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Sem Frescura: quais doenças são transmitidas no sexo oral?

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Gabriela Ingrid

Do VivaBem, em São Paulo

16/12/2019 04h00

Às vezes a gente tem que responder umas perguntas mais... capciosas. Por exemplo: você cospe ou engole?

Tá, pode parecer piadinha de quinta série, mas o assunto aqui é coisa de adulto: você sabia que engolir o esperma durante o sexo oral pode aumentar as chances de você contrair infecções sexualmente transmissíveis?

Pois é, mas você se engana se acha que o problema está apenas em engolir o esperma. Na verdade, ele está em praticar sexo oral sem usar qualquer tipo de proteção.

Ok, eu sei que poucas pessoas usam camisinha nessa hora. E também sei que você vai falar que fazer sexo oral com preservativos é igual chupar bala com o papel.

Mas a verdade é que, durante o sexo oral, há sim o risco de contrair gonorreia, sífilis, HPV, HIV e herpes.

E, ao contrário do que muita gente pensa, algumas delas, como o HPV, não dependem da existência de feridas tanto na boca quanto no órgão sexual.

Da mesma maneira, escovar os dentes antes ou depois do sexo oral em nada diminui as chances de transmitir ou contrair alguma doença.

Se ainda assim eu não te convenci a usar camisinha para o sexo oral, bem, o melhor que você pode fazer é manter uma rotina de exames para essas doenças.

A razão para isso é que algumas dessas infecções sexualmente transmissíveis não necessariamente apresentam sintomas "logo de cara".

Como o HPV, que eu falei lá atrás. Ele não apresenta sintomas na maioria das pessoas e pode ficar "dormente" por meses ou anos.

Então, o melhor a se fazer, especialmente se você possui vários parceiros sexuais, é, sim, usar camisinha.

Pode não ser tão divertido, eu sei, mas certamente é muito mais seguro!

Fontes: Carolina Freitas, mestre em psicologia e especialista em sexualidade do Sexo sem Dúvida e
Rico Vasconcelos, coordenador do SEAP HIV, o ambulatório especializado em HIV do Hospital das Clínicas da FM-USP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente de como foi informado, o correto é risco de contrair HIV (o vírus) e não AIDS (a doença causada pelo vírus HIV). A informação já foi corrigida no texto.