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Sem Frescura: quando ficar nas redes sociais se torna excessivo? Faz mal?

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Gabriela Ingrid

Do VivaBem, em São Paulo

14/09/2020 04h00

Será que você tem um vício em redes sociais? Esse é um tema que tem sido bastante debatido, justamente para que se descubra até que ponto passar uma parte considerável do dia vendo esses sites pode ou não ser um vício.

Seria o chamado "distúrbio do vício em internet", que é considerado um problema comportamental e pode ter sintomas parecidos com casos de dependência química, mesmo sem a pessoa fazer uso de qualquer substância.

Mas como identificar que algo não está bem nesse sentido? Em primeiro lugar, é preciso considerar que o digital ocupa boa parte do nosso dia atualmente. Usar redes sociais para manter contato com amigos, para ler notícias ou coisas do tipo ao longo do dia é normal.

O problema é quando a pessoa se torna refém de um tipo de comportamento, a ponto de chegar ao final do dia com a certeza de que poderia ter feito muito mais coisas. Ou ainda quando ver a timeline desses sites se torna algo totalmente automático e compulsivo a ponto de atrapalhar a interação com o mundo real.

E, paralelamente, quando a pessoa tem uma sensação de ansiedade ou desconforto sempre que precisa passar algum tempo longe da internet.

Além de causar situações de isolamento social, esse tipo de dependência também pode gerar outros problemas. Há relatos de pessoas que ficam sem se alimentar, não bebem água para não precisar usar o banheiro só para não se afastarem do seu celular ou computador.

O sono também tende a ser afetado, tanto em qualidade, pelo uso de tela antes de dormir, quanto em quantidade, uma vez que uma dependência intensa pode te forçar a ficar acordado para ficar conectado por mais tempo.

E mesmo o conteúdo das redes sociais pode desencadear problemas. Um exemplo é uma síndrome descrita como Fomo, uma sigla em inglês para fear of missing out, algo como medo de estar perdendo algo. Ela basicamente se refere à angústia que algumas pessoas sentem quando acessam as redes sociais e se deparam com situações das quais não estão participando. E isso acontece independentemente de estarem fazendo algo legal ou não.

Caso você experimente alguma dessas sensações, o melhor a se fazer é tentar estabelecer limites de tempo para acessar essas redes. É um passo difícil, mas se conseguir sucesso com isso, há boas chances de a situação se normalizar.

Se a estratégia não surtir efeito, aí não tem jeito: a solução é ir atrás de profissionais de psicologia e psiquiatria para que o seu caso seja analisado e tratado da forma correta

Roteiro: Rodrigo Lara. Fontes: Eduardo Perin, psiquiatra pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), especialista em terapia cognitivo-comportamental pelo Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo; Thaís Oliveira, psicóloga da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo; Renata Merino Kallas, psicóloga da DaVita Serviços Médicos; e Natalia Pavani, psicóloga do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP).