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Sem Frescura: tem algum perigo em fazer sexo oral depois do anal?

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Gabriela Ingrid

Do VivaBem, em São Paulo

09/03/2020 04h00

A gente sempre escuta por aí que entre quatro paredes tudo é permitido. Mas isso não quer dizer que algumas práticas sexuais sejam muito recomendadas ou 100% seguras.

Quer um exemplo? Fazer sexo oral depois do anal. A gente nem precisa pensar muito para imaginar que isso faz com que bactérias presentes na região anal acabem indo parar na boca. E, claro, isso também vale para o beijo grego.

Em ambos os casos, a pessoa fica mais exposta a infecções sexualmente transmissíveis, as chamadas ISTs. A lista inclui hepatite A, hepatite C, clamídia, HPV e gonorreia.

O risco é menor no caso de indivíduos saudáveis, mas ainda assim há a possibilidade de contato com parasitas e bactérias intestinais causadores, por exemplo, de diarreias.

O melhor a se fazer, nesse caso, é trocar de camisinha e higienizar bem a região do pênis após a penetração anal. Ter a vacinação contra hepatite A em dia também é uma garantia a mais para evitar problemas.

O risco também persiste mesmo quando há um bom cuidado prévio antes do sexo anal, como a lavagem da região com a chamada ducha anal, também conhecida como "chuca". Essa prática, inclusive, precisa ser feita com muito cuidado.

A razão para isso é que ela pode causar alterações na flora intestinal e acabar removendo microrganismos essenciais para a digestão adequada e também para a imunidade. Além disso, o excesso de força no jato d'água também pode machucar a mucosa da região.

O ideal, neste caso, é não exagerar nesse tipo de limpeza e, se for fazê-la, garantir que seja com suavidade e que a água usada esteja próxima da temperatura do corpo.

Roteiro: Rodrigo Lara. Fontes: Gabriela P. Daltro, psicóloga e terapeuta sexual da plataforma Sexo Sem Dúvida; Rico Vasconcelos, coordenador do SEAP HIV, o ambulatório especializado em HIV do Hospital das Clínicas da FMUSP e colunista do VivaBem.