PUBLICIDADE

Topo

Sem frescura: afinal, o que é fimose? Faz mal? A operação é obrigatória?

Mais Sem Frescura
1 | 25
Siga o VivaBem no

Gabriela Ingrid

Do VivaBem, em São Paulo

23/11/2020 04h00

Você provavelmente já ouviu falar sobre fimose e talvez até conheça alguém que fez uma cirurgia para resolver esse problema. Mas o que pouca gente sabe é do que isso realmente se trata e, principalmente, o que isso significa para quem tem um pênis.

Em primeiro lugar, vamos à definição: a fimose nada mais é do que uma situação envolvendo a pele que recobre a glande, que é a ponta do pênis. Essa pele se chama prepúcio e, quando tudo está bem, ela tem elasticidade para expor e recobrir a glande.

Quando há fimose, porém, essa pele fica mais estreita, o que impede que a glande seja exposta, ou seja, a abertura do prepúcio é muito pequena para que se possa expor a ponta do pênis.

Esse é um quadro relativamente comum. Só no Brasil, são mais de 150 mil por ano. A maioria dos meninos, aliás, em torno de 90%, nasce com a glande recoberta, mas boa parte deles consegue expor ela naturalmente até os dois anos de idade.

Quando isso não ocorre, entretanto, há a necessidade de tratamento. Ele costuma envolver o uso de pomadas, que reduzem parcialmente a aderência da pele.

Mas em situações em que o estreitamento do prepúcio é mais severo, atrapalhando e causando dor, é a realizada a cirurgia. Ela é de baixo risco à saúde e retira o excesso de pele.

Em todos os casos, deve-se evitar forçar a pele do prepúcio, já que há o risco de parafimose, situação que é praticamente o inverso da fimose. A pele se retrai e não consegue mais voltar para cobrir a glande, que fica exposta. Em casos assim, como a circulação pode ser prejudicada ou até mesmo interrompida, é necessário um tratamento de emergência com lubrificantes ou cirurgia.

Apesar de ser um problema mais comum em crianças, a fimose também pode acontecer também em adultos. Neste caso, ela surge em decorrência de diabetes ou quadros como a balanite xerótica, que é uma doença inflamatória crônica e progressiva que afeta a glande e pode enrijecer o prepúcio.

E o que pode ocorrer em casos de fimose não tratada? Bem, um dos principais problemas é a retenção de secreções produzidas na região. Isso facilita a ocorrência de infecções no sistema urinário e no pênis.

Além disso, a limpeza da região fica mais difícil, propiciando o surgimento de fungos e aumentando os riscos de câncer no pênis. Ela também facilita a infecção por HPV, que é uma infecção sexualmente transmissível.

Além disso, ela tende a ser incômoda na hora do sexo. Isso porque relações sexuais tendem a forçar o prepúcio, o que em pessoas com o problema pode ocasionar dor.

Nestes casos, o melhor a se fazer é procurar um médico, para definir e realizar o tratamento adequado.

Roteiro: Rodrigo Lara. Fontes: Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e do Hospital Israelita Albert Einstein; Carlo Passerotti, coordenador do Centro de Cirurgia Robótica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Adriano Cardoso Pinto, urologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo; José Carlos Truzzi, urologista do Fleury Medicina e Saúde; Guilherme Wood, urologista e especialista em reprodução humana da Huntington Medicina Reprodutiva; Rodolfo Santana, urologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo.