem.

“O Dana White e os Fertitta queriam que eu já cuidasse das coisas lá (nos EUA), mas temos um bom grupo de médicos trabalhando comigo. Este inclusive foi o segredo para eu conseguir lutar: a fisioterapia. Isso me ajudou a colocar as coisas no lugar e suportar a dor. Não queria nadar e morrer na praia. Eu tinha ao menos que tentar, e consegui o cinturão”, completou.

Na torcida pelo “irmão” Minotauro

Por enquanto, uma das maiores mudanças na rotina de Cigano pela lesão - além da folga nos treinos - é o fato de não poder ser sparring de Minotauro, como habitual. O veterano ex-campeão ajudou a construir o catarinense como lutador, e muito à base de “porrada” durante suas preparações para lutar no UFC.

Questionado sobre a importância de Rodrigo Minotauro para o título, Cigano rasgou elogios. “Foi muito grande, ele me acompanha desde o começo, me deu o caminho das pedras. Eu pude me testar sempre com um cara que sempre esteve entre os tops. O Rodrigo é como um irmão mais velho, sempre ajudou na minha carreira”, afirmou ele.

Sobre os treinos do “irmão” para o UFC 140, em dezembro, quando Minotauro faz revanche contra Frank Mir, nada está certo. “Não sei como ficará meu joelho, mas quero ajudar no ‘camp’, será uma grande luta. Se não puder ser lutando, ele saberá que estarei passando toda a energia para a vitória”, disse Cigano, que deixou para o baiano a decisão de ter ou não o novo campeão em seu córner: “Se ele me convidar, claro que vou!”.
 

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