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Novos tratamentos contra covid podem ser comercializados em novembro

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Imagem: Getty Images

07/09/2021 18h13

Enquanto a pesquisa sobre tratamentos contra a Covid-19 acelera, os próximos meses poderiam trazer boas notícias. Aproximadamente 3.000 moléculas são atualmente testadas no mundo. Algumas poderiam estar disponíveis em meados de novembro.

O presidente do Conselho científico francês, Jean-François Delfraissy, mostrou otimismo em entrevista recente ao canal de TV francês France 2. De acordo com ele, alguns tratamentos anticovid poderiam chegar ao mercado antes do final deste ano. Mas quais seriam eles?

Os mais promissores entre os tratamentos são os que pertencem à família dos anticorpos. O princípio é injetar diretamente no doente moléculas de defesa que o organismo não conseguiu ou não teve tempo de produzir sozinho. Os laboratórios AstraZeneca - que já tem uma vacina contra o coronavírus -, Xenothera e Roche pesquisam este tipo de remédio.

A França autorizou em março um desses tratamentos à base de anticorpos. Trata-se do REGN-COV2, uma combinação de tratamentos dos laboratórios Roche e Lilly France. O medicamento é usado em pessoas imunodeprimidas e hospitalizadas. Ele custa caro e é injetável.

No entanto, tratamentos em forma de comprimido podem estar disponíveis em breve. A esperança repousa sobretudo em produtos antivirais, moléculas que impedem o vírus de se multiplicar.

Por ora, os resultados são incertos, mas o laboratório Merck espera apresentar resultados da fase 3 de testes de seu medicamento em outubro. Já a Pfizer, tem o objetivo de apresentar seu antiviral no fim deste ano.

Tratamentos reservados aos mais frágeis

Os laboratórios também pesquisam tratamentos contra a Covid-19 entre os que já são usados para outras doenças, como alguns corticoides, que já provaram diminuir o risco de formas graves. Eles são recomendados pela OMS e utilizados frequentemente nos hospitais.

O uso de antidepressivos ou antibióticos é outra pista estudada pelos pesquisadores. Testes clínicos com o clofoctol, um antibiótico, estão sendo realizados pelo Instituto Pasteur de Lille, no leste da França.

Estes tratamentos não atacam o vírus diretamente e não foram desenvolvidos para isso, mas poderiam limitar as formas graves da Covid-19. No entanto, eles não são tão eficazes como a vacina que reduz em até 95% o risco de hospitalização.

A imunização deve ser a opção privilegiada porque os primeiros tratamentos contra o vírus não são direcionados ao público em geral, mas para pessoas frágeis para as quais a vacinação não é eficaz.

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