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Micose: veja fotos dos 7 principais tipos da doença e saiba como tratá-la

Entenda os principais tipos de micose na pele e como é o tratamento -
Entenda os principais tipos de micose na pele e como é o tratamento

Carol Firmino

Colaboração para VivaBem

23/06/2022 04h00

As micoses são infecções causadas por fungos. Como existem diversos tipos deles, as doenças causadas por esses microrganismos também são variadas.

Quando se fala naquelas que atingem pele, cabelo e unhas, os fungos mais comuns causam micoses superficiais —as profundas, por sua vez, podem atingir órgãos internos e provocar sérios problemas para a saúde.

Os fungos são transmitidos de pessoa para pessoa, de animais para pessoa e também da natureza para a pessoa, envolvendo plantas, solo e espinhos.

As formas de contaminação mais comuns são as de pessoa para pessoa, por causa da proximidade e do contato com a área atingida. Piscinas, areia, áreas de banho, animais infectados e chão são locais potenciais para adquirir um fungo.

No entanto, existem pessoas que possuem predisposição genética para doenças fúngicas e podem precisar de acompanhamento médico mais próximo para tratá-las.

Tipos principais de micose de pele

  • Micose de unha

micose - iStock/Getty - iStock/Getty
Micose de unha
Imagem: iStock/Getty

Conhecida também como onicomicose, é uma infecção causada pelos fungos dermatófitos: Epidermophyton, Trichophyton e Microsporum. Podem alterar a cor (deixa amarela ou branca), a forma, a textura (deixa mais espessa) e pode descolar a unha ou quebrá-la.

O alerta dos especialistas consultados, a fim de evitar esse tipo de micose, é cuidar bem das unhas, não compartilhar esmaltes e materiais para cortá-las, evitar unhas em géis, não ficar com a mão molhada por muito tempo e diminuir o uso de detergentes e removedores de esmalte. Diabetes e doenças genéticas e adquiridas que diminuam a imunidade também favorecem as onicomicoses.

Tratamento: é feito com medicamentos antifúngicos em forma de creme, esmalte ou comprimidos. Normalmente, é preciso seis meses de tratamento para as unhas das mãos e até um ano para as dos pés, sendo essa uma das micoses mais difíceis de tratar, já que os fungos se alimentam da queratina presente nas unhas.

  • Pitiríase versicolor

micose - iStock/Getty - iStock/Getty
Pitiríase versicolor
Imagem: iStock/Getty

A pitiríase versicolor, chamada de "pano branco" é uma infecção fúngica causada pelo fungo Malassezia furfur. Ele produz uma substância que impede a pele de produzir melanina quando exposta ao sol, provocando manchas brancas (hipocrômicas) na pele. Podem aparecer também manchas pardas, vermelhas e escuras com descamação.

Tratamento: pode ser tópico, com o uso de creme derivados imidazólicos ou em forma de comprimidos oral.

  • Pé de atleta

micose - iStock/Getty - iStock/Getty
Pé de atleta
Imagem: iStock/Getty

Esta é uma infecção fúngica que pode atingir, principalmente, as regiões entre os dedos dos pés. Nesses locais, aparecem lesões escamosas e eritematosas com coceira.

É importante usar meias que permitam a transpiração e trocá-las, pelo menos, uma vez ao dia. Além disso, orienta-se higienizar os sapatos e tentar fazer um rodízio, para não usar o mesmo em dias seguidos.

Na hora do banho, principalmente se for fora de casa, não se esquecer do chinelo individual para não pisar diretamente no piso, porque um local molhado, no qual muitas pessoas pisam, pode abrigar fungos. Secar bem os pés depois e, em casos extremos, usar um secador de cabelo para isso.

Tratamento: baseia-se no uso de antifúngicos locais em creme ou géis e medidas que mantenham os pés secos e diminuam o suor excessivos.

  • Micose na virilha

micose - iStock/Getty - iStock/Getty
Micose na virilha
Imagem: iStock/Getty

Esta é uma infecção fúngica na pele dos órgãos genitais e coxas, que pode aparecer quando há umidade excessiva e baixa no sistema imunológico. Elas são causadas pelo fungo Tinea cruris, sendo comum nas pessoas que usam roupas muito apertadas ou sintéticas, que não deixam o corpo transpirar o suor.

