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Sem Frescura: como se proteger do coronavírus? Máscaras funcionam?

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Gabriela Ingrid

Do VivaBem, em São Paulo

16/03/2020 04h00

Talvez você não aguente mais falar sobre esse assunto, mas a pauta do momento é o coronavírus. Está um clima de pânico, especialmente pela quantidade de gente na rua com máscaras cirúrgicas. Mas estamos aqui exatamente para esclarecer as dúvidas e evitar as fake news de plantão.

Por exemplo, você sabia que as máscaras não garantem 100% proteção? Como elas não ficam completamente presas ao rosto, deixam o ar entrar sem nenhum tipo de filtro, e a pessoa pode acabar inalando o vírus, caso ele esteja no ambiente.

E esqueça as máscaras cirúrgicas simples. O recomendado pelos especialistas é que, se necessário, elas sejam do tipo de proteção respiratória individual, compostas por uma peça facial e um dispositivo de filtragem de ar que garantem uma vida útil mais longa à peça. Na verdade, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda o uso apenas para quem tem sintomas. A exceção é apenas para quem cuida dos doentes.

O melhor jeito de se proteger do vírus é abusar da sua higiene pessoal. Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, e usar álcool gel ajuda. Além disso, cubra a boca e o nariz ao tossir e espirrar.

Aquela história de manter distância de ao menos dois metros de quem está tossindo ou espirrando também funciona. Apesar de ser um pouco bizarro, né?

É importante também evitar tocar olhos, nariz e boca com mãos não lavadas, não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal e limpar e desinfetar superfícies tocados com frequência. No geral, são precauções que a gente tem que fazer com ou sem o coronavírus por aí.

Na hora de pedir encomendas internacionais, não há motivos para alarde também. O vírus sobrevive poucas horas na superfície de objetos e esse tempo diminui ainda mais com variação de temperaturas. Se quiser garantir, limpe a superfície com álcool em gel e desfrute do seu mimo pago com boleto.

O medo é real, mas é preciso tanto assim? Ainda não se sabe sobre a taxa de mortalidade do vírus, por exemplo. Mas podemos dizer que, hoje, a cada mil casos, entre cinco e 40 resultarão em morte. No mais, alguns grupos de pessoas são mais suscetíveis a morrerem se contraírem o novo coronavírus, como idosos, aqueles que já têm doenças pré-existentes (as mortes eram cinco vezes mais comuns entre as pessoas que tinham diabetes, pressão alta ou doenças cardiovasculares ou respiratórias) e, talvez, os homens.

O ministério explica que não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus. Por isso é muito importante que você siga as recomendações de higiene.

Então, vamos nos acalmar. É mais importante lavar a mão do que ficar espalhando fake news por aí, né?

Roteiro: Gabriela Ingrid. Fontes: Ministério da Saúde; Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária); OMS (Organização Mundial da Saúde).