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Sem Frescura: por que algumas pessoas ficam carecas e outras, não?

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Gabriela Ingrid

Do VivaBem, em São Paulo

14/12/2020 04h00

Alopecia androgenética é um nome estranho, mas é só trocar por calvície que praticamente todo mundo vai saber do que se trata.

Mas, afinal, por que as pessoas ficam carecas? É mais comum que a queda de cabelos ocorra por uma combinação de herança genética e reação a hormônios.

Isso ocorre especialmente em homens, quando os folículos capilares são muito sensíveis aos efeitos da di-hidrotestosterona, um produto hormonal proveniente da testosterona, que é um hormônio mais presente no organismo masculino.

Essa sensibilidade exagerada faz com que os folículos capilares atrofiem e, com isso, acelerem a perda definitiva de cabelos. Com o passar do tempo, os cabelos vão ficando mais finos, curtos e recuam na região das têmporas e sobre a cabeça. É um processo lento, mas que geralmente segue esse roteiro.

Já a calvície feminina ocorre de maneira diferente, uma vez que os hormônios típicos do corpo da mulher acabam por atenuar os efeitos da testosterona. Mas isso muda depois da menopausa, quando a calvície costuma aparecer de maneira mais acentuada.

O resultado, porém, continua diferente, já que a tendência é que as mulheres percam os fios de maneira difusa, com o cabelo ficando menos denso. Raramente há perda total dos fios.

Mas tem outros fatores que podem desencadear a perda de cabelo. A lista envolve estresse ou até quadros muito agressivos de caspa, doenças de tireoide, deficiência de vitaminas, anemia, problemas intestinais, ovários policísticos, doenças autoimunes e distúrbios hormonais.

Mas nesses casos é comum que o cabelo volte a crescer uma vez que o problema seja solucionado. E, considerando isso, como prevenção para esse tipo de perda de cabelo, ajuda ter uma dieta equilibrada, meios de combate ao stress e também procurar um especialista caso note queda mais acentuada de cabelo.

Já no caso da calvície definitiva, a tal da alopécia androgenética, o que se pode fazer é procurar tratamentos especializados. Há diversos tipos deles, que podem envolver a administração de medicamentos como a finasterida até procedimentos como o microagulhamento. A ideia, neste caso, envolve brecar perda de cabelo e, em alguns, até mesmo reverter o processo.

Esses tratamentos acabam sendo longos, uma vez que, devido sua origem genética, não há propriamente uma cura para a calvície nem uma forma de preveni-la completamente.

Roteiro: Rodrigo Lara. Fontes: Leonardo Abrucio, dermatologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo; Camila Stangarlin, dermatologista da DaVita Serviços Médicos; Silvana Coghi, dermatologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo; Fernando Macedo, dermatologista do Fleury Medicina e Saúde; Carolina Pellegrini, dermatologista do Hospital Santa Catarina; Camila de Camargo Hoffmann Longo, dermatologista da Unidade Vergueiro do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.