Além de orientações gerais, como manter a região seca (principalmente no verão, piscina e mar), para evitá-la, é necessário avaliar a presença de diabetes, doenças ou medicamentos que diminuam a imunidade.

Tratamento: é feito pelo médico dermatologista, que pode pedir exames para confirmar o diagnóstico (exame micológico direto e cultura), indicando, posteriormente, antifúngicos tópicos ou orais.

  • Candidíase

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Candidíase oral
Imagem: Wikimedia Wikicommons

Este tipo de micose é causado pelo fungo Candida albicans e afeta, principalmente, áreas das mucosas oral e as regiões genitais de homens e mulheres, mas também pode chegar à pele, boca, área das fraldas, às unhas, mãos, axilas e aos pés. A candidíase vaginal surge em momentos de imunidade baixa ou tratamentos com antibióticos, e em casos de maus hábitos de higiene.

Já a candidíase oral afeta, principalmente, bebês ou crianças em geral, também por causa do desenvolvimento lento do sistema imunológico.

Tratamento: as candidíases genitais devem ser tratadas com pomadas e comprimidos orais ou de uso local, já as orais requerem aplicação de antifúngicos na forma de gel, líquido ou enxaguante bucal, sempre com variações, a depender da gravidade do caso.

  • Impingem

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Impingem
Imagem: iStock/Getty

A impingem é o nome popular dado a Tinhas corporis, doença causada por três espécies de fungos dermatófitos: Epidermophyton, Trichophyton e Microsporum. São consideradas micoses comuns de pele e podem atingir várias regiões do corpo. Sua aparência caracteriza-se por uma erupção cutânea vermelha com uma pele mais clara no meio.

Tratamento: é feito com agentes antifungo, como pomadas clotrimazol, cetoconazol, isoconazol ou terbinafina, mas, dependendo da intensidade, pode ser necessário usar comprimidos antifúngicos.

  • Tinha do couro cabeludo

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Tinha do couro cabeludo
Imagem: Wikimedia Wikicommons

Conhecida como Tinea capitis, é causada por fungos que podem atingir o couro cabeludo, como os zoofílicos (que o paciente adquire em contato com animais); antropofílicos (infecção ocorre entre indivíduos da espécie humana); e geofílicos (em que terra é a fonte dos fungos). Eles podem provocar queda de cabelo, psoríase do couro cabeludo, alopecia, dermatite atópica e mais.

Tratamento: requer o uso de medicamentos antifúngicos como terbinafina, itraconazol ou fluconazol.

Alertas gerais dos especialistas

O aumento de umidade e calor favorece o aparecimento de fungos, portanto, para prevenir a contaminação, é importante manter a pele seca e saudável, além de se atentar a qualquer sinal diferente pelo corpo.

Muitas pessoas têm infecções fúngicas recorrentes, então, aos primeiros sinais de micose é necessário procurar atendimento médico para confirmar o diagnóstico. A doença pode ser confundida com alergia e outros problemas, por isso é tão importante identificar alterações desde o início. O tratamento depende do tipo de micose e da área que ela atingiu.

O acompanhamento é fundamental, pois alguns medicamentos têm interação com outros remédios e alguns podem até causar alterações no fígado, principalmente se o paciente faz ou fazia uso de bebidas alcoólicas.

As micoses superficiais, geralmente, não evoluem para problemas mais graves, porém, como esse diagnóstico mostra que unhas, cabelos e pele não estão saudáveis, é possível que outros problemas de saúde apareçam, como erisipela —processo infeccioso da pele, que pode atingir a gordura do tecido celular. Além disso, outros microrganismos, como as bactérias, têm facilidade maior de infeccionar a pele quando ela apresenta algum tipo de micose.

Fontes: Barbara Carneiro, dermatologista, médica pela FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciência) em Salvador, especialista em dermatologia pelo Ipemed (Instituto de Pesquisa e Ensino Médico de Minas Gerais); Carolina Milanez, dermatologista, médica pela Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), com pós-graduação em cosmiatria pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); e Jader Freire Sobral Filho, médico, mestre e doutor pela UFPB (Universidade Federal da Paraíba), dermatologista e professor do curso de medicina do Unipê (Centro Universitário de João Pessoa).

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