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Mario Frias faz 3º cateterismo, que pode prevenir infarto, mas não garante

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Luiza Vidal

De VivaBem*, em São Paulo

05/07/2022 13h47

O ex-secretário especial da Cultura, Mário Frias (PL), teve um infarto do miocárdio na noite desta segunda-feira (4), segundo informações publicadas pelo perfil dele nas redes sociais. De acordo com o boletim médico, ele passou por um cateterismo e segue internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, sem previsão de alta.

Na legenda da publicação, Frias afirmou que todos os compromissos dele foram cancelados e pediu orações dos seguidores. "Fiquem com Deus e até breve", escreveu. O ex-secretário, que tem 50 anos, já passou por outros dois cateterismos. O primeiro foi em dezembro de 2020, e o segundo, em maio de 2021.

O procedimento pode ser usado como um exame, geralmente para diagnosticar doenças nas artérias coronárias. Depois, se identificada alguma lesão, o procedimento leva o stent, espécie de mola metálica que mantém as paredes da artéria abertas, até o local em que há obstrução.

Mas o cateterismo não deveria prevenir o infarto?

De acordo com o cardiologista Edmo Atique Gabriel, professor livre-docente na Unilago (União das Faculdades dos Grandes Lagos) e colunista de VivaBem, o procedimento pode prevenir o infarto, mas não é uma garantia.

"Essa pessoa não está isenta a ter um novo infarto porque, muitas vezes, a gente faz um cateterismo e a lesão está estática, mas ao longo do tempo essa placa de gordura obstruindo a artéria pode se soltar e gerar uma nova obstrução mais grave, resultando no infarto", explica o especialista em cirurgia cardiovascular.

Ter mais de um infarto aumenta risco de gravidade?

Mário Frias já sofreu dois "princípios de infarto", que são sintomas iniciais do problema. Segundo o cardiologista, quem teve infarto uma vez está mais propensa a ter outros, inclusive mais graves que o primeiro. "Em geral, temos muita preocupação quando a pessoa tem mais de um infarto porque a primeira lesão já é razoável e, caso tenha o segundo ou terceiro episódio, pode ser que acometa mais e cause maior repercussão no coração", diz.

Ainda segundo Gabriel há mais riscos de sequelas para o paciente. "O músculo do coração pode perder força, gerando arritmias cardíacas ou levar à insuficiência cardíaca."

O que é infarto e os principais sintomas:

Ele é o resultado da obstrução de uma artéria que leva o sangue para o coração. Com isso, as células do músculo cardíaco começam a morrer. Os principais sinais são:

  • Dor aguda no peito que perdura por mais de 20 minutos e pode se irradiar para pescoço, mandíbula, costas, braço ou ombro esquerdo (também pode se manifestar como queimação, sensação de peso ou aperto no peito e formigamento no braço);
  • Náuseas e/ou vômito;
  • Sudorese, suor frio;
  • Falta de ar (mais frequente em idosos);
  • Cansaço extremo ou fraqueza;
  • Tontura;
  • Desmaio;
  • Ansiedade.

Como agir em caso de suspeita

Ao sentir a dor no peito, a recomendação é ligar para a emergência e manter a pessoa em repouso. Enquanto aguarda, o paciente com suspeita de infarto deve tomar dois comprimidos de 100 mg de ácido acetilsalicílico (aspirina) infantil.

Em caso de parada cardíaca, deve-se deitar a pessoa no chão, com o queixo virado para cima, e iniciar a massagem cardíaca fazendo duas compressões por segundo no meio do peito até a chegada da equipe de socorro.

Mesmo que os sintomas sejam leves e a pessoa não tenha histórico de doença cardiovascular, é importante ir ao pronto-socorro. O coração é como um pistão de músculo. Quando o indivíduo tem um infarto, uma área do órgão morre e ele perde essa função de bombear o sangue, por isso o atendimento deve ser rápido. O ideal é que as providências sejam tomadas até seis horas após o início dos sintomas. Depois de 12 horas, a probabilidade de recuperação é mínima.

*Com informações de reportagens publicadas em 23/10/2018 e 11/12/2020.

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