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Sem Frescura: por que a gente se coça e é tão difícil evitar?

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Gabriela Ingrid

Do VivaBem, em São Paulo

16/11/2020 04h00

Segundo estudos, uma pessoa se coça quase 100 vezes ao dia. E pode ser desde um incômodo na cabeça até aquela necessidade absurda de se coçar em algum lugar inalcançável das costas. Independentemente do tipo de coceira, também chamada de prurido, essa reação acaba sendo um mecanismo de defesa do corpo.

Ela começa quando o organismo detecta a liberação de substâncias como a histamina pelas células presentes nos tecidos conjuntivos chamadas mastócitos. Esse é um estímulo inflamatório que, percebido pelas terminações nervosas, desencadeia o ato de coçar. A ideia é que, ao fazer isso, o corpo se livre do agente causador da irritação.

Há algumas situações que desencadeiam coceiras, como o ressecamento da pele, bastante comum no inverno, já que costumamos tomar banhos mais quentes que removem a barreira de gordura protetora da pele. Além disso, picadas de inseto, contato com determinados tecidos e produtos químicos, pelos de animais, cosméticos também são causadores da reação.

Na lista de causas de coceiras também estão as alergias a medicamentos, infecções, doenças sistêmicas como insuficiência hepática e renal, ou até deficiência de nutrientes.

E, como não poderia deixar de ser, há coceiras que têm origem psicogênica, em decorrência de estresse, ansiedade, depressão e outros distúrbios.

De qualquer forma, por ser uma reação de defesa do corpo, ignorar uma coceira é algo extremamente difícil. Outro motivo para isso é que coçar acaba estimulando a liberação de serotonina, neurotransmissor que traz a sensação de bem-estar e felicidade.

Uma coisa curiosa envolvendo coceiras é que elas são contagiosas. É um mecanismo similar ao do bocejo: quando vemos outra pessoa se coçando, há a ativação de uma parte do nosso cérebro chamado núcleo supraquiasmático. E, de certa forma ainda não determinada exatamente por cientistas, isso desencadeia uma vontade de nos coçarmos.

Só vale prestar atenção em uma coisa: coçar o mesmo lugar de maneira excessiva pode causar lesões no local, então o melhor é ir com calma. E, claro, procurar um especialista em dermatologia caso a coceira se manifeste de forma contínua.

Roteiro: Rodrigo Lara. Fontes: Leonardo Abrúcio, dermatologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo; Simone Neri, dermatologista do Pronto Socorro do Hospital São Luiz e proprietária da Clínica Simone Neri.