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Sem Frescura: tem algum problema beijar várias bocas no Carnaval?

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Gabriela Ingrid

Do VivaBem, em São Paulo

17/02/2020 04h00

Você é do tipo que adora Carnaval? Se for, sabe bem que essa é uma época de sair pulando atrás do bloquinho com os amigos, tomar sol e chuva na cabeça e, claro, beijar muito. Mas será que tem problema colocar o bloco na rua e sair pegando geral?

A gente sabe bem que beijar é bom e que o Carnaval é ótimo para a pegação. Só que essa diversão toda pode dar uma bela dor de cabeça. O motivo para isso é que, por ser um contato íntimo com troca de saliva, o beijo tem muito potencial para a transmissão de doenças. A lista inclui herpes, mononucleose, gripe e até mesmo hepatite B e sífilis.

Em uma situação como o Carnaval, o risco aumenta consideravelmente, já que o clima de ninguém é de ninguém dificulta saber a "procedência" da boca que você está prestes a beijar. E como ninguém sai perguntando por aí onde é que a outra pessoa andou colocando a boca, a chance de você beijar ou até mesmo fazer sexo oral em alguém por tabela é grande.

Nesse caso, não há muito o que se fazer. A recomendação, além de ir com calma na pegação e evitar beijar pessoas que tenham feridas na boca ou sintomas de doenças como gripe, não compartilhar copos e, claro, usar preservativos caso a coisa esquente.

Mas beijar ou transar sem proteção não são as duas únicas formas de ficar doente ou passar por algum perrengue no Carnaval.

Por ser um período que, normalmente, as pessoas acabam exagerando na bebida, há um grande risco de sofrer os efeitos de desidratação e, em casos extremos, até mesmo ter uma intoxicação alcoólica séria.

Para evitar isso, o melhor a se fazer é consumir bastante água. E, claro, ter certeza que a bebida consumida é de boa procedência.

E se você não sai da rua mesmo na hora da chuva, que é bastante comum nessa época, fica o aviso: evite andar por muito tempo com roupas molhadas. Apesar de não ser algo que vai deixar você gripado, manter áreas do corpo úmidas por muito tempo, como a região genital, ajuda na proliferação de fungos e bactérias, o que pode causar doenças.

O segredo, no final, é moderação. É o que vai garantir que você curta bastante o Carnaval sem levar lembranças desagradáveis para o resto do ano.

Roteiro: Rodrigo Lara. Fontes: Érico Oliveira, clínico geral do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Wilson Lee, clínico geral da DaVita Serviços Médicos; Gislene Teixeira, sexóloga, especialista em relacionamento e mediadora de conflitos.