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Especialistas: Equidade da vacina é fundamental para acabar com a pandemia

Representante da OMS lembrou que apenas 7% da população foi totalmente vacinada na África - iStock
Representante da OMS lembrou que apenas 7% da população foi totalmente vacinada na África Imagem: iStock

Mrinalika Roy

18/01/2022 14h06

A equidade das vacinas é a melhor maneira de sair da atual fase pandêmica da epidemia do coronavírus, disseram alguns dos maiores especialistas mundiais em saúde pública em um painel do fórum de Davos, nesta terça-feira (18).

Falando sobre a lacuna de vacinação na conferência virtual da Agenda Davos do Fórum Econômico Mundial, o diretor de Emergências da OMS (Organização Mundial da Saúde), Mike Ryan, disse que mais da metade da população mundial recebeu duas doses de uma vacina contra a covid-19, mas apenas 7% da população foi totalmente vacinada na África.

"O problema é que estamos deixando para trás enormes faixas do mundo... Mas as vacinas são absolutamente centrais. Não há como sair agora da pandemia sem vacinas como o pilar estratégico central", afirmou.

A descoberta da variante ômicron no sul da África reforçou os argumentos de que as baixas taxas de inoculação podem encorajar mutações virais, que podem então se espalhar para países onde as taxas são muito mais altas.

John Nkengasong, diretor do Centro Africano de Controle de Doenças, disse que era "inaceitável" que a África estivesse tão atrasada em relação a outros países na vacinação contra a covid-19 e falou em um "colapso da cooperação e solidariedade globais".

"A única maneira de evitar que outras variantes desafiem os esforços e avanços globais que temos visto é vacinar em escala, incluindo a África", disse Nkengasong.

Seth F. Berkley, chefe executivo da aliança de vacinas Gavi, disse que embora o fornecimento global de vacinas através do programa Covax tenha enfrentado obstáculos iniciais como proibições de exportação, nacionalismo de vacinas e o não atendimento das empresas às suas necessidades de dose, a distribuição está voltando aos poucos ao caminho certo.

"Esperamos que o próximo bilhão (de doses) leve entre quatro a cinco meses contra um ano antes... o desafio é garantir que cada país esteja pronto para recebê-las", acrescentou.