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Pesquisadores brasileiros encontram molécula que pode combater câncer

A platina é usada na quimioterapia, mas pode trazer diversos efeitos colaterais. O cobre, entretanto, é uma promessa de menos efeitos colaterais e mais chance de cura - FatCamera/iStock
A platina é usada na quimioterapia, mas pode trazer diversos efeitos colaterais. O cobre, entretanto, é uma promessa de menos efeitos colaterais e mais chance de cura Imagem: FatCamera/iStock

Do VivaBem, em Brasília

17/01/2022 17h36

Pesquisadores da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) encontraram uma molécula inédita que pode contribuir no tratamento de pacientes com câncer. A descoberta foi publicada no periódico Scentific Reports, do renomado grupo Nature.

Segundo os cientistas, a molécula está localizada em um complexo do elemento cobre, funciona de forma seletiva contra células cancerígenas, tem capacidade de divisão do DNA e propriedades capazes de causar morte celular no tumor.

Essas informações significam que a molécula pode atacar mais as partes tumorais do que as saudáveis, o que diminuiria os efeitos colaterais durante o tratamento do câncer e aumentaria as chances de cura do paciente.

Para os resultados, foram feitos testes em células tumorais de humanos e camundongos, em cultura.

Segunda fase

A segunda fase do estudo está para começar e, nela, será testada a "drug delivery", ou seja, a molécula de cobre será colocada em nanocápsulas.

Isso permite que peptídeos ou anticorpos sejam colocados na superfície para serem reconhecidos os padrões moleculares e, assim, as células cancerígenas serão o foco do ataque durante o tratamento.

Se essa fase for bem-sucedida, ela pode durar cerca de dois anos, segundo os cientistas.

Uso de cobre

Uma das maneiras mais usuais de tratar diversos tipos de câncer é a quimioterapia. Os medicamentos costumam conter metais, como a platina.

O problema da platina é que, como ela não existe no corpo humano, os pacientes podem ter efeitos colaterais, como enjoo, náuseas, dor de cabeça, indisposição e perda de apetite.

Assim, a ciência está focada em encontrar novos materiais para incluir nos compostos de quimioterapia e um dos mais promissores é o cobre.

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