'Redescoberta' como superalimento, fruta-do-conde tem múltiplos benefícios

Nativa das Antilhas, a fruta-do-conde, também chamada de ata, ou ainda pinha, no Brasil, tem ganhado popularidade nas América Central e do Sul. Ela foi 'redescoberta' como um superalimento, devido às suas propriedades nutricionais e medicinais.

A fruta-do-conde é rica em vitamina B1, B2, B5 e A, vitamina C, proteínas, ferro, cálcio e fósforo, além de ter propriedades anti-inflamatórias que podem ajudar a aliviar problemas respiratórios e articulares. O extrato das sementes da fruta possui propriedades antimicrobianas que podem inibir o crescimento de células tumorais cancerígenas, o que despertou o interesse da comunidade científica.

Publicações recentes, como uma revisão publicada este ano no Journal of Advanced Pharmaceutical Sciences, revelam que o consumo habitual da fruta-do-conde traz inúmeros proveitos à saúde, incluindo o reforço do sistema imunológico, combate à anemia e fornecimento de energia e nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo.

É indicada para fortalecer o sistema circulatório, auxiliando na manutenção da pressão arterial, como analgésico (quando aproveitadas suas folhas), relaxante muscular e ainda atua no bom funcionamento intestinal, na saúde dos ossos e em processos de cicatrização de feridas.

Seu perfil nutricional, rico em fibras e baixo em calorias, também se destaca por promover a saciedade.

Mas, rica em açúcar e muito mais calórica do que a maioria das frutas (com cerca de 90 calorias a cada 100 gramas), requer atenção no consumo. Por isso, antes de fazer qualquer mudança na alimentação, consulte um médico de confiança.

Fontes: Breno Balabem Alves, membro do centro de pesquisas clínicas do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), e Gustavo Pasqualotto e Giovane Ítalo Lázaro, nutricionistas.

*Com informações de reportagem publicada em 04/01/2018 e 27/04/2019

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