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Sem Frescura: remédio para prevenir ressaca funciona mesmo?

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Gabriela Ingrid

Do VivaBem, em São Paulo

24/02/2020 04h00

Você já deve ter acordado com a seguinte frase na cabeça: não vou beber nunca mais. A ressaca é mesmo terrível e não costuma fazer distinção, ainda que seja um pouco pior para as mulheres por causa da massa corporal menor.

Ainda bem que temos aqueles remédios milagrosos que você toma um antes de beber, outro depois, e adeus ressaca. Quer dizer, ao menos em teoria.

Todos os especialistas consultados são unânimes em dizer que não há remédio capaz de prevenir uma ressaca, que nada mais é do que o conjunto de sintomas decorrentes da intoxicação alcoólica, como dor de cabeça, náuseas, desidratação.

O que esses medicamentos fazem, na verdade, é tratar alguns desses sintomas, não a causa do problema. Eles costumam ser compostos por analgésicos, que aliviam dores de cabeça, e antieméticos, que combatem náusea, além de antialérgicos, antiácidos e estimulantes, como a cafeína.

Os especialistas, inclusive, recomendam que não se faça uso contínuo desse tipo de medicamento, especialmente pessoas que tenham problemas no estômago. Isso porque algumas substâncias presentes na pílula podem atacar a mucosa estomacal e, em casos extremos, provocar úlceras.

Já que a ressaca em si continuará existindo, o melhor a se fazer é tomar algumas atitudes para evitar que uma noite de alegria vire um tormento no dia seguinte.

A primeira recomendação é nunca beber de estômago vazio. Estar alimentado, de preferência com comidas leves, ajuda a diminuir os sintomas. Outra dica é beber bastante água e suco de frutas. É uma forma de manter o corpo hidratado e, no caso do suco, ele também ajuda a repor glicose e sais.

De qualquer maneira, a principal orientação é a mais óbvia possível: evitar exageros ainda é o melhor remédio para evitar que aquelas horas de diversão acabem cobrando uma conta cara no dia seguinte.

Roteiro: Rodrigo Lara. Fontes: Mauricio Kucharsky, gerente médico do Cejam (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim); Danilo Bianchini Höfling, endocrinologista e metabologista e Wilson Lee, clínico geral da DaVita Serviços Médicos; Érico Oliveira, clínico geral do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

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